Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Decreto-Lei

Decreto-Lei

Lá longe,
Onde os homens se escondem
Do que são
No labirinto das palavras,
Dizes-me que amar tem regras.

E é esse dizer que me entristece.
A mim basta-me o azul
Que te basta a ti.
A mim sobra-me o amor, a paixão e o desejo
Como se fosse hoje.
E disto sei pouco
Mas sei que não carece de despacho,
Nem decreto-lei.
É o terreno de amar
E isso é só o que sei!

jpv


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OGE 2011

E pode-se continuar a pensar ou também vai pagar imposto?


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Quase

Quase

Quase tudo.
Quase tu.
Quase a um passo,
E a passada por dar.
Quase uma rajada
Violenta e
Quase negada
A visão.
Quase a sintonia,
Quase a perdição.
Quase o poder
De ter
Quase o mundo na mão.
Quase as palavras certas,
Quase a ruptura pelo verbo,
Quase na noite desperta
O morrer da intenção.
E agora, quase homem, quase morto,
Habito só e abandonado
A penumbra deste corpo.

Quase força, quase energia,
Seria quase coragem,
Não fosse cobardia!

jpv


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The fall of an angel

The fall of an angel

Tudo
Se desprende.
Todas as ideias morrem.
Todas as esperanças fenecem.
Todos os gestos acontecem.
E tu.
Também.

Ainda me lembro dos teus beijos
Quando mos querias dar.
Ainda ouço as palavras que usavas
E não eram para me matar.
Ainda me lembro do teu olhar
Quando acreditava em mim.
Tudo
Se desprende.

jpv


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Mas há dúvidas?

Como diz o anúncio… “Depois do mal estar feito…”
Cada um que encontre o seu! Eu ando à procura do meu!!!
O pior é se é preciso Guronsan para o Guronsan!


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Em cima da hora – almoço de família

A Ana e o Gabriel organizaram para nós e, diga-se, ofereceram um excelente almoço em família. Para além de uma extraordinária refeição, muito bem comida e bebida, tivemos a oportunidade de invocar os nossos avós.

As nossas mães, irmãos, e as gerações mais novas representadas pelo Iago e pelo Luís Miguel estiveram neste domingo feito celebração da família.
Tirando o facto de alguns meninos não se terem conservado sóbrios até ao fim, tudo correu 5 estrelas.
Acho, por vezes, que aquilo que define uma família não é tanto o que cada um de nós consegue ser individualmente mas antes os momentos que conseguimos construir juntos. E, hoje, estivemos juntos e estivemos vivendo a família que somos.
Acho que viver é isso mesmo, coleccionar momentos e vivências.
Aqui ficam alguns testemunhos do dia:





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Sorrow

hoje não dá para sentir mais nada… só lástima!


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Momento Feliz – 2

Afinal, o tipo das imperiais também lá estava. Foi preciso a Elsa ter levado a máquina e ter-se lembrado de enviar a foto. Tudo isto depois de termos incomodado um simpático transeunte: “Olhe, facha vôr, importa-se de tirar aqui uma foto?!”

E plim. Já está.


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Momento Feliz

Em cima da esq. p/ a dir.: David, Maria João, Maria José, Cristina, António, Teresa, Isabel, Clara, Belinha e Fátima
Em Baixo da esq. p/ a dir.: Elsa, Dulce, Cristina, Céu, Teresa e Helena.

Quinze educadores, um professor do 1º CEB, um professor do Secundário. Dezasseis formandos e um formador. Três homens e catorze mulheres!

Tardes de Julho em trabalho, em partilha, em cooperação, com dificuldades e com vitórias, com computadores mais “absorventes” que outros mas todos com a mesma energia e a mesma cumplicidade. A de sermos professores e educadores.

Trabalhámos a sério, hesitámos, superámos e no fim fomos ao Canelas aos morfes. Fica a foto de grupo. Com os nomes de todos!!! Só lá falta o “stôr” mas esse tipo ainda devia estar nas imperiais!!!

Um abraço e um obrigado a todos.

João Paulo


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Contos da Casa

Há pouco dias conheci uma educadora de infância, de seu nome Cristina Becho, que transpirava naturalidade e genuinidade. Pareceu-me daquelas pessoas que já não tem idade nem paciência para máscaras, fingimentos ou fretes. Tem uma coragem descarada na forma como encara a vida e o que esta tem para dar-lhe. Na circunstância em que a conheci, numa acção de formação, pareceu-me pessoa de palavras francas e pouco demoradas no apresentar do que pensa ou sente. E, mesmo à portinha da alma, vi-lhe meninos conversadeiros no olhar. Ou me enganava muito, ou aquela pessoa era de boas e longas conversas. Não me enganei.

Soube, pouco depois, que publicara um livro chamado Contos da Casa através da Chiado Editora. Como estava a vendê-los, vicissitudes dos autores do Séc. XXI, decidi comprar-lhe um. E aconteceu-me, então, algo que não me acontecia há muito tempo. Eu sou um leitor demorado, que volta atrás, relê, quer compreender bem e se compraz no deleite da leitura. Por isso mesmo, qualquer livro me leva semanas a terminar. Já não me lembro quando li um livro de um fôlego só. E foi isso que me aconteceu com Contos da Casa. Comecei num conto ao acaso lá para as páginas do meio, “A Louca”, terminei-o. Vim ao início e num fôlego de uma noite e uma madrugada consecutivas li o livro.

Tem uma profundidade no sentir, uma sensibilidade sensorialista, uma vida em voragem vertiginosa de personagens, cenários e situações, tem verdade e é genuíno como genuína me parecera a mulher que o escreveu. A sua escrita não se perde em rendilhados, é fluida, assim como quem vive e ler os contos de Cristina Becho é viver a vida com ela, pela mão dela. E, ao jeito dos contadores de histórias portugueses, tem seus mistérios e suas excentricidades. Tudo na medida certa. Quando terminei tive pena que tivesse acabado. Apetecia-me ficar por ali a viver um bocadinho mais com aquelas personagens, naqueles locais.
Obrigado, Cristina.

João Paulo