No passado sábado, 19 de novembro de 2022, a convite de um mestre de sempre, o Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes, tive a oportunidade de participar no Congresso Os Lusíadas na Escola com a comunicação “Ensinar os Lusíadas na Escola Portuguesa de Moçambique.
Aqui fica o vídeo da intervenção. Aguardo as vossas opiniões, críticas, reparos, tudo o que se vos aprouver…
A convite do mui estimado Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes, estarei amanhã no congresso Os Lusíadas na Escola pelas 11h de Portugal, 13h de Moçambique.
Só uma resposta Fora do tempo da pergunta. Tanta alma dispersa, E uma só emoção junta. Desliza a palavra indizível No horizonte de teus lábios húmidos. E defines a linha indefinível Do que não disseste. Na palavra não proferida, Viaja a ofensa maior, A bala que parece perdida, A morte de tudo, O frio na carne Onde, há pouco, Morava o fulgor. E tu sabes, Conheces essa arte, Essa força de ser não sendo, O juro e o dividendo, O poder de calar-te No auge da contenda. Cartago. Delenda.
Na manhã desta segunda-feira, 24 de outubro, tive a grata oportunidade de estar na STV a falar de livros, literatura, autores, família, escola, alunos e tudo e tudo…
No vídeo cujo link coloco abaixo, a entrevista começa a partir do minuto 13:30
Uma conversa muito agradável com apresentadores muito generosos que me deram mais de 30 minutos de tempo de antena!
Grato pelas vossas mensagens a perguntar pelos meus escritos.
Não tenho escrito menos. Tenho publicado menos aqui no Blogue. Desculpem-me.
Terminei há dias o manuscrito de um projeto que publicaremos em 2023.
Entre mãos, um exigente projeto de escrita lírica que será, também, para publicar.
E… nas livrarias de Maputo, o Isidro Castigo continua a surpreender no plano das vendas. Tem estado tão bem que fomos convidados para falar dele na STV…
Quando a urgência Irrompe pela importância, E quando o cálculo, Matemático e frio, Me abjeta a existência, Adio-me. E é quando me desconheço Que procuro reencontrar-me. E o reencontro, Cada reencontro, É sempre uma revolta. Um sim absoluto, Um não sem volta.
Não há tempo Para morrer uma vida. Viver não é uma inevitabilidade. É um propósito ético, Uma obrigação moral. Um oásis no deserto, A essência do temporal.
Mas a vida, em si, Não basta. É preciso ser feliz. É importante a coragem De ouvir o que o Povo diz. É preciso ser feliz!
Com frequência, como a querer validar a nossa existência, assegurando que não foi um desperdício da Criação, fazemos inventários de dias felizes. O dia mais feliz da minha vida… e nunca é só um. Vamos abrindo o leque para não deixar nada nem ninguém de fora.
Fazes hoje 32 anos, meu filho. Estás um homem. É um privilégio e um orgulho ser teu pai.
O dia em que nasceste não foi o único dia mais feliz da minha vida. Seria redutor resumir a um só dia a miríade de milagres que operaste na minha vida. Lembro-me da felicidade de andares pela primeira vez, lembro-me das primeiras palavras, lembro-me das tardes infinitas a jogar à bola contigo no pinhal. Lembro-me de inventar-te histórias antes de dormires e pedires a continuação no dia seguinte. Lembro-me de quando foste pela primeira vez à escola e das malandrices que fizeste com os teus colegas da Primária. Lembro-me dos primeiros amigos que levaste a casa e das churrascadas loucas que fazias com eles. Lembro-me do brilho dos teus olhos quando, gelado, experimentaste, pela primeira vez, em Fevereiro (!), a piscina que não acreditavas fosse existir. Lembro-me da primeira vez que bebeste uma cerveja ao pé de mim e dos fins-de-semana infindáveis agarrado aos livros e aos apontamentos. Lembro-me de tentar ensinar-te a conduzir, do dia em que soubeste que tinhas entrado para a Faculdade, e lembro-me das tuas loucuras em Lisboa e do novo espectro de amigos. Lembro-me muito bem das tuas viagens aventureiras e corajosas, algumas delas só tinha conhecimento muito depois de teres regressado. E lembro-me de como planeaste terminar o curso e como projetaste a tua vida depois disso, o detalhe, a determinação e a convicção que puseste em cada ideia e em cada plano. E lembro-me de quando conheceste a Daša e de quando a levaste a casa pela primeira vez. E lembro-me das aventuras ainda mais loucas que viveste com ela, duas fomes juntas de experiências. E lembro-me de quando foste trabalhar pela primeira vez e de quando anunciaste que ias ser pai. E lembro-me do que conversámos quando foste pai. E quando casaste… e lembro-me ontem, quando falámos, da atenção e da ternura nas tuas palavras.
E todos esses momentos, e todos esses dias, foram os mais felizes da minha vida porque ver-te crescer de bebé a menino, a rapaz, a homem, tem sido uma escalada de felicidade e orgulho.
Tu és, meu filho, a mais bela realização da paternidade.
Não fui eu que fui teu pai. Não sou eu que sou teu pai. És tu que fazes de mim pai.
E é por tudo isto que o dia do teu aniversário não é só mais um dia. É o dia dos dias felizes.