Honestamente, não sei o que se passa. Sei que, ainda o dia é uma criança, e já leitores de ONZE nações diferentes nos visitaram!
O peso da responsabilidade que decorre desta procura tão díspar em termos culturais assusta um pouquinho… cá estaremos, contudo, para saudar todos com os nossos textos.
Vermelho Direto – Benfica vs Sevilha Ainda a Quente
Poucos minutos após ter terminado a final da Liga Europa que o Sevilha venceu ao Glorioso Benfica através do desempate por penaltis, poucas coisas se me oferecem dizer, a não ser algumas reações a quente.
A primeira é felicitar o Sevilha. No momento de decidir a final através dos penaltis, ganhou. Mas não ganhou por sorte. Ganhou porque foi mais competente.
Em relação ao jogo há algumas imagens que me ficam. A primeira é a de que foi um jogo muito equilibrado. O Sevilha foi inteligente e teve mais bola nos pés. A segunda é a de que o Benfica teve muitas mais oportunidades de golo, algumas, várias, flagrantes. Foi pena não ter concretizado. Evitaria a lotaria dos penaltis. Foi, claramente, a equipa que não quis levar a decisão da final para os penaltis. Percebeu-se, depois, porquê.
Por fim, poderia falar do árbitro, e muitas e sérias razões teria para o fazer, mas, sinceramente, não me apetece esconder atrás da arbitragem. Isso não é uma atitude que me caraterize. Nem a mim nem aos verdadeiros benfiquistas. Por isso, desejo uma boa carreira ao senhor do apito e que venha a próxima final que é já no domingo.
Estes dois anos têm sido fantásticos. O ano passado estivemos em todas as decisões até ao fim embora sem vitórias. Este ano chegámos às quatro fases finais possíveis e já ganhámos duas. Espero que o SLB dispute a final da Taça de Portugal com a mesma dignidade com que jogou hoje e consiga trazer outro caneco para casa.
Por fim, uma curiosidade. O SLB, apesar de não ter ganho a final, não perdeu nenhum jogo desta competição! Simplesmente fantástico.
Como dizia o meu avô: honra aos vencidos, glória aos vencedores!
Há cinco anos, precisamente, neste mesmo dia 12 de maio, depois de abandonar um projeto chamado “Dias do Fim”, debate sobre Educação, com o incentivo e a motivação de diversos amigos donde destaco a perseverança da Teresa Oliveira, criei um muito precário blogue com o intuito de publicar na blogosfera as crónicas Mails para a minha Irmã.
Desde então, mais de duas mil e trezentas publicações, mais de duzentas e trinta mil visualizações, mais de dois mil e duzentos comentários, centenas de poemas, centenas de crónicas, dezenas de contos, três romances completos e um em curso, são o rasto do que tem sido a vida de MPMI. O Blogue do Costume foi crescendo, tem página no Facebook, é divulgado no Twitter, no LinkedIn, no Google+, no Instagram, no Tumblr… Tudo porque há uma força que impele à escrita. Porque há leitores! MPMI é lido um pouco por todo o mundo sendo os países que fornecem mais leitores, Portugal, Brasil, Moçambique, Estados Unidos, Suíça, França, Alemanha, Angola… e tantos outros!
Muito obrigado a todos os leitores pela dedicação e pelo carinho, muito obrigado à Dulce Morais pela preciosa ajuda que permitiu uma transferência muito suave para o servidor WordPress, nossa nova casinha.
Muito Obrigado à Mana do Blogue!
Eu? Eu vivo de palavras escritas. A coisa que mais gosto são histórias por contar, poemas por escrever, crónicas por dizer…
Até breve e até sempre. Sinto em MPMI a força de um projeto com continuidade. Enquanto houver palavras…
Crónicas de Maledicência – Conchita Wurst: A Diferença Incomoda
Conchita Wurst é uma moça austríaca que ganhou, este fim-de-semana, o Festival Eurovisão da Canção. E vai daí toda a gente, e quando digo toda a gente, refiro-me ao mundo inteiro, começou a falar dela.
Até aqui, aparentemente, tudo bem. Só aparentemente. É que ninguém, desse toda a gente, resolveu falar da canção, da voz da cantora, do mérito, ou não da vitória. Nada disso. O mundo inteiro concentrou-se na barba de Conchita. E isso deixou-me triste. Triste, porque eu às vezes deixo crescer a barba e ninguém fala dela. Triste, porque expurgamos todo o tipo de diferença sempre com o pressuposto de que “isto não é nada comigo”. Triste pelo exacerbado e desrespeitoso exercício de preconceito. Os seres humanos são corrosivamente preconceituosos e exercem essa mesquinharia sem o mínimo de critério. Basta que seja diferente. E, se for diferente, incomoda. Muitos, não sabem nada da moça. Viram uma foto, leram ou ouviram alguém a dizer mal e vai de fazer eco do preconceito.
Esteticamente, eu não gosto da opção. Acontece que isso não me dá o direito de ser desrespeitoso nem insultuoso. Eu próprio tenho diferenças e quero que as respeitem. Acho, por isso, que um bom caminho para respeitarem as minhas é respeitar as dos outros. Logo, podemos manifestar o nosso gosto por uma opção estética ou dizer que não gostamos. Destruir, por princípio, é preconceito primário.
De resto, quem somos nós, humanos, para criticar a diferença. Uma mulher de barba? Era o que faltava que isso fosse o mais incomum que vimos até hoje. Se vivemos com homens de longa cabeleira loira, se vivemos com negros de cabelo oxigenado, se vivemos com mulheres de cabeça rapada, e outras de cabeça tapada, se vivemos com homens e mulheres tatuados, com brincos, piercings por todo o corpo incluindo onde o prazer acaba e a vida começa, furos nas orelhas, no nariz, as roupas mais extraordinárias que se pode imaginar, unhas pintadas, caras maquilhadas, se convivemos com pessoas que usam brilhantes nos dentes e anéis nos dedos, se convivemos com pessoas que não usam nada disto e optam por uma gravata a sufocar o pescoço e um fato cinzento num dia de Verão, porque raio nos há de incomodar a barba da Conchita? Enquanto humanos, não temos autoridade moral para criticar a diferença pois é, ela mesma, um dos nossos principais traços comportamentais.
Enfim, criticar, criticar, só me apetece criticar o nome, Conchita. Sei lá, Conchita faz-me lembrar espanholas, touradas na Andaluzia, Malaguenhas com vestidos de roda às bolas vermelhas, castanholas e olés. A Conchita merecia um nome mais helénico. Digo eu.
Já quanto à canção, deixem-me dizer-vos que gostei bastante, tem um crescendo melódico muito bonito e a Conchita tem um vozeirão de fazer inveja. Olha, fazer inveja, será que… Enfim, para os Amigos e Leitores de MPMI poderem avaliar convenientemente, aqui ficam a canção e uma entrevista com a mais recente vencedora do Festival Eurovisão da Canção.
Tudo é desencanto.
Tudo morre e fenece.
Tudo se perde
Por entre as palavras de uma prece.
Nada do que deixou de ser
Será alguma vez.
Mesmo quando se tira o luto,
Permanece a viuvez.
Tudo se esvai.
Tudo escapa às mãos
Por entre os dedos.
Jazem frios e podres
Os espíritos mais ledos.
As palavras persistem
Resistem ao tempo e à sorte.
Mas, como tudo o resto,
Adormecem nos braços da morte.
Resta uma ténue luz.
Um átomo de esperança
Na curva de um corpo que seduz,
Numa mão…
Que outra mão alcança.
A luz que resgata a Humanidade
Quando ganha força e folgor
Liberta para a eternidade
Quem persegue um grande amor!
Sejam muito bem-vindos à nova casa de MPMI, a uma nova era na vida do Blogue do Costume!
Por altura do 5º aniversário de Mails para a minha Irmã – 12 de Maio – decidimos operar uma mudança de servidor e uma mudança radical no visual. Alguns problemas técnicos com o servidor anterior e 5 anos da mesma imagem levaram-nos à mudança.
Por outro lado, tentámos manter o mesmo tipo de esquema funcional, ou seja, textos à esquerda do leitor e índices à direita. O que está bem, está bem!
O índice central terá a indexação de toda a produção escrita publicada em MPMI desde que foi criado. É isso, não perdemos NENHUM conteúdo.
Está por categorias: Destaques; Crónicas; Contos; Romances; Poesia. Sim, vão até à poesia porque, dizem, vale a pena!
O índice mais à direita é dedicado a funcionalidades multimédia, à interação e às redes sociais.
Se assim o entenderem, podem fazer a simpatia de se tornarem nossos seguidores. Isso aumenta a frequência e a visibilidade de MPMI. Ou seja, a família cresce!
E para já é tudo. A próxima publicação segue dentro de momentos!
As Cores da Capulana Uma Mão Negra Numa Mão Branca Uma mão negra Numa mão branca, Umas calças E uma camisa… Pouco mais Um homem precisa. Uma mão negra Numa mão branca, Uma saia E uma blusa… Pouco mais Uma mulher usa. Uma mão negra Numa mão branca, Uma conversa arrolhada, Uma carícia, Um beijo na testa E outra frase namorada. Uma mão negra Numa mão branca, Um caderno Debaixo do braço E outro caderno Debaixo do braço. Um peito inflamado Um olhar brotando ternura… Entre a mão negra E a branca mão Há uma nascente da coisa mais pura. Uma mão negra Numa mão branca.
“Para governar a África é preciso um africano – os poderes coloniais nunca entenderam isso. Por muito que nós, os não africanos, estudemos a África, por muito profunda que seja a nossa simpatia, nunca deixaremos de ser estrangeiros.”