Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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CallCenter Chronicles

Pois, continua a saga de desentendimentos plausíveis. Ou não! Hoje, aquilo que vamos ler, é uma espécie de simbiose de dois universos diferentes: as telecomunicações e a estrada.

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– Bom dia…
– Menina, queria que o meu número não aparecesse nos retrovisores dos outros telemóveis .


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Memórias Indeléveis

Há momentos, breves por vezes, que o tempo cola na nossa memória e depois são impossíveis de apagar!


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CallCenter Chronicles

Muito bem, era para só colocar uma destas por dia, mas já que pedem com tanto jeitinho, cá vai outra. Esta, como muitas outras, reflecte alguma dificuldade na apropriação do vocabulário inerente aos novos serviços e soluções que as empresas de comunicação têm para oferecer. Aconteceu num CallCenter de uma empresa que fornece serviços de televisão.

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– Boa tarde…

– Boa tarde! Era para activar o meu desqualificador.


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CallCenter Chronicles

Com a evolução das ofertas de serviços de telefone móvel, Internet e televisão por cabo, expandiu-se o sistema de atendimento telefónico denominado vulgarmente por “CallCenter”. Há uns tempos recebi, como todos devemos ter recebido, uns “apanhados” de algumas destas fugazes chamadas. As pessoas que trabalham em CallCenter bem podem ter paciência… Enfim, como achei piada e sempre que as releio me rio e como gosto que os meus leitores andem bem dispostos, vou “re-divulgar” umas quantas nos próximos dias. Afinal de contas, rir é o melhor remédio!
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Comecemos com esta:

– “O senhor tem computador ?”

– “Tenho sim … tá ao fundo da escada ! É o da água ou o da luz?”


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O Clã do Comboio – O SuperPicas na Primeira Pessoa

O SuperPicas na Primeira Pessoa

[Texto removido Pelo Autor]


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O Regresso de Mails para a minha Irmã



Caros Amigos e Leitores,

depois de uns dias repousantes, “Mails para a minha Irmã” está de regresso. E traz algumas novidades.
Concluiu-se a redacção do romance “Com Amor,” cuja publicação retomaremos rapidamente.
Por outro lado, apesar das férias do Escritor, o Clã do Comboio manteve-se activo e até em férias aconteceram coisas fantásticas. Algumas delas relataremos aqui.
Também temos alguma poesia para mostrar-vos e, claro, citações fresquinhas e conselhos de leitura.
Até já!
jpv


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Mails para a minha Irmã vai de Férias!

Caros Leitores e Amigos,
Após mais um ano de grandes desafios e muito trabalho, Mails para a minha Irmã vai ter as suas merecidas férias.
Até 20 de Agosto não haverá postagem. A partir daí algumas coisas residuais.

A partir de Setembro estaremos de regresso em força e com tudo o que vos faz cá voltar: terminaremos o romance em curso – “Com Amor,” – contaremos todas as histórias do quotidiano, poesia, citações, música e… claro, o 1º almoço do Clã do Comboio!

Para aqueles que estiverem de férias, fazemos votos para que sejam fantásticas. Para os que estiverem em trabalho, desejamos sucesso.
Até já!
jpv


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O Clã do Comboio – O SuperPicas

O SuperPicas

[Texto Removido Pelo Autor]


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O Clã do Comboio – A Invasão

A Invasão

Saída tardia do trabalho. Já só foi possível apanhar o regional das 20:48. Em casa, só lá para as 23h. A viagem decorria com normalidade. À minha frente um jovem a ouvir música com headphones. O som ia num volume tal que era quase como se os não tivesse. Não é que não me incomodasse um pouco, mas deixei-o curtir o seu som em paz. Para mim, a paz dos outros também é importante. Mais à esquerda, um senhor nos seus setenta e muitos, fato de fazenda verde-água, camisa branca e gravata em verde seco, um pouco mais escuro que o fato. A contrastar com o seu vetusto aspecto, uns headphones. Não se ouvia nenhum som, mas o velhote cantarolava um fado da Amália a pulmões cheios sem a consciência de que ia a cantar para nós e não para o universo dos seus tímpanos. Comoveu-me a coragem dele para se adaptar às tecnologias. Mp3, música em suporte digital, headphones, botões para dominar… por Amália vale tudo. Decidi não ir ao blogue dele criticá-lo. Em primeiro lugar porque não sei se tem blogue, não tenho essa sorte. Depois e mais importante, porque a felicidade dele, o seu direito à Amália, também são importantes para mim. Mas, como os leitores já vão sabendo, eu sou um tipo esquisito.

Ia entretendo a alma nestes pormenores tardios quando reparei num estranho, sequencial, crescente, pormenor. Pormenor a princípio, com o passar dos minutos ficou bem evidente!

Uma pessoa levantou a mão e deu uma chapada em si mesma. À volta olharam como se ela não batesse bem. Mas, um dos que olhou, passado um pouco, deu uma palmada na perna. Mais ao fundo, um homem deu com o jornal na parede lateral do comboio, depois uma rapariga agarrou num caderno e deu com ele nas costas de um banco, depois, por toda a carruagem, os passageiros tentavam afanosamente e com tudo o que tinham à mão matar… melgas! Uma nuvem delas invadira o comboio.

Quando o picas passou, perguntei:

– Então o que é que foi isto?
– Foi uma invasão de melgas. Nos dias em que não há vento, quando paramos ali em Alverca e abrimos as portas, elas entram num repente. Não há nada a fazer. Só se não abríssemos as portas e se houvesse alguém para entrar, então abriam-se. Mas não se pode. São as regras.
Ao fundo, um homem ainda disse:
– A CP devia fornecer insecticida.
O revisor riu-se e respondeu:
– Só se fosse um extintor de insecticida…
E eu pensei cá para comigo e com o meu cansaço:
– É melhor não, é melhor não…


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O Clã do Comboio – Carta à Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia

Carta à Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia

Cara Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia,

Venho em missão de paz. Nem podia ser outra a missão, dado que o Clã é um grupo de amigos perfeitamente informal e pacífico. Em Outubro passado, nenhum de nós se conhecia! Ora, com o passar dos dias e dos quilómetros, começámos a conversar e descobrimos que temos coisas simples em comum: olhamos a vida com positivismo e esperança, gostamos de conversar, adoramos uma boa gargalhada e andamos de comboio. Todos os dias! Foram estes ingredientes, e não outros, que nos juntaram e, fique claro, o Clã não tem chefes, nem líderes, nem proprietários. Quem vier e gostar de conversar e de rir-se, é sempre bem-vindo e tem os mesmos direitos e deveres dos outros: o direito e o dever de viajar em regime de partilha, de boa disposição e de conversa animada. Isto inclui, naturalmente, a Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia.

Sabe, Titi, o Clã não é, nunca foi, provocatório. Nada se faz que não seja espontâneo, que não nasça naquele momento. Para ser provocatório, teria de ser reflectido e o Clã do Comboio, para reflectir, já tem o trabalho ao longo do dia e o estudo que isso implica. Seria preciso que alguém tivesse um ego muito grande, tão grande que achasse que estava no centro do Universo, para pensar que o Clã do Comboio pensava em provocar esse alguém. Jamais! Somos demasiado espontâneos e bem dispostos para pensar em provocações. Em certa medida, até somos um bocadinho egoístas. É que nos divertimos uns com os outros e isso basta-nos.

A Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia não precisa preocupar-se com as Raves Móveis. Como tudo no Clã, foi um episódio espontâneo e esporádico. Isto não quer dizer que um dia destes não se cante o “Parabéns a Você”, mas, mais uma vez, será espontâneo e esporádico e jamais para agredir ou provocar alguém.

O Clã é composto por gente mais expansiva e por gente menos expansiva, alguns primam até pelo silêncio porque gostam e preferem ouvir os outros, mas há uma coisa de que não abdicamos, nunca, do nosso direito a uma boa conversa e a uma boa gargalhada. Sabe, é que todos no Clã já percebemos que um dia destes vamos a enterrar e o breve tempo daqui até lá tem de ser gasto em energias positivas e em caminhos de Luz. Não podemos, nem queremos, obrigar ninguém a ser bem disposto, mas não abdicamos da nossa boa disposição. Raves à parte, claro!

Cara Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia, não vá por aí, por esse caminho obscuro das palavras veladas por trás de comentários escondidos no conforto do anonimato. O Clã não deve, logo, não teme. É por isso que anda de cara destapada e cabeça erguida. Por outro lado, vocês sabem quem somos e sabem que nós sabemos que vocês sabem quem somos. E nós sabemos quem vocês são. E sabemos que vocês sabem que nós sabemos quem são.

Para quê e porquê esse caminho? No extremo, esse é o caminho dos litígios e desentendimentos que leva os homens ao espectáculo degradante da guerra. E, como já foi dito, nós somos gente de paz. Não queremos mal a ninguém. Não é essa a nossa forma de estar.

Cara Titi, não direi que seremos todos amiguinhos no futuro, mas, para que fique clara a boa intenção deste texto, está convidada a viajar connosco um dia destes. E traga os seus amigos. Vai ver que se diverte. Mais: não quer vir ao nosso almoço? Sabe, para fazer parte do Clã não é preciso nenhum ritual satânico de iniciação. Basta andar de comboio regularmente, ser bem disposto e gostar de conversar e isso a Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia já é e já gosta!

Como é que eu sei? Básico. Já a vimos conversar e já a vimos rir e, Raves à parte, achamos que é capaz de ter umas histórias interessantes para contar… Como é que eu sei? Puro palpite. Mas olhe que o Escritor é bom a palpitar!

Cara Titi e sua Excelsa e Simpática Companhia, o espontâneo, simpático e de quando em vez incomodativo Clã do Comboio deseja-lhe… Boa Viagem!

O Clã do Comboio