Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Livro dos meus Disparates

“Não apoiei a solução interna,

Mas apoio a solução externa!”

Livro dos meus Disparates


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Carta da Irlanda a Portugal

Amigos, agora que fomos forçados a pedir ajuda externa a pergunta que vai na cabeça é tão simples quanto isto: “e agora como vai ser?”

Se querem conhecer o futuro, leiam uma interessante carta que a Irlanda escreveu a Portugal e que foi publicada no jornal “The Independent”

Deliciosa. Terrivelmente deliciosa.


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Ando a ler este

“O Senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a Adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou Adão, teu primogénito, Senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher, E tu, como te chamas tu, Sou Eva, Senhor, a primeira dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o Senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida. Então, pela primeira vez, Adão disse para Eva, Vamos para a cama.
José Saramago in Caim


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Sátira com Consciência

Deliciosa e simultaneamente terrível, esta sátira de Waugh coloca-nos em mãos um improvável protagonista – Dennis Barlow – que se vê a braços com o funeral do seu tio uma vez que este se suicida aquando de uma visita de Barlow. No processo do funeral, o jovem conhece Aimée Thanatogenos, cosmética de cadáveres, por quem sente uma inegável atracção. Acontece que terá de disputar esses afectos com o embalsamador Sr. JoyBoy. O retrato de uma sociedade plena de rituais supérfluos e bacocos onde a imagem pessoal é o primeiro e mais estimado dos valores e cujo culto se reflecte na forma como se tratam os… falecidos.

É um texto extraordinário, que se lê de um fôlego (quando há tempo) e cuja revelação e empréstimo material agradeço à MJS.


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A Diáspora de Mails para a minha Irmã

Caros leitores,

para percebermos cada vez mais e melhor quem somos e donde vimos, aqui se apresenta a diáspora de Mails para a minha Irmã, ou seja, todos os países a partir quais houve visitas ao nosso blogue no mês de Março de 2011.

Conforme se percebe, temos visitas de lugares bem… diferentes e distantes!

A propósito, o que será que um ucraniano quer ler aqui? Ou será um português na Ucrânia?

Em todo o caso, são todos muito bem-vindos!


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A papa é dos três

Os leitores que acompanham “Mails para a minha Irmã” sabem que tenho um gosto particular por publicidade e, quando encontro coisas portuguesas, do nosso quotidiano, que se destacam pelo texto, pela imagem ou pela ideia, não hesito em divulgar.
É o que acontece com este anúncio. As imagens são fantásticas e os textos muito espirituosos. A ideia sobrevive por ser comum e original, saída do anonimato das nossas casas para as ruas das nossas cidades. E claro, as carinhas larocas dos cachopos e das cachopas enternecem qualquer um.


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Futebol de Causas

Aqui se divulga uma iniciativa que nos parece a todos os títulos louvável e interessante como, de resto, o Cineclube de Santarém já nos habituou.

Local: Teatro Sá da Bandeira Data: 06/04/2011, quarta-feira, 21h30m Bilhete: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

Mais informação no blogue do CineClube de Santarém: http://cineclubesantarem.wordpress.com/

SINOPSE: O regime ditatorial vigente em Portugal, estendeu-se durante grande parte do século XX. Coimbra, como grande pólo universitário, viveu momentos de grande tensão e inconformismo, nos quais o seu movimento académico de grande mobilização e agitação, acabaram por desencadear e espoletar socialmente o espírito da necessidade colectiva de fazer cair o regime. Um dos principais meios de divulgação e propaganda dos estudantes e dos ideais revolucionários e reivindicativos académicos residiu na sua equipa de futebol, a Associação Académica de Coimbra, como forma de fazer chegar a mensagem e consciencializar o maior número de pessoas. A Académica transformou-se numa bandeira viva da luta estudantil e deu voz ao acordar de um povo, sendo o seu ‘toque a reunir’. Foi de resto com o luto académico, em plena ‘crise de 69’, que se viveu o ponto mais alto da posição de força estudantil com a presença da Académica na final da Taça de Portugal, na qual os jogadores, também eles estudantes e parte activa na militância da causa estudantil, aderiram ao projecto, tornando aquela final no Estádio Nacional no maior comício de sempre contra o regime. Este documentário pretende mostrar o movimento estudantil e crises académicas pelo ponto de vista dos jogadores da Académica e a forma como estes contribuíram e se envolveram na luta enquanto estudantes e Homens. As figuras centrais do documentário serão concomitantemente os dirigentes estudantis e os jogadores da década de 60, directamente envolvidos no processo.


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Sons do meu Tempo

É no que dá ouvir rádios regionais, sem respeito nem pudor pelo adormecimento das memórias que nos lembram que já fomos inconscientes e loucos, que já houve juventude também no corpo que a da mente, essa, reclamo-a sempre, que houve dias em que os cabelos compridos, as músicas suaves e as letras lamechas nos acordavam os sentimentos, faziam o coração bater mais forte e não interessava para nada o corte de cabelo piroso do cantor. Depois, outra coisa acontecia, as nossas mentes e as nossas emoções não estavam reféns do linguajar anglo-saxónico. Em italiano era romântico, em espanhol era pujante e em francês era doce e suave como se exigia a uma canção para dançarmos agarradinhos. As discotecas abriam às 21h e fechavam à hora que agora abrem. E havia os 30 minutos dos slows… lembram-se dos slows?! As calças de ganga eram justas, os gestos largos e a música soava assim… é no que dá ouvir rádios regionais.
Art Sullivan
Joe Dassin

Jean-François Maurice