Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Sussurro do Além

Sussurro do Além

Não me lembro, já,
Do odor do teu sexo.
O mundo tornou-se
Num emaranhado complexo
De acontecimentos que não domino.
De calores que não sinto,
De amores que não vivo,
De palavras que não conheço.
Em ti começo.
Em mim termino.
É bom de pagar, o preço,
Da mortalidade
Quando um homem já não tem idade.
Não envelheci.
Nunca fui velho.
Morri,
Porque não segui o conselho
De envelhecer,
Que é morrer
Aos bocadinhos.
Escolhi sempre os meus caminhos
E percorri-os com esperança,
Até que nessa dança
Da vida e da morte
Me faltou corpo para tanta vida.

E, hoje,
À beira-eternidade sentado,
Olho o Universo e penso
Que foi melhor ter vivido.
Até as más escolhas foram boas.
Não há nada que canse o corpo
E derrote a mente.
E é por isso que te vejo aí em baixo
E te grito,
Convicto,
Tu, Humano,
Vives de viver intensamente!

jpv


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Crónicas de Maledicência – Batalha Naval

Crónicas de Maledicência – Batalha Naval

A vida está cara. O telefone está caro, a luz está cara, a água está cara, os ovos estão caros, o leite está caro, a carne está cara, o peixe está caro e as peritagens… uiii, as peritagens estão pela hora da morte. Quando vou ao supermercado, evito sempre o corredor das peritagens!

O senhor Procurador-Geral da República disse que não se fazia uma peritagem ao caso da compra dos submarinos porque as peritagens estão caríssimas. Eu estou de acordo que elas estão caríssimas e sei que o país está em crise. Mas importa saber em relação a quê é que as peritagens estão caríssimas. Por exemplo, uma peritagem é mais cara do que dois submarinos de que não precisamos, adquiridos pelo país na vigência de um Ministro da Defesa que nunca foi militar, com dinheiro emprestado a altíssimos juros pelo país que vendeu os submarinos?


Peço desculpa por discordar, senhor Procurador-Geral da República, mas o contribuinte que há em mim não se importa de pagar essa peritagem por cara que seja. Mais, fazendo uma breve incursão por jornais ou dedicando trinta minutos por dia a noticiários televisivos, percebe-se com facilidade que Portugal paga todos os dias peritagens e comissões de inquérito e comissões de análise e avaliações e… tudo e mais alguma coisa.


Um dos senhores estrangeiros que fez o negócio disse que, para fazê-lo, só falou com gente normal e não contactou ninguém do então Governo. Acho mal. Senão vejamos, os submarinos são portugueses, quer dizer, pertencem ao Estado Português. Quem pode adquirir e vender em nome do Estado Português, quem é? O Governo. Ora, se o Estado Português comprou dois submarinos e o vendedor não contactou com  ninguém do Governo, eu só vim aqui dizer que não fui eu! O que já se antecipava e eu consigo provar com alguma facilidade: é que eu não sou um tipo nada normal!


Por alguma razão, vá-se lá saber qual, as peritagens ficaram agora a um preço inacessível. Só resta saber quanto nos vai custar a ignorância. Mas, cuidado, normalmente a ignorância sai caríssima!

Tenho dito.
jpv


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Receita para uma Tarde de Chuva

Receita para uma Tarde de Chuva

Ingredientes:

Chuva Q.B. consoante Deus a dê.
Algumas tiras de lombo de porco.
Umas batatinhas redondinhas, daquelas pré-cozinhadas, prontas para ir ao forno.
Espinafres.
Uma garrafa de vinho verde tinto de Amarante.
Malgas.
Um bom Romance.
Uma televisão e um sofá.

Modo de Preparação:

Deixar chover abundantemente. Escutar o tamborilar da água nas telhas.
Colocar o vinho no congelador.
Cozer os espinafres ao sal. Temperar com alho.
Esfregar as tiras de lombo com uma mistura de alho e piri-piri.
Assar as tiras de lombo com as batatas num tabuleiro de vidro, vulgo, Pyrex.
Colocar na mesa.
Abrir a garrafa de vinho e vazar nas malgas.
Comer e beber sem preconceitos.
Ligar a televisão num programa inócuo, de preferência, um daqueles eternos documentários sobre a vida animal na savana com leões a perseguir zebras. É importante que tenha aquela inconfundível voz de comentador da especialidade.
Recostar-se confortavelmente no sofá.
Abrir o romance, exatamente ao meio, e colocá-lo sobre o peito.

Esperar que o tempo passe, flua lentamente numa semiconsciência da existência entre o estar acordado e adormecido. Não se sobressaltar com nada. Não ter pressa nem vontade para mais nada. Deixe-se ficar nos braços de Morfeu.

Depois, diga-nos como correu…

Nota: como pormenor adicional, ainda que não obrigatório, e para que a preparação da receita corra mesmo bem, aconselha-se desligar todos os telefones e telemóveis.

jpv


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Crónicas de Maledicência – Don’t Cry for me Argentina

Crónicas de Maledicência – Don’t Cry for me Argentina

A senhora Cristina Kirchner, Chefe de Estado da Argentina, nacionalizou uma gasolineira que, naquele país, explorava a extração de petróleo. E logo se levantou um coro de ofendidos por esse mundo fora, uma plêiade de injuriados, Há aqui d’El Rey que se deu um furto, uma nação roubou uma gasolineira.

Em primeiro lugar, há que perguntar onde é que se escondem os mesmos ofendidos quando as empresas privadas roubam à saciedade os Estados, seja diretamente, seja por aproveitamentos indiretos diversos.

Em segundo lugar, importa referir que a Chefe de Estado da Argentina não nacionalizou para si. Nacionalizou para a Argentina e para os argentinos. É que faz toda a diferença!

Em terceiro lugar, há que reconhecer e relembrar que a senhora Kirchner entregou um plano de pagamento das ações que nacionalizou e mantém a empresa a funcionar preservando todos os postos de trabalho.

Em quarto lugar, e esta é mesmo muito relevante, a Chefe de Estado entregou o processo a um tribunal para ser validado e distribuiu 49% das ações nacionalizadas pelas províncias argentinas onde se extrai petróleo.

E pronto. Agora que já despachámos as trivialidades, vamos lá ao que interessa. A exploração de petróleo dá lucro, muito lucro. Mas tem regras. Naquele caso, por exemplo, a empresa tinha de apresentar níveis de produção compatíveis com o acordo celebrado. Acontece que, os mesmos que gritaram, Ai Jesus, roubaram uma gasolineira, esqueceram-se de mencionar que a empresa estava a ser paga para… NÃO produzir! A queda dos índices de produção era desastrosa sendo que a Argentina, país que subsiste em grande parte da venda do crude, estava na iminência de ter de o comprar!

Compreende-se que o processo seja complexo e compreende-se que seja necessária muita coragem por parte da Presidente da Argentina. Mas coragem parece não lhe faltar, até para dizer o óbvio: “Esta Presidente não responderá a qualquer ameaça (…) Sou um chefe de Estado, não uma vendedora de legumes (…) Todas as empresas presentes no país, mesmo que o acionista seja estrangeiro, são empresas argentinas.”

É natural que os comentadores portugueses, pífios de caráter, habituados a ver Portugal produzir energia que não o deixam exportar, habituados a ver a exportação de ovos a converter-se em importação, habituados a ver o Estado português a ceder a pressões e a soçobrar a tudo e a todos, estranhem. É o que acontece a quem não tem caráter quando vê um. Pergunta, Mas o que é isto?!

Tenho dito
jpv


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Crónicas de Maledicência – O Lugar de Abril

Crónicas de Maledicência – O Lugar de Abril

A Associação 25 de Abril, Mário Soares, Manuel Alegre e os representantes do Exército anunciaram que ponderam não participar nas cerimónias oficiais do 25 de Abril. Nada mais errado. Todas as formas são formas de participação, menos não participar. Se os seus argumentos são válidos, se, efetivamente, os valores de Abril estão a ser desbaratados, se o Estado Social está a ser destruído, se o país está a ser vendido, então, não só não se justifica a sua ausência, como se impõe a sua presença. Não tenho dúvidas, caros leitores, de que, a serem válidos os seus argumentos, não é cedendo espaço de ação, não é abdicando da sua presença que estes elementos marcarão posição.

Não sei o que está a acontecer a Abril. O momento é demasiado conturbado e confuso, mas sei que o quotidiano dos portugueses é cada vez mais difícil, sei que muitas das coisas por que os nossos pais se bateram, se sacrificaram e alguns morreram, estão a ser desperdiçadas. Este Portugal, não é o Portugal de Abril, mas Abril fez-se com coragem, com presença, com a palavra dita e não com a palavra escondida. Se os seus argumentos são sólidos, então, o que há a fazer é reconquistar o espaço e não dá-lo de mão beijada.

Sim, o 25 de Abril tem de viver, antes de mais, em cada um de nós, mas é também um fenómeno de consciência coletiva, representa a vontade de um povo e o povo somos nós em conjunto e cada um na sua individualidade. Hoje, as figuras que fizeram Abril recusam-se a participar nas cerimónias. Amanhã as comemorações são suspensas por falta de verba.

Meus senhores, vós, que nos destes Abril, deixai-vos de tretas e assumi os vossos lugares, aqueles onde mais ninguém pode pontuar por inerência da vida que foi vivida.

Tenho dito.
jpv


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Portugal

Portugal

É um país de mar e de flores.
É uma terra semeada.
São colinas onde se cantam amores.
São quilómetros na ponta de uma enxada.
São festas e rituais
E é um folclore colorido.
São feiras e são estendais
E é um barco, no mar, perdido.
É gente dobrada ao sol
De coluna bem erguida.
São homens defendendo a prole
Na ponta da palavra proferida.
São poetas e são canções,
É a Amália e é um fado.
São ideais e revoluções
Imortalizados num trinado.
É uma ideia peregrina
Germinando na coragem e na vontade.
Nasceu e é menina,
O povo chama-lhe Liberdade.
São reis e tradições,
Mesas postas e bom vinho.
É o mar, em estrondo, aos repelões,
Fustigando um farol sozinho.
São miúdos a jogar à bola,
Uma conversa, uma anedota, uma graçola.
E é um sorriso numa criança,
E é um povo em crise de confiança.
São conquistas e aventuras memoráveis,
O mundo inteiro em histórias inolvidáveis.
São naus sulcando o oceano
Numa melodia de glória e pranto.
É um romance,
É um manifesto realista.
É a tecnologia de ponta
À sombra duma caravela quinhentista.
É um golo no último minuto,
Um lance cortado em cima da linha,
É uma bola nos pés de um puto,
Numa jogada que se adivinha…
E é uma estrada aberta,
Um caminho por percorrer.
É uma praia deserta
Onde as ondas vêm morrer.
Foram glórias
E são glórias.
Foram histórias
E são memórias.
É um mês, é Abril,
Uma revolução sem morte nem sangue.
São canhões e é um fuzil
Nas mãos de um povo cansado e exangue.
É uma gente triste e feliz,
Um paradoxo de morte e de vida.
É uma terra, é um país.
Foi uma promessa cumprida.
Tocam sinos, anunciam perigo.
Corre um rumor sinistro e fatal.
Acorda! Povo adormecido!
Hoje é preciso morrer por Portugal!

jpv


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Curva

Curva

Essa curva que desenhas,
Adormecida,
Suspende-me,
Por momentos,
Da vida.
Abandonada
Ao trepidar impessoal,
Entregaste no colo do sono
Os teus sentidos.
E, assim, prostrada
E vencida,
Olhos fechados,
Cabeça caída,
Como se o Mundo não existisse,
Exibiste essa curva,
Essa deliciosa linha,
Inultrapassável fronteira
Entre a realidade
E a imaginação verdadeira.
São longas,
As tuas pernas,
Intermináveis
Rotas de prazer.
E despertam-me mais
Para a vida
No teu momento de adormecer.

jpv


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Crónicas de Maledicência – O Poder dos Faits Divers

Crónicas de Maledicência – O Poder dos Faits Divers

Ainda dediquei algum tempo a pensar se havia de escrever e, depois, publicar esta crónica. Porquê? Simples. Isto não é assunto. E se o é, se o foi, na minha ótica, isso aconteceu por razões perniciosas. Ponto.

Se o rei de Espanha gasta dinheiro do erário público espanhol para andar em caçadas, isso é problema dele e dos espanhóis. Não é assunto. Se mata elefantes em reservas de caça africanas, isso é problema dele e dos países africanos que autorizam isso. Eu sou contra esse tipo de violência gratuita. O matar por matar é condenável. Mas também é público que, mesmo tratando-se de espécies em extinção, há reservas que fazem a regulação desta forma. Condenável, mas um problema dos países onde vivem esses animais e das pessoas que lá vão caçar. Se o rei é casado e vai à caça com amigas, isso é problema dele e da senhora sua esposa, a rainha. Se partiu uma perna, isso é problema dele e dos contribuintes espanhóis que pagam a assistência que lhe é prestada.

Qual é o problema, então? O que me leva a escrever sobre isto? Acho ultrajante que estejamos todos os dias a ser assustados com austeridade, com cortes nos salários, cortes de subsídios, subida de preços, novos impostos, subida da taxa de desemprego e os noticiários abram com esta farsa, dediquem tempo e gastem energias a explorar nada e, pior do que isso, um nada que não nos diz respeito. Até mesmo alguns programas de análise, daqueles ditos sérios, fizeram análises exaustivas. Quem paga, se paga, se foi à borla… e o povinho distrai-se com uma não notícia do país vizinho na semana em que, mais do que noutra qualquer, se falou na possibilidade de um segundo programa de ajuda a Portugal. Se isto acontecer, não vamos ter dinheiro para pagar a luz com a qual as televisões funcionam e, enquanto a temos, o que fazemos nós? Discutimos as caçadas e os adultérios do rei vizinho. Eh pá, haja decência. A malta aqui, apesar de haver dúvidas quanto à tipologia, ainda é uma república!

Tenho dito
jpv


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Droga

Droga

O teu amor
É uma droga
Para as minhas palavras.
Um elixir,
Uma libertação,
Um café forte,
Uma infusão.
É uma musa libertadora
Que prende
A ideia confusa
E a converte em sedutora.
Um impulso,
Um excesso,
Um produto,
Um processo,
Uma vertigem criadora.

Não sou o que escrevo
Quando te amo.
És tu que conduzes
A minha mão.
Tomas para ti a função
Do meu ser.
Determinas
O meu escrever
E fazes de mim o homem que não sou.
Vou contigo,
Mesmo que não saiba para onde vou.
E quero.
E desejo
Inspirar estas palavras
Na dádiva do teu beijo.

jpv


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Crónicas de Maledicência – Birra

Crónicas de Maledicência – Birra

Esta crónica pode parecer sobre o Acordo Ortográfico. Pura ilusão. Não é sobre isso e a razão é simples. Sobre o dito acordo já se escreveu demasiado e, em geral, mal! Aquilo que me traz aqui é certa atitude de novorriquismo bacôco de traço pseudo-intelectual a que, normalmente e com rigor popular, chamamos de BIRRA.

O Acordo Ortográfico é mau. É mau para Portugal, é mau para a Cultura Portuguesa e é mau para a Língua Portuguesa. Descarateriza-nos e desbarata, por via da estupidez que é ignorar a etimologia e a História da Língua, um capital de séculos de evolução linguística sólida. A minha opinião fundamenta-se no seguinte. Normalmente, os falantes alteram a Língua pelo uso e depois os cientistas fixam essas alterações nas regras. Chama-se evolução natural. O atual acordo estabelece o contrário. Há um conjunto de alterações à regra que não nasceram no uso feito pelos falantes, mas foi ditado por razões externas a ele. Ou seja, vai correr mal! E pronto. Sobre isto não digo mais nada.

Ora, mesmo sabendo desta falha estrutural, mesmo sabendo que o atual acordo tem o negócio livreiro por trás, mesmo sabendo que há nações lusófonas que não estão a aderir a ele, a verdade é que o nosso país aderiu e produziu dois textos legais. Uma resolução da Assembleia da República e uma resolução do Conselho de Ministros. Gostemos ou não, concordemos ou não, votámos nesta malta e esta malta decidiu assim. Resta-nos, pois, cumprir a lei e escrever segundo o acordo. O que não nos impede de protestar. Acho mesmo que devemos, mas na minha opinião protestar não passa por não cumprir a lei.

Mas há quem pense que sim. Nasceu em Portugal uma nova classe social. São os novorricos bacôcos de traço pseudo-intelectual. Conhecem-se bem. Escrevem em revistas e jornais, de acordo com a norma antiga e no final dos textos colocam uma notazinha a dizer uma coisa do tipo, Fulano de Tal escreve de acordo com a antiga norma da Língua Portuguesa. São uns tipos que acham a democracia um sistema porreiro porque permite desrespeitar a lei e ainda fazer alarde disso. Mais ou menos como se um cidadão passasse no encarnado de um semáforo por não concordar que ele estivesse naquele lugar e depois parasse o carro para ir dizer ao polícia da esquina, ‘Tá a ver shôr guarda, eu passei no vermelho porque não concordo que aquele sinal esteja ali. Há ali um bocadinho de arrogância intelectual. Uma coisa do género, Mas afinal quem são os políticos e o que percebem eles da Língua Portuguesa? O escritor sou eu! Como se não tivesse havido comissões às resmas e estudos às carradas sobre o que veio a produzir-se. Se eu acho que as pessoas não têm direito a reclamar? Claro que têm. Mas também têm o dever de cumprir a lei.

Já agora, senhores decisores, esta coisa que nos estão a obrigar a fazer, prejudica a estruturação ortográfica, sintática e semântica das nossas crianças no âmbito da apropriação da Língua Materna e, por meta-consequência, de todos os outros saberes. Está na hora de pôr um ponto final a ambos. Ao Acordo Ortográfico e à praga de novorriquenhos e sua pífia revolução de sofá.

Tenho dito.
jpv