Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Lombas Redutoras

Quantas pessoas será preciso morrerem para termos as Lombas Redutoras?

Não seria melhor evitar a desgraça antes de acontecer?

Rua Nossa Senhora de Fátima. Coimbrão.

Na imagem de cima vemos uma foto da Rua Nossa Senhora de Fátima, Coimbrão, actualmente, isto é, sem lombas.

Naqueles cento e vinte metros vemos, muitas vezes, os carros a circular a 120km/hora. Muitas a 100Km/hora. Muitíssimas a 90km/hora.

Ora, é certo que o limite é 50Km/hora. Mas é também certo que ninguém respeita o limite pré-estabelecido.

Rua Nossa Senhora de Fátima com Lombas. Coimbrão.

Aqui, imediatamente acima, está uma montagem que simula duas Lombas Redutoras aplicadas naquela rua, Coimbrão. O que não só teria um efeito dissuasor, como melhor do que tudo anteciparia os acidentes que não queremos ver na nossa terra.

Aqui, circulam muitas pessoas. Muitas crianças. E muitos animais. Será preciso morrerem quantos para que este aviso não seja ignorado?

jpv


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Em casa, na CUF, em Leiria.

Foto por jpv. Gabinete.

Nunca me senti como se fosse num hospital. Quando foi do AVC, as pessoas trabalhavam árduo para que eu me sentisse melhor. Depois vieram comparações. Em particular, com o hospital de Cabo Verde. Não é justo comparar aquilo, com isto, que é o cúmulo da eficácia da assistência.

Aqui, as regras, dentro do possível, somos nós que as ditamos. Hoje, uma pessoa levava-me para lá… Até que um senhor disse que eu era o marido da Cláudia… Há coisas que não têm preço. Dei dois beijinhos à moça.

Aqui, nem tudo corre bem, mas parece que estão todos concertados em nos fazer sentir melhor. Sabem aquela sensação de que entramos num hospital? Aqui não tenho isso. Umas vezes espera-se mais. Outras espera-se menos. Mas tudo um cuidado. E um prazer.

Falo-vos dos Hospitais CUF. De Leiria. Os novos hospitais CUF de Leiria.

Conheci, hoje, um médico, o Dr. José Pina, cabo-verdiano, típico, fala alto, gesticula, e tínhamos os dois uma opinião parecida: os hospitais como a CUF são um exemplo de onde há tudo. E o SNS é para manter como uma conquista. Como quem faz bem. O que resto é televisão da má.

jpv


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Guerras em curso

Foto por jpv. Guerras.

As guerras, mais do que muitas, podem resumir-se em dois contextos. As grandes guerras, com confrontos de grande escalada, e as guerras de guerrilha. Embora, hoje em dia, todas possam ser consideradas guerras de guerrilha.

1. Invasão russa da Ucrânia. Continua a ser um dos maiores conflitos da atualidade, envolvendo operações militares em várias regiões da Ucrânia e da Rússia.

2. Guerra de Gaza. Apesar de vários cessar-fogos e negociações, a violência entre Israel e grupos armados palestinianos continua a marcar a região.

3. Guerra Civil do Sudão. O confronto entre as forças armadas sudanesas e as Forças de Apoio Rápido provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo.

4. Guerra Civil de Myanmar. Os combates entre a junta militar e diversos grupos rebeldes permanecem intensos.

5. Guerra Civil do Iémen. Embora com períodos de menor intensidade, continua sem uma resolução definitiva.

Além destes, persistem conflitos e insurgências significativos em várias regiões, incluindo:

6. O leste da República Democrática do Congo.

7. A região do Sahel, especialmente Mali, Burkina Faso e Níger.

8. A Somália.

9. Paquistão e da fronteira com o Afeganistão.

10. Cabo Delgado, em Moçambique.

11. Nordeste da Índia e a Caxemira.

Pelo menos estes são conflitos que actualmente nos deixam preocupados.

jpv


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Ceifeira

Fotos por jpv. Caminho.

Uma vez

Foste com ela

À esplanada.

Não sei como,

Não sei porquê.

Mas eu diria

Que eram felizes.

Não felizes

Como os outros

Todos são

Felizes.

Felizes de casados

Há pouco.

Neste pouco,

Pouco mais,

Que umas horas.

E fiquei

Feliz, por ver-vos

Felizes.

Rapariga desconhecida,

Rapaz desconhecido.

Se soubessem

Quanto vale

Ser feliz.

Se soubesses

Como, quando,

Ou porquê…

jpv


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De outros lugares

Foto por jpv. De outros lugares.

Sou daqui

Deste fim de mundo

À beira mar.

Sou daqui

De onde a terra

Me deixou ser sua.

Sou daqui

Donde esta gente

Estranha

Me tem por seu.

Sou daqui

Donde os homens

Vão à pesca,

E as mulheres

Choram os desgostos

Mesmo antes de acontecerem.

Sou daqui

E há nisto

Uma estranheza

Como se fosse

De longe,

Como se saída

De um sonho,

Viesse emprestada.

Sou daqui…

É às vezes

Sou de outros

Lugares…

jpv


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Citação de quem lê

Foto por jpv. Quem leia.

“É pena não haver quem leia. Por exemplo, tu, tens uma obra fantástica, e sofres imenso por não teres quem a leia.”

AM


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Só hoje

Foto por jpv. Coimbrão.

Hoje, fiz um gesto

De atrevido

E ousado.

Recebido

E não dado.

Interrogado

E não respondido.

Hoje, fiz um gesto

De ousado

Não encolhido.

De amálgama

Não selecionado.

Colaborativo

Não isolado…

As imagens da vida

Mudam conforme

O tempo.

Como os pardais

Vêem sempre

À comida…


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Jantar com…

Se pudesse jantar com qualquer FILÓSOFO, quem seria ele (morto ou vivo)?

jpv
Responder Via Comentários.


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Died

Foto por Belinha. Coimbrão.

I came here

to know things

that are already dead.

resurection isn’t possible,

a man took it

and killed it again.

let it flow,

however you must know

that’s a soul

wondering for your

body,

thinking it’s

probably your soul.

jpv


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Greve Geral 03/06/26

Cartaz da CGTP

Hoje, é dia de fazer Greve .

Nao é mais uma daquelas greves com uns partidos a apoiar e outros a contradizer. Não é mais uma daquelas paragens para saber se ainda há muitos sócios.

Hoje, é uma manifestação clara do que está em jogo aqui.

E o que está em jogo é a força do nosso trabalho.

Uma vez, entre muitas, será esta a força dos que trabalham. Eu já pus de parte a minha faceta sindicalista, eu não faço greve porque todos eles me desiludiram.

Mas, hoje, é diferente. Não se trata somente de termos uma direita e uma extrema direita unidas. Trata-se, sobretudo, de haver pessoas que têm o poder de alterar coisas e estão a alterá-las sem nos dar qualquer satisfação. Há muitos anos que os efeitos da Greve estão minimizados. Tudo começou com os serviços mínimos. E agora querem mais. Querem a supressão dos direitos mais básicos. O trabalho a qualquer preço, feito por uma gente qualquer, sem habilitações.

E é transversal. Apanha todos. De uma forma ou de outra. Podíamos estar a ter conversas que falassem das profissões em separado. Mas porquê, se o problema é conjuntural.

Hoje é dia de fazermos uma grande greve. E virão sempre alguns dizer que foi de 10%. Deixá-los falar. Só cada um de nós saberá que no seu posto de trabalho não esteve ninguém, exceto a consciência de cada um.

Lutemos, então, por esta Greve Geral.

jpv