
White-fronted Bee-eater; Abelharuco de garganta branca (Merops bullockoides)
Reserva Especial de Maputo, Maputo, Moçambique.
06/03/2021

White-fronted Bee-eater; Abelharuco de garganta branca (Merops bullockoides)
Reserva Especial de Maputo, Maputo, Moçambique.
06/03/2021





Olá Mamã!
Tu não morreste. Seguiste outro caminho.
As saudades são imensas e, contudo, a vida continuou a explodir-nos nas mãos e no coração.
Fazes-nos falta. Muita falta. Agora nos apercebemos de forma ainda mais nítida e sentida e sofrida da importância que tinhas nas nossas vidas. E continuas a ter.
Nasceu o teu bisneto. Não o viste por poucas semanas… já tinha de ser assim… ias ter um imenso orgulho no teu neto e ias estragar o bisneto com mimos. Já te estou a ver a tirar-lhe fotografias e a dizer como é que se devia fazer para cuidar bem dele.
A mana está bem. Não tanto quanto estaria se tivesse a tua companhia. Mas está bem. Sobreviveu ao acidente e a tudo o que se lhe seguiu e está bem. Trabalha. Conduz. E faz mais coisas…
Já não assististe a esta coisa do vírus… não te ia incomodar… ias encher toda a gente à tua volta de sumo de beterraba e trarias contigo para aí umas cinquenta máscaras! Uma para cada situação.
Tenho saudades do teu sorriso. Tenho saudades de quando me abraçavas e davas conselhos para a vida e tenho saudades de quando me davas lições de vida e tenho saudades de quando me penteavas e tenho saudades de quando me acalmavas mesmo que isso implicasse prometeres-me o impossível. Eu descobriria depois que o impossível era impossível, mas já sem medo! Tenho saudades do desvelo com que cozinhavas para nós e do cuidado com que punhas a mesa em todos os seus pormenores. Tenho saudades da tua voz e do teu olhar. Sinto esta impotência absurda de não poder contar-te tudo, de não podermos tomar um xiripiti juntos.
Só passou um ano. Parece tão pouco e é já uma eternidade de ausências.
Está tudo tão diferente, mamã… está tudo tão despido…
Queria tanto que conhecesses uma pessoa que teria amado conhecer-te. Uma pessoa muito especial… Queria…
Pouco depois de nos deixares, quando a mana acordou do coma e começou a entender o que lhe dizíamos, eu disse-lhe que a tua morte não seria uma tragédia, mas antes uma revolução. Faz hoje um ano que partiste e a revolução continua, Mamã!
Teu Rapaz,
João Paulo

Uma mais do que justa e merecida palavra de agradecimento a todos os profissionais do ICOR, Maputo.
Desde técnicos administrativos, gestores, médicos, enfermeiros, auxiliares, todos com grande profissionalismo, ternura, atenção e dedicação fizeram com que tudo corresse pelo melhor.
Um grande serviço, de grande humanidade e competência.
OBRIGADO!

O marinheiro na proa sentado
De um navio sem préstimo
Há muito naufragado.
Apoia-se na amurada
E vem espreitar.
O marinheiro não vê nada
A não ser o mar revolto.
Há muito que perdeu o balanço.
Já não pode,
Já não vai a jogo.
Encolhe-se e reza, perdido,
Sob os céus de fogo.
jpv

Não é possível descrever-te
Sem mencionar dragões a cuspir fogos
De entusiasmos imprevisíveis.
Não é possível evocar-te
Sem sentir na pele o sopro do vento
No sussurro de searas ondulantes.
Não é possível imaginar-te
Sem mares azuis e ilhas desertas
Sob bátegas de água
Galopando relâmpagos e trovoadas.
Universo de lágrimas fáceis e sentidas
Enamoradas de gargalhadas cristalinas.
Determinação de mulher.
Insegurança de menina.
Não é possível descrever-te
Sem mencionar incoerências lógicas
E a leveza do passar.
Não é possível evocar-te
Sem sentir o odor de mulheres sensuais
Bailando ao som de melodias exóticas.
Não é possível imaginar-te
Sem atitudes ousadas e desarmantes
Onde antes morava a impossibilidade.
Universo de Causas, de Amor e de Fé
Enamorada de silêncios longos
E espaços reclamados.
Obstáculos tombados,
Convicções erguidas.
Dar e receber sem tempo
Nem medidas.
Tu.
jpv

Eu consumo chá “Dr. Oetker”.
Acho que, como chá, é igual aos outros todos!
Contudo, este chá começa a fazer bem mesmo antes de ser bebido…
Através de uma campanha intitulada #horadochá, o Dr. Oetker transmite umas mensagens motivacionais muito pertinentes.
Vejam só o que me calhou hoje?
Se todos, sempre, tivéssemos estes dois pensamentos em mente…
Fiquem bem, Amig@s!
Olá, Jamesy Boy!
Já antes, muito antes de nasceres, celebrávamos o teu aniversário. Sentimos, primeiro, uma antecipação, depois uma alegria e depois um júbilo e uma felicidade que não mais nos largaram. Vieste e, pequenino ainda e inconsciente, felizmente inconsciente de tantas coisas deste mundo, trazias, já, uma força e uma resiliência ímpares. E celebrámos os teus segundos e os teus minutos e as tuas horas, e os dias, e as semanas e os meses e hoje, dia 10, fazes 10 meses e há nesta circularidade decimal da contagem do tempo algo de novo: é a primeira vez que fazes meses com dois algarismos. E estes pormenores são isso mesmo, pormenores. Para a maioria das pessoas do Mundo serão, até, insignificantes. Para nós, são o centro de tudo! Tu és o centro de tudo. Das atenções todas, dos afetos todos, de todos os cuidados e de todas as emoções e razões que preenchem os nossos dias. Num mundo tão cheio de agressividade, tu vieste ser a Paz. Meu querido James, meu netinho doce, tu fazes-nos ser o melhor que conseguimos, limpas as nossas mentes e pacificas os nossos corações. O teu olhar tem a luz e o brilho da alegria e da felicidade que é suposto os humanos perseguirem e viverem. O teu sorriso tem o espírito e a malandrice que dá sal e entusiasmo às nossas vidas. E cada pormenor da tua existência nos comove e nos reduz à insignificância de sabermos que, antes de ti, não existíamos, não tínhamos sentido porque ele veio contigo.
Sabes, o avô ainda não te abraçou… mas vai abraçar… em breve… e, depois disso, depois desse abraço, pode suceder-me tudo, até mesmo a morte. O ciclo estará completo. Todas as coisas terão um novo princípio e um novo fim. A minha vida deixará de ser minha…
Sabes, meu amado James… o avô João não é muito boa pessoa. Um dia vão dizer-te isso e terão razão, com certeza. Mas o avô ama-te com todas as suas forças e com todo o sentimento que consegue reunir… e esse amor que o avô te tem é puro e limpo e lindo e único e é mágico porque é intocável… persevera sobre todas as outras intenções e atos…
Hoje, completas 10 meses de maravilhosa vida… em tempos difíceis tens sido a exceção a tudo o que nos rodeia… tens sido a salvação das nossas existências. A nossa salvação.
Hoje, o avô agradece-te e abraça-te cá de longe e aperta-te bem apertadinho contra e seu peito e sorri… e, se, por ventura, uma lágrima brilhar, será de felicidade!
GDad.
No tempo de não haver culpas e todas as palavras serem verdadeiras e limpas, quando ainda era menino, ensinaram-me o que era um menino órfão. E, fosse por que ventura fosse, nunca mais atualizei o conceito. Para mim, um órfão sempre foi um menino sem pai nem mãe. Só quando ouvi esta canção do Abrunhosa me apercebi que já não vêm à minha mesa, nem o pai, nem a mãe, e o órfão sou eu… órfão aos 53…
Não herdei nada e, contudo, os meus pais deixaram-me tudo o que tenho precisado para a vida.
Não me sinto triste por ser órfão. Sinto-me só. Abandonado. Sinto-me à deriva no mar de decisões que cada dia me traz. Nunca passa. Quando temos o nosso pai e a nossa mãe, mesmo que não os vejamos muito, mesmo que estejam longe, sabemos que existem e estão lá para nós e isso fortalece-nos e dá-nos coragem para todas as batalhas. Depois de morrerem, há um vazio que se instala e nunca deixará de o ser. Não é tristeza, nem desespero. É vazio. Sozinhês. É um sentimento do mais absoluto desamparo porque nos falta quem dizia a palavra certa, quem nos passava a mão pelo cabelo, quem representava a confiança absoluta. Só um pai ou uma mãe têm o poder de dizer algo e esse algo ser lei só porque foi dito por eles.
Há muitas mesas, já, que o meu pai não está presente. Demasiadas. E a minha mãe… é como se ainda estivesse à mesa, mas a verdade é que à mesa só já está a sua imagem, a imagem do seu sorriso. Não sei se sou menino… creio que não… mas sei que sou órfão e sei agora, e tragicamente, o que é um órfão. Um órfão é um homem a uma mesa vazia, um desamparado trágico, um sozinho deambulante pelas memórias que são só isso mesmo.
jpv
De Rerum Natura
Simplicidade
A letra desta canção, um belíssimo poema de Agepê, nome artístico de Antônio Gilson Porfírio, um belíssimo letrista brasileiro, sempre me impressionou pela sua simplicidade. São palavras comuns, do quotidiano, despojadas da ambição de outros vocabulários envoltos em dissimulação, cagança imperial sem sustento intelectual e ético. O poema é tão singelo e, sobretudo, tão despojado que se torna intenso precisamente por isso. A simplicidade, não o simplismo, do pensamento e da atitude é, hoje em dia, uma surpresa, quase um choque. Transporta consigo a limpidez de raciocínio e a clareza de caráter próprias dos justos e serenos. Vivemos num mundo de rodeios e supostas importâncias, de justificação do injustificável, de licitação do crime que é o triunfo da ignorância sobre todos os valores, sobre todo o mérito e nobreza. Vivemos num universo de valorização do zero, de coisa nenhuma, da insignificância e parecemos esquecer a nossa igualdade e equidade supremas: somos todos um pouco de pó, somos todos pateticamente perecíveis, somos todos pouco mais do que nada. Parecemos esquecer que o que nos define não é o ter, mas o ser. Parecemos esquecer que não somos definidos pelo carro que temos, o modelo do telemóvel, a casa onde vivemos, o cargo que ocupamos, o título que ostentamos. Aquilo que nos define são os pequenos gestos. A compaixão, a nobreza de caráter, a frontalidade, a capacidade de sermos felizes e fazermos alguém feliz. O que nos define é a tenacidade e a determinação em sermos melhor do que somos. E tudo isto se oblitera numa nuvem de argumentos e razões e justificações que mais não são do que a criação de uma confusão generalizada e lamacenta da qual os nobres de caráter se afastam para poderem respirar e na qual a ignorância maledicente e mal intencionada triunfa. Vivemos uma gigantesca e universal batalha de palavras de complexidade porque não somos capazes da simplicidade desarmante com que Agepê nos brinda neste poema tão sublimemente interpretado pela inimitável Simone. “Na beleza desse teu olhar, eu quero estar o tempo inteiro.” O problema é que há já muito poucos olhares de beleza genuína e verdadeira e há, menos ainda, quem reconheça essa simplicidade e saiba viver nela como quem navega em águas calmas. Se todos conseguíssemos ser assim tão simples… seríamos todos tão mais profundos… e felizes! Tenho dito.

“A minha mente é como mil carrosséis sempre em movimento, cada um girando à sua própria velocidade e na sua própria direção.”
jpv
Um Espaço de Reflexão e Evolução Através da Linguagem
"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."
Fluxo inconstante.
Ler torna a vida bela
✨ "Escrevendo histórias, cultivando sonhos e espalhando amor por onde for." ✨ "Palavras que abraçam a alma e fortalecem o coração."
Compartilhar ideias, com coerência e responsabilidade
Literaturas
Is all about telling the truth about everything I Know
WordPress.com é o melhor lugar para seu blog pessoal ou seu site de negócios.
Notícias-Fofocas-memes-humor
Reflexões sobre a vida, ética e o cotidiano — e respostas diretas sobre o que penso e o que diz o Direito
Informação para quem decide - Aqui tem Good News
Plataforma institucional de hospedagem de websites
O Amor Próprio nasceu como uma página nas redes sociais e se transformou em um espaço acolhedor para quem busca reencontrar sua força, sua essência e seu valor.
O assunto básico é Arte/Fotografia e Psicologia. Eventualmente há indicações de livros e equipamentos interessantes lincados na Amazon, Shopee e SocialSoul.
Just another WordPress.com weblog
Palavreando com Chico Viana