Fui culpado disto tudo. Sem falhas. E era muito feliz. Perdoem alguns excessos de linguagem, mas está tudo certo. Saudades.
Category Archives: Mails para a minha Irmã
Moz

Muitas saudades de Moz.
Talvez eu volte.
Tenho imensas saudades
Dos abraços de todos.
Uma coisa é vivermos bem,
A vida rola sem dificuldade.
Outra coisa
É vivermos mal
Mas querer isso.
Querer isso
Mais do que a nossa
Existência.
jpv
Yesterday

You were here
Yesterday.
And your presense
Just made a sense.
Your quiteness
And the things
You add to our
Random thoughts.
Today you’re in a
Different situation.
But, it’s all the same
My friend.
It’s all the same.
jpv
59 e…

Agora que já passou o dia 04/10/2026, e que deixo para trás uma nova década, talvez a mais difícil mas também a mais amada de todas.
Quero agradecer aos amigos e familiares que estiveram comigo, pessoalmente, por telefone, por WhatsApp, por mensagem. Agradecer-lhes por estarem comigo, sempre.
E agradecer também à minha mulher. Ao meu filho.
Virei uma década. E nunca me senti tão novo.
Obrigado a todos pela vossa companhia.
jpv
Longe

Nada.
Só nada.
Não é por bem,
Nem por mal.
É uma constatação.
Nada.
A menos que haja uma salvação,
Um Deus com cabelos crispados,
E tão cheio e erros,
Uma amálgama de equívocos,
Mortes desnecessárias
E sofrimentos avulsos.
Temos tanto que nos zangar.
Que regras são estas
Que nos punem sempre.
Hei-de bater-lhe
Se tiver oportunidade.
Como pode haver misercórdia.
Se o juíz tem duas varas
É cego dum olho
Coxo de uma perna
E sofre de demência.
E, contudo,
Não me deito
Sem pôr-lhe a vida nas mãos.
jpv
Dr. Martens

No interior das caixas de sapatos Dr. Martens surge a explicação da fórmula e do sucesso dessas botas.
jpv
Quase

Foi hoje.
Às escondidas
Não sei de quê.
Não havia monstros.
Ao pé
Não havia nada.
Só uns cavalos
Ao longe.
Bebi-te.
Senti-te
Os sim
Os não.
Acho que foi o melhor
Por ser inaugural
Por ser o primeiro.
Eu sei que parece mesma coisa,
Mas não é.
Não foi.
Fica a saudade.
E a repetição
De tantos
Outros…
jpv
Não sei

Não sei
Como conseguiste.
Não sei.
Como superaste essa dor,
Esse não saber nada,
E seguraste o barco.
Não imagino.
Sequer.
Estavas lá.
Calhou-me seres tu.
Só me apetece gritar
De dor
Quando me lembro
Que foste tu.
jpv
Jorge Palma

Um sorriso. Só um sorriso e tudo vinha ter connosco. Quantas vezes era difícil. Com outros. Com o Jorge não. Era como se tudo fosse fácil. Como as letras. Às vezes parecem-nos que vêm de muito longe, no caso do Palma estavam ali à espera. Talvez porque ninguém como ele usou as palavras que se dizem, se ouvem, são nossas, e atribuí-lhes uma harmonia muito própria, peculiar, até.
In memoriam.
Enquanto houver estrada para andar…
jpv