
Meu jardim,
Minha flor,
Meu paraíso.
Minha fonte de amor,
Minha falta de juízo.
Minha virtude,
Meu vício,
Minha plenitude,
Meu precipício.
Tu és meu pecado,
Minha deusa sem idade.
Minha fortuna, meu fado,
Minha eternidade.
jpv

Meu jardim,
Minha flor,
Meu paraíso.
Minha fonte de amor,
Minha falta de juízo.
Minha virtude,
Meu vício,
Minha plenitude,
Meu precipício.
Tu és meu pecado,
Minha deusa sem idade.
Minha fortuna, meu fado,
Minha eternidade.
jpv
Há tantos aspetos com que me identifico. Na verdade, quase todos.
Já propus tantas destas coisas em tantas instâncias diferentes. Quase sempre me dizem que ainda não é o tempo. Que ainda não estão reunidas as condições. Andamos a adiar o inadiável. Andamos a destruir gerações de criatividade e curiosidade.
Quão precisa está esta análise. Quão certeira!
Infelizmente, Ken Robinson deixou-nos em agosto de 2020. Vai fazer muita falta ao pensamento ocidental, e não só, sobre Educação.
Era de uma lucidez ímpar e de uma inteligência e sensibilidade inigualáveis.
E, ainda por cima, tinha o dom de dizer tudo de forma desassombrada e simples.
Vejam este vídeo. Não vão perder o tempo.


























Mulher Moçambicana, Mulher de Moçambique, Mulher em Moçambique, Mulher moldada por Moçambique.
Como agem, como reagem, como se submetem, como submetem, como dão, como exigem, como pedem, como querem, como aceitam, como rejeitam, como estão, como obrigam a estar, como resistem, como sofrem, como riem, como choram, como amamentam, como maternizam, como eternizam, como maridam, como namoram, como iludem, como se desiludem, como acariciam, como amam… únicas… como as outras todas e como só cada uma é capaz.
Ámen!
jpv

Últimas palavras naquele recurso que usámos tantas vezes para falar um com o outro. Trocámos outras. No próprio dia em que partiste. Nesse dia, horas antes da tragédia, comentaste fotos minhas no Facebook. Com humor. Com carinho. Com amor.
Nunca ninguém me amou como tu, mãezinha. Nunca ninguém me amará como tu, mãezinha.
E é por isso que estou só e desamparado. É por isso que vivo esta imensa e eterna solidão. É por isso que todos os sentimentos me abandonam. É por isso que trago os braços caídos. É por isso, porque me deixaste só, que não vejo como continue esta caminhada. É tanta a dor. E fazes-me tanta falta.
Como tu e como o pai não há mais ninguém. A Humanidade está pútrida e fétida. Não vinga um só valor. A única coisa que medra nesta terra, mãezinha, é a ignorância e a fraqueza de caráter.
Como sinto a falta do teu abraço. Como sinto a falta do calor do teu corpo. Do teu sorriso. Da tua voz. Da tua mão penteando-me o cabelo. E como tudo isso está irremediavelmente perdido. Se pudesse trazer-te de volta, a ti e ao papá, anichava-me entre vós e morria de mansinho no conforto do vosso aconchego.
jpv


Só,
Sob o sol queimante do deserto,
O caminhante avança lento,
Pés nus e peito aberto.
Não tem água, já.
Não tem bússola
Nem horizonte.
Só o sangue nas passadas
E o suor na fronte.
Sem amparo nem resgate,
Enfrenta o vento que o fustiga
E a areia que o abate.
E, enquanto a Natureza adversa o castiga,
O caminhante avança,
Crente, só, na Fé
E no sentido que o orienta.
Sob o imenso calor,
Tudo pode, tudo aguenta,
Se vir ao longe
Uma centelha de amor.
Sente, pesados, os pés
E a vontade a soçobrar.
Vislumbra um oásis,
Verde, húmido e cristalino,
Quando termina a violência do estio.
O caminhante tomba sob a luz.
E o seu corpo inerte
Apodrece, na noite, ao frio.
jpv







Casas degradadas vibram de cor e alegram ruas de grande afluência na baixa de Maputo. Há música em cada esquina e há pessoas que dançam e há quem procure comprar afetos e satisfações junto das prostitutas que por ali estão sentadas. O ambiente parece “pesado”, mas as pessoas são afáveis e simpáticas.
A cidade reinventa-se e recria-se e constrói as suas marcas intrínsecas. A sua nova identidade.
A Rua da Gávea e a Rua da Arte são, para já, o centro do processo. Precisam-se visitantes!
jpv (Fotos por Cláudia Sousa)

“Hoje, pus o vinho em figadalhos!”

Não tenho medo de morrer.
Tenho medo de perder-te
Que é outra forma de morrer.
Cantam anjos no horizonte
E banha a terra
Uma luz divina.
Caminha uma mulher na calçada.
Passada de homem,
Coração de menina.
Juntam-se querubins, gnomos e fadas.
Dançam no céu de mãos dadas
E conjuram a felicidade dos amantes.
Tocam-se duas almas errantes.
Tombam dois corpos ofegantes.
E há um rumor
De sedas marinhas.
A paisagem perfeita
Acontece quando caminhas
E sorris para mim.
Só então, consigo aceitar o fim.
jpv

Estão vazias as mãos
E esgotadas as palavras.
Secaram os rios
Fustigados por ventos quentes
De bonança e abandono.
Não é triste este lamento,
É seguro e isento.
Fúnebre tormento
Da pena exangue
E imóvel.
Não oiço, já, o arranhar
Bailado e fiel.
E não sinto o odor
Suave desse papel
De milagres.
Os dias correm alegres e cinzentos
E guardo no peito os momentos
Que antes escrevia.
Não é uma maré vazia.
E cheia também não é.
Uma onda plana e calma,
Uma embarcação fundeada.
Um poeta lívido.
Morto. De pé.
jpv
The world as I see it
We declare the world as our canvas
As featured in Olympus Passion Magazine and on The Art of Photography
Art Lesson Ideas, Plans, Free Resources, Project Plans, and Schemes of Work. An 'outstanding' art teacher in Greater Manchester. Teaching KS3 and KS4 art and design.
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