Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Morrer é mais do que isto. Tem de ser.

Morrer é mais do que isto. Tem de ser.

As pessoas mencionam o que Luís Represas representou para o seu, na altura presente, e rasgam-lhe elogios como se fosse a única coisa possível. E rasgam-nos, e alguns, nem sequer sabem do que falam.

Com a morte de Luís Represas, vai também a enterrar um estilo de música, uma busca pela arte, um perfeccionismo, que não permitiria a muitos dos que hoje o elogiam serem, sequer, artistas. Com ele morre esse autoconceito de que a música é mais do que rimar, de que essas palavras têm de viver para sempre. Cada canção obriga-nos a um esforco que ela tem para além do significado das letras.

Ele que me perdoe, mas foi um dos últimos representantes desse tipo de exigência, desse tipo de pessoa que publica um disco e o seu foco vira-se imediatamente para o que não ficou tão bem.

É um dos últimos a pegar num poema da Florbela Espanca e a fazer esquecer quem foi o autor do texto. Muitos acham que é dele! É um dos últimos representantes dessa coisa que se chama “fazer bem e depois voltar a olhar para ver se está tudo bem feito.”

Até sempre, Luís Represas.

jpv


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Rumores de Tinta V03/09. Ministro da Educação.


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Rumores de Tinta V03/08. Abelhas.

jpv


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Rumores de Tinta V03/07. YHWH.

jpv


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MÃE

JW, Cântico 151.

Sim, Mamã. Não dura muito.


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Rumores de Tinta V03/06. Colarinho.


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CASTELLO (2)

Foto por jpv. Castello (2)

jpv


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As Provas da Idade Média

Dr. Fernando Alexandre

Eu fui justo.

E continuarei a sê-lo.

Quando este Ministro da Educação foi atacado sem propósito, eu defendi-o. Porque era o que estava certo. Foi a maior verdade, no meio de tudo quanto se disse. Foi aqui https://mailsparaaminhairma.com/2025/12/18/fernando-alexandre-e-o-jornalismo/

Agora, parece-me que persiste uma situação onde os alunos são prejudicados, onde os professores são prejudicados, onde as Direções são prejudicadas, onde os pais dos alunos são prejudicados, e o Ministro não pode ser aquele que segue a marchar certo e os outros todos estão errados. Há que tirar responsabilidades e essas são, em última análise, do Ministro da Educação, Dr. Fernando Alexandre.

É preciso que se vá. E é preciso que de entre tanta coisa boa que quis fazer, e algumas fez, o certo é que, malogradamente, será lembrado como o Ministro da salganhada das provas.

Afinal estas provas que mereciam o maior respeito, onde a capacidade de ao menos calcular quantas seriam era o mínimo, e sob uma capa de processo infalível, temos caixotes e caixotes de provas amontoadas num armazém.

Um fenómeno dantesco, cuja comparação com a Idade Média é um abuso para com a Idade Média e a sua capacidade de organização.

Este ministro já não é. Só ele ainda não sabe, mas efetivamente já não é.

Foi interessante conhecê-lo, mas devia olhar à sua volta e pensar que os testes, como os concebeu, foram primeiro desenhados e implementados por Henry Ford. Mas nesse tempo corrigiam-se com uma régua de soluções. Não se pode andar para a frente quando o processo gera soluções antigas e trabalhosas, mais do que as que temos. A nossa ambição pessoal não pode exceder as capacidades dos serviços. As imagens que circulam na internet são, no mínimo, grotescas. Pessoas a fazer algo que não está nas suas atribuições, separar provas, como se disso dependesse a sua vida.

Até breve Sr. Ministro.

jpv


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Vivo lá!

Foto por jpv. Pedrógão.

Uma gaivota no ar.

Desenhando voltas

Perfeitas

No céu.

Um homem

Na sua luta diária

Com a cadeira de rodas.

Não há pressa.

Para quê?

Muitas pessoas

Ficaram lá em baixo

Na areia,

E outras

Vieram ver as ondas.

O mar,

Esse, por estranho que pareça,

Era das caraíbas.

Na ondulação,

Na cor.

Isto foi

Porque viémos à praia.

Sim. E não.

Agora vivemos assim,

Onde a praia

Ondula

Os sonhos.

Sempre.

jpv


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RUI TADEU

Pintura por Rui Tadeu

Os homens medem-se pelo tamanho da sua arte. Quem te visse, diria que ia ali um homem normal. Mas não era normal o cérebro que imaginava as coisas que tu imaginavas e oferecia às tintas como se fosse uma dádiva. Tu amavas dar-te. Mas amavas outra coisa também: as crianças. E foi por causa de uma criança que eu conheci aquilo a que chamavas casa. Longe de Maputo, das mulheres que apregoavam fruta, e dos homens indolentes, que eu vi a tua verdadeira casa. Desenhada por se entrar. As tuas coleções privadas de amigos satisfeitos. Foi no Bilene que nos deixaste mais triste. Uma tristeza como a tua passagem pela vida.

Requiescat In Pacem.

Rui Tadeu

jpv