Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Father

Foto por Dasa. The World.

O carinho,

A esperteza,

A inocência

E pai deles todos.

jpv


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Perguntas Difíceis

What’s something you do completely differently from how you were raised?

jpv


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A Quintinha da Bé

Foto por jpv. Bé.

Bom ao pé de Ourém, ali numa localidade que se chama Zambujeiro, fica a Quintinha da Bé. É um local com uma vista desafogada para o Castelo de Ourém, e oferece muitas outras coisas, como por exemplo o seu estado de quietude, sob um alpendre que marca o lugar. A piscina, com particular bom gosto, convida a uns apetecíveis mergulhos.

visite o local em https://www.airbnb.co.in/rooms/1021719265431523577?source_impression_id=p3_1788698859_P3luoEZ3VdfM3CFy

jpv


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Um sabor especial

Foto por jpv. Pint.

Aqui, há uns cinco anos, mais coisa, menos coisa, fiz uma visita ao meu filho. Na altura, morava em Newcastle. Para minha surpresa, o velho devia saber tudo, o Iago apresentou-me à maravilhosa IPA. Fresquinha. A sair de uma torneira de mil sabores. Havia um sabor floral, que lembrava o Norte, havia um sabor frutado, que me lembrava o Sul, e entre estes sabores tudo o resto me lembrava histórias, escritas e por escrever. O Indian Pale Ale trouxe-me e levou-me por mil andanças. Até que, por fim, comecei a encontrá-lo por Portugal, quanto mais sabores e odores melhor. Hoje, foi dia de experimentar o IPA da Craft Brewing da Irlanda. E fui levado por não sei onde, não me encontrei, mas recomendo.

jpv


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A lápis

Foto por jpv. Lápis.

Escrevo este conteúdo a lápis. De um lápis que tem memória. Que voltará ao papel quando for para dizer que estava só a escrever a lápis para o produto final surgisse melhor. Escrevo este conteúdo e espero. Mas não me posso demorar. A lápis continuamos todos. Como li uma vez numa chopela, Lápis de Deus não tem borracha.

jpv


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Plano de Resiliência e Chuva

Foto por jpv. Kristin.

O plano de resiliência está muito longe de ter acabado. Ainda há pessoas onde a água da chuva entra em casa avonde. Ainda há armazéns que não viram um único trabalhador entrar para começar o trabalho. Ainda há estradas onde passamos e a memória da força destrutiva continua. Ainda há…

Claro que a mão-de-obra foi insuficiente, e os recursos também. Mas passados sete meses depois da passagem do Kristin ainda temos corações que olham para o espaço onde vivem e só lhes resta chorar. Esse stress pós-traumático tem um preço. As memórias das pessoas que se recusam a viver no mesmo local tem uma importância.

Ora, conviver com estas pessoas e ao mesmo tempo ouvir, nas notícias, que o Plano de Recuperação e Resiliência – Recuperar Portugal, muito antes traçado, donde poderiam chegar mão-de-obra, recursos e dinheiro, ouvir os políticos dizer, como se fosse fácil, “Basta enviar um papel e já está!”, ouvir também que o PRR chegou ao fim com assinaláveis resultados, é de quem anda muito distraído, muito longe da verdade.

Leiria existe, sim, mas às vezes parece esquecida.

jpv


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Ano letivo 26/27

É um novo começo. Há 36 anos que tem sido assim. Contam-se desde outubro de 2023 de outra forma. Com mais calma. Com a esperança de que cada dia seja uma vitória.

Ontem, fiz o caminho que tão bem conheço. E assinei o retorno. 36 papéis a dizer que retornei.

Mais um.

jpv


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Dolly Parton

Foto por Ron Davis/Getty Images. Dolly Parton

“It takes a lot of money to look this cheap.”

D.P.


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A mai’ linda

Foto por jpv. A mai’ linda

O salão de chá, A mai’ linda é um espaço muito simpático, com muito gosto em agradar e todos os bolos são caseiros, assim como o chá frio de frutos vermelhos.

Quer a dona, quer as empregadas são de uma simpatia extrema e fazem-nos sentir em casa.

É em Leiria, claro, ali bem junto à moagem, agora convertido em espaço de apartamentos.

Fica a nota.

jpv


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Gaivotas em terra

Foto por jpv. Gaivotas.

Não há tempestade

No mar,

Menos ainda

Daquelas que trazem

Chuviscos, cargas de água,

Monstros marinhos,

E dragões.

Pode haver

Uma ou outra

Alteração,

Mas o que fora isso

Quando comparado

A uma tempestade.

Aqui, as gaivotas são mansas,

E voam no ar

Quando sentem peixes no chão,

Quando lhes parece

Que há retomas dos peixeiros,

Como havia

Há quinhentos

Anos atrás.

Hoje voam

Como voaram

Uns dias

Uma dança

Ensalganhada,

Ensanguentada,

O pão louvado

Lhes dêem hoje.

Ámen.

Não tem nada a ver

Com as tempestades

No mar,

Ou em terra,

Ou na minha

Cabeça.

jpv