Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Morte

Só,
Sob o sol queimante do deserto,
O caminhante avança lento,
Pés nus e peito aberto.
Não tem água, já.
Não tem bússola
Nem horizonte.
Só o sangue nas passadas
E o suor na fronte.
Sem amparo nem resgate,
Enfrenta o vento que o fustiga
E a areia que o abate.
E, enquanto a Natureza adversa o castiga,
O caminhante avança,
Crente, só, na Fé
E no sentido que o orienta.
Sob o imenso calor,
Tudo pode, tudo aguenta,
Se vir ao longe
Uma centelha de amor.
Sente, pesados, os pés
E a vontade a soçobrar.
Vislumbra um oásis,
Verde, húmido e cristalino,
Quando termina a violência do estio.
O caminhante tomba sob a luz.
E o seu corpo inerte
Apodrece, na noite, ao frio.

jpv


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A Baixa de Maputo Reinventa-se

Casas degradadas vibram de cor e alegram ruas de grande afluência na baixa de Maputo. Há música em cada esquina e há pessoas que dançam e há quem procure comprar afetos e satisfações junto das prostitutas que por ali estão sentadas. O ambiente parece “pesado”, mas as pessoas são afáveis e simpáticas.

A cidade reinventa-se e recria-se e constrói as suas marcas intrínsecas. A sua nova identidade.

A Rua da Gávea e a Rua da Arte são, para já, o centro do processo. Precisam-se visitantes!

jpv (Fotos por Cláudia Sousa)


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Babalaza

“Hoje, pus o vinho em figadalhos!”


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Caminhada

Não tenho medo de morrer.
Tenho medo de perder-te
Que é outra forma de morrer.
Cantam anjos no horizonte
E banha a terra
Uma luz divina.
Caminha uma mulher na calçada.
Passada de homem,
Coração de menina.
Juntam-se querubins, gnomos e fadas.
Dançam no céu de mãos dadas
E conjuram a felicidade dos amantes.
Tocam-se duas almas errantes.
Tombam dois corpos ofegantes.
E há um rumor
De sedas marinhas.
A paisagem perfeita
Acontece quando caminhas
E sorris para mim.
Só então, consigo aceitar o fim.

jpv


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Náufrago

Estão vazias as mãos
E esgotadas as palavras.
Secaram os rios
Fustigados por ventos quentes
De bonança e abandono.
Não é triste este lamento,
É seguro e isento.
Fúnebre tormento
Da pena exangue
E imóvel.
Não oiço,  já, o arranhar
Bailado e fiel.
E não sinto o odor
Suave desse papel
De milagres.
Os dias correm alegres e cinzentos
E guardo no peito os momentos
Que antes escrevia.
Não é uma maré vazia.
E cheia também não é.
Uma onda plana e calma,
Uma embarcação fundeada.
Um poeta lívido.
Morto. De pé.

jpv


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“O Desafio de Perdoar” por Leandro Karnal

Imperdível.
Leandro Karnal, não só é um grande pensador e um homem culto, como é, também, um excelente orador.
Esta reflexão teológica e psicanalítica sobre o perdão é exímia.


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Shiluana

Shiluana faz arte de muitas formas. Pinta loiças, barro, faz bolos decorativos, pinta sobre tela e agora também pinta sacos de linho.

As imagens são de três das suas últimas criações: pintura sobre pano para sacos de compras.

Se quiser o contacto peça-o pelos comentários deixando o seu mail. O seu comentário não será publicado para preservar os seus dados.

jpv


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Birds by jpvideira

Brown Snake Eagle; Águia-cobreira-castanha (Circaetus cinereus)
Ndzaka Tented Camp, Manyeleti Game Reserve, Hoedspruit, Limpopo, South Africa.


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Birds by jpvideira

Lilac-breasted Roller; Rolieiro de peito lilás (Coracias caudatus)

Ndzaka Tented Camp, Manyeleti Game Reserve, Hoedspruit, Limpopo, South Africa

02/02/2020