
“It takes a lot of money to look this cheap.”
D.P.

“It takes a lot of money to look this cheap.”
D.P.

O salão de chá, A mai’ linda é um espaço muito simpático, com muito gosto em agradar e todos os bolos são caseiros, assim como o chá frio de frutos vermelhos.
Quer a dona, quer as empregadas são de uma simpatia extrema e fazem-nos sentir em casa.
É em Leiria, claro, ali bem junto à moagem, agora convertido em espaço de apartamentos.
Fica a nota.
jpv

Não há tempestade
No mar,
Menos ainda
Daquelas que trazem
Chuviscos, cargas de água,
Monstros marinhos,
E dragões.
Pode haver
Uma ou outra
Alteração,
Mas o que fora isso
Quando comparado
A uma tempestade.
Aqui, as gaivotas são mansas,
E voam no ar
Quando sentem peixes no chão,
Quando lhes parece
Que há retomas dos peixeiros,
Como havia
Há quinhentos
Anos atrás.
Hoje voam
Como voaram
Uns dias
Uma dança
Ensalganhada,
Ensanguentada,
O pão louvado
Lhes dêem hoje.
Ámen.
Não tem nada a ver
Com as tempestades
No mar,
Ou em terra,
Ou na minha
Cabeça.
jpv


As coisas
À minha volta
Parecem ter de dia
Uma luz que lhes falta
À noite.
Não é defeito,
É só um negativo.
De dia, sorriem.
À noite, estão caladas.
De dia, exibem cores,
À noite, mostram o aconchego,
De dia, florescem,
À noite, descansam.
E é neste mudar
Constante
Que passamos
Os dias
E as noites.
Como obstáculos,
Ou como fronteiras.
Eu vivo
Dois
Por cada um que passa.
Quem sabe
Foram desenhados
Assim…
Em vez de
Vinte um mil
Quatrocentos e quarenta e dois dias,
Tenha vivido o dobro.
Teria agora
Quarenta e dois mil
Oitocentos e oitenta e quatro dias.
Ou então,
Não há como
Contá-los.
O tempo
É um infinito,
Geral.
E particular.
E cada um de nós
Vive o seu
Infinito.
E os infinitos
Cruzam-se
De tempos
A tempos
E chamam-se
Amor.
jpv

Um navio
Passa
Ao longe.
É um
Veleiro.
De três velas.
Passa.
E vejo-o passar.
Como se soubesse
Quem lá vai
Dentro.
Um marinheiro
Com uma pala,
Um pirata
Com uma espada cortante,
Um rapaz
Puxando as cordas,
Uma sereia
Agarrada ao cordame,
Um pescador
Que luta com um cardume,
E um homem de má cara
A dizer para puxarem o botão.
Menos a normalidade.
Mas eu vi
Um veleiro
Com três velas
E na minha cabeça
Estavam as coisas
Que iam nelas.
As velas.
E o veleiro .
jpv

As noites,
Aqui,
Têm tudo o que lhes pertence.
O piar de uma coruja,
Um cão a latir ao longe,
Um carro que passa
E uma moto noturna,
Esquecida.
Duas mulheres
Que não se calam,
E julgam que ninguém as ouve,
Um gato procurando
Uma fêmea teimosa,
E o mar.
Sim, daqui ouvimos o mar.
Não é como se vivêssemos
Ao longe,
Na Suiça ou na Bélgica,
Ou lá onde vivem
Os desmareados.
É aqui.
O mar ouve-se daqui.
Um dia
Hei-de contar a um neto
Que o avô
Vive onde se pode ouvir
O mar.
jpv

Não sei
Que há neste singular
E único momento.
Não sei
Que coisa é esta
Com a qual não sei lidar.
Não sei…
Como as abelhas travam
Seus combates
E ganham sempre.
Não sei
Se esta coisa
É mesmo esta
Ou será outra.
Não sei…
E enquanto não souber
Sou infeliz
E mais feliz que quantos há.
jpv
The world as I see it
We declare the world as our canvas
As featured in Olympus Passion Magazine and on The Art of Photography
Art Lesson Ideas, Plans, Free Resources, Project Plans, and Schemes of Work. An 'outstanding' art teacher in Greater Manchester. Teaching KS3 and KS4 art and design.
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