
Foto por jpv. “Cláudia”
Saíu do mar
Como se lá
Não houvesse
Mais nada.
E foi um sair
Que convidava
A reentrar.
A cintura fina,
Os lábios feitos
Num sorriso.
E eu a cantar
Uma canção
Quieta,
Susurrada.
Como que tem
Um tesouro
E não o confessa.
Sou eu.
Eu.
A deusa
Dos amores
Escolheu-me,
A mim.
Eu não sabia
O que dar
A esta deusa.
Que oferendas
Lhe oferecer.
Não sabia
Comportar-me
Perante
Tanta exigência .
Para dizer-lhe
Coisas,
por exemplo,
O quanto
A amo,
Eu espero
Aqui,
E uma vez,
Lado a lado,
Deitamo-nos
Para a
Eternidade.
jpv