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Inquilinos
Não sei como é que não caem porque, sempre que se abre ou fecha o portão e o motor trabalha, há uma trepidação forte no mesmo. Enfim, lá deixarei os inquilinos na sua paz sempre à espreita de os ver sair e tentar fazer uma foto… Por enquanto, decidi não cobrar renda!
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A Quarta Folha do Trevo
A Quarta Folha do Trevo
Joguei a minha vida
Às sortes,
Entreguei-a ao capricho
Da Fortuna.
E por entre vivas de esperança
E traços de morte,
Descobri a miraculosa lacuna.
Tem o trevo
Três folhas
Que representam
As acertadas escolhas.
E tem aquele que me deste
Uma folha mais,
Uma falha da Natureza
Que sendo espúria e indesejada,
Pela brisa da Fortuna
Veio a ser bafejada.
É o quebrar da linha
E o infinito para além do horizonte.
É o sol nascendo
Por trás do elevado monte.
É a chuva regando
Em tempo e medida certa,
É a água jorrando na fonte
Quando o calor aperta.
E é o amor.
O encontrar-te na turba,
O desenhar da tua figura
Na multidão.
Em manhã clara
E em noite escura.
E é o sorriso de uma mulher que ama,
De um homem que é amado.
E é o canto do pássaro
Na frescura da tarde,
A criança que nasce,
O fogo que arde.
É o que faltava
E o que vem trazer sentido à ordem.
É o amanhecer da vida
Na neblina púrpura da alvorada.
É a perfeição contida
Na quarta folha do trevo,
Enjeitada.
jpv
O Clã do Comboio – Jesus Esteve no Interregional das 18:18h
Jesus Esteve no Interregional das 18:18h
Momento Divino
A Escola de Amar
A Escola de Amar
Tempos houve
Em que a minha pele era lisa.
Tempos houve
Em que a minha voz era cristalina.
E foi nesses tempos
Que meu corpo parecia
Tocado pela graça divina.
Tempos houve
Em que era perfeita a visão
E me não falhava o olfacto.
Tempos houve
Em que tinha a exacta dimensão
Traçada do mundo pelo meu tacto.
E houve tempos
Em que fui pleno.
Em que possuí
O momento sereno
De ter-te entre
Os meus braços.
Foi no tempo
Dos dias escassos
Para tanta vida,
Para tanto amor.
Foi no tempo
Da insensibilidade
Ao frio e ao calor.
Eu sei que passaram os dias
E os meses
E os anos com eles.
Eu sei que me nasceram estrias
E se me enrugaram as peles.
E sei também,
Com essa natural
E empírica ciência,
Que não há no mundo equivalência
Para o que sou capaz de amar,
Para a minha inesgotável experiência
Deste caminho
A que chamam vida.
Deste amor e deste carinho,
Desta entrega,
Deste sal e deste vinho,
Desta tentativa de não acabar sozinho…
De não morrer…
E sei que,
Para o tempo que me resta,
A solução
E o segredo
É aprender!
É limar a aresta da vida,
A linha incerta e indefinida
Da minha existência.
Para tão grandiosa vida,
É tão pouca a ciência
Que me diz
E me vem sussurrar:
A longevidade,
E o segredo da vida
Resumem-se a AMAR.
jpv
Maphee
Nuca









