
As mãos frias
Nem sob,
Nem sobre,
As águas marinhas.
Ali, onde a água,
Baixa e desce
Sentindo o calor,
Húmido,
Deste dia.
As pulseiras,
Dez ao todo,
Traziam outra cor
Ao verde daquele mar.
É verão,
Como era no tempo
De eu estar
Sempre molhado.
E tenho
Esta felicidade,
Que tinha
Nesses tempos
De não perceber
Muito bem
As razões das coisas.
E nadei.
Mais do que nesse tempo.
Tanto como nesse tempo.
Nadei muito.
E achei que a felicidade
Era minha.
Só minha.
E os pés
E as conchas
E o mar,
Que parecia frio,
Era, afinal, quente.
E sorria às pessoas,
Era fácil.
Um dia
Devia valer
Por dois
Quanto contado
Às preces
Dos dias
Que não contam
Por terem sido
De felicidade
Pura.
jpv