Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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A Paixão de Madalena – Capítulo 28 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 28 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO V – FIAT LUX

28. Notou ela que, recentemente, as saídas dele são mais frequentes e por menos tempo. Exatamente como se, em vez de serem fugas à rotina, aventuras de retomar forças, fossem agora visitas de acompanhamento. Até aqui, Pablo saía por duas ou três semanas, uma ou duas vezes por ano. Foi impossível não reparar que nos últimos dois meses saíra quatro vezes por dois dias. Seguiu-o de táxi. E não teve surpresas. O que viu magoou-a profundamente, mas não pode dizer-se que a tenha surpreendido. Era um prédio de meia dúzia de andares. Pablo entrou. Demorou-se pouco. Saiu com uma moça substancialmente mais nova do que ele. Até aqui, tudo normal, dentro do combinado…

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 28 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]

 


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A Paixão de Madalena – Capítulo 27 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 27 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

 A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO V – FIAT LUX

27. E Cristo ordenou aos empregados que não ficassem ali parados, que agarrassem nas ânforas e fossem à fonte na beira da estrada que pouco distava dali e as enchessem com água e as vazassem nos copos dos convivas. E os empregados olhavam incrédulos o viajante como que desconfiando da possibilidade de cumprir aquela ordem porquanto não percebiam como enchendo âs ânforas de água, delas jorraria o vinho a servir. Ide! Disse-lhes o viajante e eles foram com passo incerto e não se aperceberam como sucedeu o que os seus olhos presenciaram pois que enchiam as ânforas de água na fonte e as vazam de vinho à mesa.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 27 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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O Portugal de que me Orgulho

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Para assinalar a semana dos Direitos Humanos, o Conselho da Europa lançou uma campanha de sensibilização cuja temática é a rejeição do discurso de ódio.

Portugal, não só aderiu, como o fez com particular originalidade e bom gosto.

Aqui fica o postal português e a ligação para o site oficial: http://www.odionao.com.pt/ 

jpv


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A Paixão de Madalena – Capítulo 26 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 26 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

 

A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO IV – ASCENÇÃO E QUEDA

26. Em nossa pequenez e em nossa grande ignorância, procuramos, nós, humanos, a estabilidade na constância e fugimos da errância por ser fonte de instabilidade. E contudo, nossa natureza intrínseca é errante. E é nesse divagar pelo mundo, pelas pessoas e pelo conhecimento, que crescemos e enriquecemos e fortalecemos para a vida. E cremos, até, controlar os nossos passos, as nossas opções, o curso da nossa vida e a nossa presença no Universo. E tudo isso é tão vulnerável, tão mutável como a própria vida. A notícia chegou num sobrescrito branco, de janela, com o nome de Albertina a espreitar e o símbolo da República Portuguesa no canto superior esquerdo.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 26 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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A Paixão de Madalena – Capítulo 25 (Excerto)

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O presente texto constitui um excerto do capítulo 25 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve.

A PAIXÃO DE MADALENA

LIVRO IV – ASCENÇÃO E QUEDA

25. Era maio tardio, uma nuvem de borboletas brancas invadiu Nairobi, pousaram nas janelas, nos carros, nos telhados, nos postes de luz, nas árvores, as pessoas afastavam-nas sacudindo as mãos à frente da cara, a copa da imensa mangueira do quintal ficou pintada de branco esvoaçante, muitas pousaram no chão que ficou serpenteado como se tivesse caído uma improvável chuvada de granizo. Afrika percebeu o sinal. Não eram borboletas, eram as asas de um espírito bom. Foi buscá-la ao quarto, trouxe-a nos braços e entregou-a a Albertina que a abraçou e a beijou muito como se aqueles beijos a pudessem trazer de novo à vida.

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[O presente texto constitui um excerto do Capítulo 25 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]


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Quando Corrigir Testes se Torna… Hilariante.

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Depois de uma manhã inteirinha a corrigir testes, depois de uma tarde inteirinha a corrigir trabalhos de casa, há conclusões inevitáveis. Para além da responsabilidade implicada, a tarefa de corrigir testes pode ser cansativa, extenuante  mesmo, desoladora, reconfortante e… hilariante.

A resposta que vou revelar de seguida, protegendo o autor, claro, faz-me crer que devo ter errado algures no processo. Mas errado à grande! Meu Deus, que fui eu fazer? Como é que é possível que aquela alma, simpática, de resto, tenha sequer sonhado com o que escreveu? Amanhã tenho de tirar a limpo.

A pergunta vinha numa sequência de questões sobre o ‘Auto da Índia’ de Gil Vicente e pedia aos alunos que refletissem sobre o poder da sátira no teatro vicentino. Eis o que me calhou na rifa:

“… o teatro vicentino é caraterizado pelo poder da sátira porque no antigo Egipto, Sátira tinha o poder de criticar o governo, ou seja, criticar o Faraó. Se bem me lembro, Sátira era a mulher do Faraó.”

Não posso… não aguento mais… mas o que é que andam a dar àquele miúdo ao pequeno-almoço?


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Nota de Rodapé

jonas

O livro e a provocação!

Um dia destes, cheguei ao trabalho e, em cima da minha secretária, estava um livro e uma provocação. O livro era “O Centenário que Fugiu pela Janela e Desapareceu” e a provocação era um bilhetinho do JM que dizia “Vais Gostar!”.

Importa, antes de mais, agradecer ao JM a generosidade da partilha. Pela maravilhosa pessoa que é, pelo excecional colega que se tem revelado, pela surpresa e pela agitação constante que traz às nossas vidas, no local de trabalho. Pela inteligência, pela sensibilidade e pela generosidade.

E lá fui ler o livro. Tem sido uma trepidante aventura. Terminei hoje com pena de que tivesse terminado. Apesar do título apontar para um centenário, todo o romance tem um ritmo alucinante entre o verosímil e o fantástico e com uma orquestração de factos históricos e aventuras fictícias absolutamente genial. Posso até dizer que olhei o envelhecimento com um pouco mais de esperança. Na verdade, este livro ensina-nos que tudo é possível, com a atitude certa e… um copo de vodka por perto!

Caros amigos e leitores, eu sei de que devia estar a fazer um post para vos aconselhar a leitura de “De Negro Vestida”, mas… há mais vida e há tantos livros fantásticos! Não percam este.

Boas Leituras!
Obrigado JM!
jpv

 


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Normas de Boa Convivência

Ainda me lembro do meu pai na sua eterna janela, já doente, prisioneiro do espaço, encontrar numa pomba a liberdade possível. Sempre gostou de animais. Tinha por hábito dar nomes, por exemplo, aos pássaros. Recordo piriquitos com que o meu pai conversava e batizara de Chico e Chouriço. A pomba vinha às migalhas que ele colocava na janela e ele habitou-a a esse repasto. E assim tinham negócio montado. Ele providenciava os víveres, ela fornecia a companhia.

Quando recentemente mudámos de casa, já cá havia inquilinos de diversa ordem. E em número basto. Rãs, caracóis, lagartixas, baratas e uma imensidão de aves a popular a casa. um casal de pardais fez ninho mesmo por cima da porta de entrada, ao abrigo do telheiro. Escolha sensata. Sobretudo porque a casa não tinha humanos. Quando os humanos chegaram, os ovos estavam postos e continuou-se a azáfama de acabar o ninho pois que estes homens não tinham vindo para aborrecer, exceto às primeiras horas do dia, quando se sentavam por baixo do ninho a tomar o café da manhã.

Certo vendaval noturno trouxe a desgraça. O ninho caiu ao chão. Pela manhã, os humanos iam espetar com aquilo tudo no lixo. Mas não foi isso que fizemos. A Paula foi buscar um vaso de flores daqueles que se suspendem e eu inventei uma forma de pendurar a geringonça num candeeiro por baixo do telheiro. Quando apanhámos o ninho do chão, os jovens pardalitos estavam em mau estado, cabeça a baixo, cheios de palhas, uma bagunça e uma desarrumação. Duas horas foi o tempo necessário para que os pais pusessem a casa em ordem e lavassem as crias.

Quatro dias depois, a malta parece toda muito saudável e chilreante. Estão gordos. Lá fora, tal como cá dentro, ninguém se queixa da cozinheira.

Ao longo dos dias, fez-se a reportagem fotográfica que agora se revela.

Comissão de boas vindas pelo pai pardal.

A habitação tal como a encontrámos.

 

Em processo de mudança após o desalojamento provocado pelo vendaval.

 

Duas horas após a mudança, já a tropa estava toda alinhada e limpinha!

 

O mesmo que o anterior noutra perspetiva.

 

Somente quatro dias depois, a malta já tem casacos novos e engordou muuiiiito!

 

Como as janelas são fumadas e não se vê de fora para dentro, dá para acompanhar a vida da família Pardal bem de perto. Aqui a mãe estava a alimentar as crias.

Vista geral do condomínio!

   jpv


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Nefasta Nuvem

9622d-pai-jpUm segundo perdido.
Um fugaz momento.
Um bater de asas no ar.

Um olhar fugido
Sem espaço nem tempo.
Um coração a pulsar.

Uma palavra segura.
Um raio de luz
Desenhado numa sala escura.

Uma prisão
E a liberdade.
Um corpo caído na estrada
Sem desejo nem vontade.

Um quase poema.
Uma redação da primeira classe
Escrita sobre o joelho
Num papelinho
Onde coube uma casa, uma árvore…
E um caminho.

Um fim.
E um princípio.
Uma solidão
Entregue à tua distante
Companhia.
Uma noite
Que teima em fazer-se dia
Contra minha triste determinação.
A ausência da tua mão,
E nela as mãos todas. Outras.

Uma linha de vida
E um nó.
Uma alma perdida
Em nefasta nuvem de pó.

jpv


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Citação da Verdade

centenario-jpnas-jonasson“Aqueles que só sabem contar a verdade não merecem ser escutados.”

Avô de Jonas Jonasson
Citado pelo neto na
Dedicatória feita em
“O Centenário que Fugiu Pela Janela e Desapareceu”