
No silêncio, estrelas alinham-se ao mar,
Um fio de tempo prende céu e chão,
Cada corpo obedece a uma canção,
Num acorde antigo que insiste em ficar.
Há leis sem rosto que ensinam a girar,
Um mapa manso traçado pela mão,
A matéria curva-se ao mesmo refrão,
E o acaso aprende onde pode pousar.
Olhos que buscam ler essa medida,
Encontram na pausa o ritmo do viver,
A ordem não sufoca, é guarida,
Que deixa o erro florir e aprender.
Assim o universo escreve e convida:
Ser inteiro no traço de todo ser.
jpv