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Colheita de ’67 – (3)
As musiquinhas:

Julia Roberts
Colheita de ’67 – (2)

CallCenter Chronicles
Ora bem, todos sabemos que as tecnologias da comunicação são importantes, mas também não é preciso andar por aí a desgraçar vidas… digo eu!
Cliente : Nem pensar ! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo … Dava cabo da minha vida
CallCenter Chronicles
Colheita de ’67 – (1)

Lua
Lua
Subiste luminosa
E prenhe de fantasia.
Espelhaste a prata no mar
Quieto e tranquilo
Enquanto a tua forma redonda se exibia.
E ficaste a banhar-me de luz,
E trouxeste milagres à noite.
Ficou misterioso o marulhar das águas
E o cantar nocturno das aves.
Há noites assim.
São inteiras.
E nesse horizonte
De luz e sombra pintado
Vi as palmeiras, o mar de prata,
E um barquinho cruzando a noite.
Como um quadro desenhado.
Não me lembro já como foi o dia.
A noite
Foi luminosa
Enfeitiçada pela tua magia!
jpv
Nocturno
Nocturno
A noite veste a terra
E tinge o mar de breu.
Um ar cálido e perfumado de jasmim
Envolve os corpos
Que exibem a sensualidade
Do calor.
Um casal passa de patins
E outro, vestido parta a noite,
Desliza de mão dada.
Trinta e oito graus
De lazer.
Sardinhas espetadas em paus,
A arder.
A luz irrompe das lojas,
Ilumina nas ruas a gente.
Ao longe ouve-se um homem
Chorando um destino
Numa canção dolente.
Junto aos pais correm
Crianças agitadas
E outras jazem adormecidas e fatigadas.
Passam dois rapazes abraçados
E, ao fundo, no mar escuro,
Dois corpos mergulhados
Entregam-se em beijos nocturnos e salgados.
jpv
Tardes Raras
Tardes Raras
Gosto duma tarde fresca
E sonolenta como esta,
Em que a maior preocupação
E o trabalho maior
É decidir se acordo da sesta.
Gosto do zumbido cerrado
Das cigarras.
Gosto do horizonte azul,
Das uvas frescas,
Dos gestos sem amarras,
Do tempo sem princípio
Nem fim.
Do mar aberto a mim…
Gosto destas tardes raras!
jpv




