Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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A Paixão de Madalena – Capítulo 27 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 27 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

 A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO V – FIAT LUX

27. E Cristo ordenou aos empregados que não ficassem ali parados, que agarrassem nas ânforas e fossem à fonte na beira da estrada que pouco distava dali e as enchessem com água e as vazassem nos copos dos convivas. E os empregados olhavam incrédulos o viajante como que desconfiando da possibilidade de cumprir aquela ordem porquanto não percebiam como enchendo âs ânforas de água, delas jorraria o vinho a servir. Ide! Disse-lhes o viajante e eles foram com passo incerto e não se aperceberam como sucedeu o que os seus olhos presenciaram pois que enchiam as ânforas de água na fonte e as vazam de vinho à mesa.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 27 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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O Portugal de que me Orgulho

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Para assinalar a semana dos Direitos Humanos, o Conselho da Europa lançou uma campanha de sensibilização cuja temática é a rejeição do discurso de ódio.

Portugal, não só aderiu, como o fez com particular originalidade e bom gosto.

Aqui fica o postal português e a ligação para o site oficial: http://www.odionao.com.pt/ 

jpv


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A Paixão de Madalena – Capítulo 26 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 26 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

 

A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO IV – ASCENÇÃO E QUEDA

26. Em nossa pequenez e em nossa grande ignorância, procuramos, nós, humanos, a estabilidade na constância e fugimos da errância por ser fonte de instabilidade. E contudo, nossa natureza intrínseca é errante. E é nesse divagar pelo mundo, pelas pessoas e pelo conhecimento, que crescemos e enriquecemos e fortalecemos para a vida. E cremos, até, controlar os nossos passos, as nossas opções, o curso da nossa vida e a nossa presença no Universo. E tudo isso é tão vulnerável, tão mutável como a própria vida. A notícia chegou num sobrescrito branco, de janela, com o nome de Albertina a espreitar e o símbolo da República Portuguesa no canto superior esquerdo.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 26 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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A Paixão de Madalena – Capítulo 25 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 25 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO IV – ASCENÇÃO E QUEDA

25. Era maio tardio, uma nuvem de borboletas brancas invadiu Nairobi, pousaram nas janelas, nos carros, nos telhados, nos postes de luz, nas árvores, as pessoas afastavam-nas sacudindo as mãos à frente da cara, a copa da imensa mangueira do quintal ficou pintada de branco esvoaçante, muitas pousaram no chão que ficou serpenteado como se tivesse caído uma improvável chuvada de granizo. Afrika percebeu o sinal. Não eram borboletas, eram as asas de um espírito bom. Foi buscá-la ao quarto, trouxe-a nos braços e entregou-a a Albertina que a abraçou e a beijou muito como se aqueles beijos a pudessem trazer de novo à vida.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 25 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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Quando Corrigir Testes se Torna… Hilariante.

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Depois de uma manhã inteirinha a corrigir testes, depois de uma tarde inteirinha a corrigir trabalhos de casa, há conclusões inevitáveis. Para além da responsabilidade implicada, a tarefa de corrigir testes pode ser cansativa, extenuante  mesmo, desoladora, reconfortante e… hilariante.

A resposta que vou revelar de seguida, protegendo o autor, claro, faz-me crer que devo ter errado algures no processo. Mas errado à grande! Meu Deus, que fui eu fazer? Como é que é possível que aquela alma, simpática, de resto, tenha sequer sonhado com o que escreveu? Amanhã tenho de tirar a limpo.

A pergunta vinha numa sequência de questões sobre o ‘Auto da Índia’ de Gil Vicente e pedia aos alunos que refletissem sobre o poder da sátira no teatro vicentino. Eis o que me calhou na rifa:

“… o teatro vicentino é caraterizado pelo poder da sátira porque no antigo Egipto, Sátira tinha o poder de criticar o governo, ou seja, criticar o Faraó. Se bem me lembro, Sátira era a mulher do Faraó.”

Não posso… não aguento mais… mas o que é que andam a dar àquele miúdo ao pequeno-almoço?


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Nota de Rodapé

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O livro e a provocação!

Um dia destes, cheguei ao trabalho e, em cima da minha secretária, estava um livro e uma provocação. O livro era “O Centenário que Fugiu pela Janela e Desapareceu” e a provocação era um bilhetinho do JM que dizia “Vais Gostar!”.

Importa, antes de mais, agradecer ao JM a generosidade da partilha. Pela maravilhosa pessoa que é, pelo excecional colega que se tem revelado, pela surpresa e pela agitação constante que traz às nossas vidas, no local de trabalho. Pela inteligência, pela sensibilidade e pela generosidade.

E lá fui ler o livro. Tem sido uma trepidante aventura. Terminei hoje com pena de que tivesse terminado. Apesar do título apontar para um centenário, todo o romance tem um ritmo alucinante entre o verosímil e o fantástico e com uma orquestração de factos históricos e aventuras fictícias absolutamente genial. Posso até dizer que olhei o envelhecimento com um pouco mais de esperança. Na verdade, este livro ensina-nos que tudo é possível, com a atitude certa e… um copo de vodka por perto!

Caros amigos e leitores, eu sei de que devia estar a fazer um post para vos aconselhar a leitura de “De Negro Vestida”, mas… há mais vida e há tantos livros fantásticos! Não percam este.

Boas Leituras!
Obrigado JM!
jpv

 


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Normas de Boa Convivência

Ainda me lembro do meu pai na sua eterna janela, já doente, prisioneiro do espaço, encontrar numa pomba a liberdade possível. Sempre gostou de animais. Tinha por hábito dar nomes, por exemplo, aos pássaros. Recordo piriquitos com que o meu pai conversava e batizara de Chico e Chouriço. A pomba vinha às migalhas que ele colocava na janela e ele habitou-a a esse repasto. E assim tinham negócio montado. Ele providenciava os víveres, ela fornecia a companhia.

Quando recentemente mudámos de casa, já cá havia inquilinos de diversa ordem. E em número basto. Rãs, caracóis, lagartixas, baratas e uma imensidão de aves a popular a casa. um casal de pardais fez ninho mesmo por cima da porta de entrada, ao abrigo do telheiro. Escolha sensata. Sobretudo porque a casa não tinha humanos. Quando os humanos chegaram, os ovos estavam postos e continuou-se a azáfama de acabar o ninho pois que estes homens não tinham vindo para aborrecer, exceto às primeiras horas do dia, quando se sentavam por baixo do ninho a tomar o café da manhã.

Certo vendaval noturno trouxe a desgraça. O ninho caiu ao chão. Pela manhã, os humanos iam espetar com aquilo tudo no lixo. Mas não foi isso que fizemos. A Paula foi buscar um vaso de flores daqueles que se suspendem e eu inventei uma forma de pendurar a geringonça num candeeiro por baixo do telheiro. Quando apanhámos o ninho do chão, os jovens pardalitos estavam em mau estado, cabeça a baixo, cheios de palhas, uma bagunça e uma desarrumação. Duas horas foi o tempo necessário para que os pais pusessem a casa em ordem e lavassem as crias.

Quatro dias depois, a malta parece toda muito saudável e chilreante. Estão gordos. Lá fora, tal como cá dentro, ninguém se queixa da cozinheira.

Ao longo dos dias, fez-se a reportagem fotográfica que agora se revela.

Comissão de boas vindas pelo pai pardal.

A habitação tal como a encontrámos.

 

Em processo de mudança após o desalojamento provocado pelo vendaval.

 

Duas horas após a mudança, já a tropa estava toda alinhada e limpinha!

 

O mesmo que o anterior noutra perspetiva.

 

Somente quatro dias depois, a malta já tem casacos novos e engordou muuiiiito!

 

Como as janelas são fumadas e não se vê de fora para dentro, dá para acompanhar a vida da família Pardal bem de perto. Aqui a mãe estava a alimentar as crias.

Vista geral do condomínio!

   jpv


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Nefasta Nuvem

9622d-pai-jpUm segundo perdido.
Um fugaz momento.
Um bater de asas no ar.

Um olhar fugido
Sem espaço nem tempo.
Um coração a pulsar.

Uma palavra segura.
Um raio de luz
Desenhado numa sala escura.

Uma prisão
E a liberdade.
Um corpo caído na estrada
Sem desejo nem vontade.

Um quase poema.
Uma redação da primeira classe
Escrita sobre o joelho
Num papelinho
Onde coube uma casa, uma árvore…
E um caminho.

Um fim.
E um princípio.
Uma solidão
Entregue à tua distante
Companhia.
Uma noite
Que teima em fazer-se dia
Contra minha triste determinação.
A ausência da tua mão,
E nela as mãos todas. Outras.

Uma linha de vida
E um nó.
Uma alma perdida
Em nefasta nuvem de pó.

jpv


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Citação da Verdade

centenario-jpnas-jonasson“Aqueles que só sabem contar a verdade não merecem ser escutados.”

Avô de Jonas Jonasson
Citado pelo neto na
Dedicatória feita em
“O Centenário que Fugiu Pela Janela e Desapareceu”

 


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Variáveis Constantes

A constante destas variáveis é que fazemos anos juntos há 28 anos. O resto, temos reinventado.

Esta aventura africana tem sido uma reinvenção constante dentro da reinvenção genérica que ela constitui. E foi assim que vieste a ter frangipanis à janela como no livro do escritor e estrelícias  e hibiscos… flores de plantar, portanto. Como tu gostas. E foi assim que o teu bolo de anos foi um Bolo Rei num dia de 25ºC, muito sol, trovoada pelas 18h, Primavera em novembro e tu a dizeres, ‘Este ano vai um verão seco…’ e houve champanhe. Sul-africano, com o rótulo em português!

Os portugueses a levar Bolo Rei prenhe de histórias por esse mundo…

Tchim, tchim!
Parabéns!

jpv

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