
Eu fui justo.
E continuarei a sê-lo.
Quando este Ministro da Educação foi atacado sem propósito, eu defendi-o. Porque era o que estava certo. Foi a maior verdade, no meio de tudo quanto se disse. Foi aqui https://mailsparaaminhairma.com/2025/12/18/fernando-alexandre-e-o-jornalismo/
Agora, parece-me que persiste uma situação onde os alunos são prejudicados, onde os professores são prejudicados, onde as Direções são prejudicadas, onde os pais dos alunos são prejudicados, e o Ministro não pode ser aquele que segue a marchar certo e os outros todos estão errados. Há que tirar responsabilidades e essas são, em última análise, do Ministro da Educação, Dr. Fernando Alexandre.
É preciso que se vá. E é preciso que de entre tanta coisa boa que quis fazer, e algumas fez, o certo é que, malogradamente, será lembrado como o Ministro da salganhada das provas.
Afinal estas provas que mereciam o maior respeito, onde a capacidade de ao menos calcular quantas seriam era o mínimo, e sob uma capa de processo infalível, temos caixotes e caixotes de provas amontoadas num armazém.
Um fenómeno dantesco, cuja comparação com a Idade Média é um abuso para com a Idade Média e a sua capacidade de organização.
Este ministro já não é. Só ele ainda não sabe, mas efetivamente já não é.
Foi interessante conhecê-lo, mas devia olhar à sua volta e pensar que os testes, como os concebeu, foram primeiro desenhados e implementados por Henry Ford. Mas nesse tempo corrigiam-se com uma régua de soluções. Não se pode andar para a frente quando o processo gera soluções antigas e trabalhosas, mais do que as que temos. A nossa ambição pessoal não pode exceder as capacidades dos serviços. As imagens que circulam na internet são, no mínimo, grotescas. Pessoas a fazer algo que não está nas suas atribuições, separar provas, como se disso dependesse a sua vida.
Até breve Sr. Ministro.
jpv