Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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O Tempo das Flores

O Tempo das Flores

Nasce o dia perfumado
Por um doce aroma a flores,
Como uma tela pintado
De muitas e diversas cores.
Andam lilases esvoaçando
E tons quentes também,
Andam os deuses brincando
Com o tempo que a gente tem.
Jorram doces líquidos no sabor
E erguem-se taças em comunhão,
Há corpos afogados em suor
Rolando sensuais pelo chão.
E há trocas e oferendas
A marcar o compasso da vida,
Invocam-se teorias e lendas
Para encontrar a fé perdida.
E fica no ar o prazer
De um amor cego e louco,
Para tanto que há a fazer
Todo o tempo de uma vida é pouco!

jpv


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Fidelity

Regina Spektor é uma jovem cantora de voz doce e límpida que nos merece alguma atenção. Esta canção, “Fidelity”, faz parte da banda sonora de um interessante filme de 2010, “Love and Other Drugs”. Para que não vos falte nada:


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Que bem que eles se entendem!

JJ – Fica ali ao pé das Finanças.
VM – Não! Fica ali… ao pé das Finanças!

Palavras para quê?
JJ e VM sobre a localização da
Taberna do Quinzena em Santarém.
Como não estavam de acordo
quanto à localização,
disseram o que se transcreveu!!!


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Da Mudança

O que é fantástico, entre os humanos, é que todas as raparigas tatuadas, com piercings e um hamster no ombro, foram, um dia, a menina linda da sua mãe.
jpv


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Sons

Se esta música não te fizer sentir nada, tens um problema para resolver.


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Galope

Galope

Ei, miúda da face luminosa,
Tu que passas amiúde
Pela minha prosa,
Vem adoçar-me os dias
Das fogosas correrias
De um tempo não vencido.
Vem dizer-me ao ouvido
Que tudo ficará bem.
Vem dizer-me também,
Sem qualquer sentido perverso,
Que saltas da prosa
Ao verso
E navegas nas ondas da minha poesia,
Enfrentas esse difuso tempo de maresia
Só por quereres sussurrar-me
Os mistérios de amar.
Essas cavalgadas do coração,
Em trote compassado,
Em galope de emoção.
E eu fico ouvindo a tua narrativa,
Invoco sabedoria primitiva
De ouvir com o bater do peito
E o mundo não precisa de mais nada.
Fica perfeito.

jpv


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SOL

Sol

Glória ao sol
E aos horizontes que abre,
Às mentes que acaricia,
Aos corpos que aquece.
Gloria ao Sol
Por mais um dia
De esplendor
Que a Vida acontece!

jpv


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Olhar D’Água

Olhar D’Água

Entre o tudo e o nada,
Entre a noite e a alvorada,
Entre a morte escura
E a vida esperançada,
Entre a imobilidade
E o perpétuo movimento,
Entre a companhia
E o isolamento,
Há uma fronteira de água.
Só!
E é nessa linha
Difusa
Que se desenha
O perfil da musa
Que me veio resgatar.

É a indefinível
Fronteira
Do seu olhar.

jpv


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O Clã do Comboio – Facebook

Facebook
Na passada sexta-feira só consegui sair do trabalho às 21:15h. O comboio a apanhar era o regional das 21:48h. O problemas dos regionais é o tempo que demoram. Apanhando esse, só mesmo junto à meia noite conseguiria estar em casa.
O trabalho correu bem, mas foi muito intenso e exigente, daí a demora. Ora, o cansaço era tanto que nem conseguia dormir. Ao meu lado, uma moça alta e bonita, igualmente exausta, de tal forma que estendeu as pernas e colocou os pés em cima do banco da frente. Eu imitei-a. Foi o nosso pequeno pecado de descansar. Não deu para conversarmos, não havia disposição nem energia para tanto. À nossa frente, uma moça muito atlética, com um fato-de-treino preto de licra colado ao corpo magro e musculado, umas sapatilhas de corrida, o cabelo comprido, castanho, apanhado num rabo de cavalo. A criar uma nota de diferença tinha umas longas unhas pintadas de encarnado.
Foi então que me lembrei que o meu telemóvel tinha acesso à net. Lembrei-me de aceder ao Facebook e usá-lo para o que, efectivamente, foi criado. Escrevi “Estou aqui. Está aí alguém?” Normalmente só uso o Facebook para divulgar o blogue. Nunca tinha participado em jogos, nem nunca tinha usado o meu “estado” ou o meu “mural” para dizer onde estava ou que estava a fazer. Foi a primeira vez. E foi fantástico.
De imediato, uma série de amigos e a minha mana, que estavam online, começaram a conversar comigo, a fazer-me negaças com o que estavam a comer, a dizer umas quantas piadas e a terrível hora e quarenta que tinha pela frente passou-se quase sem dar por isso. Não sei se foi para isso que criaram o Facebook. Já li algures que sim. O certo é que ontem foi fantástico ter essa companhia. E foi igualmente fantástico perceber e sentir a solidariedade e a humanidade dos meus amigos. Foi uma espécie de “O Outro Clã do Comboio”, aquele que não vai na carruagem, mas nos ajuda a suportar esse tempo, para além do cansaço e da fome e do sono…
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O Clã do Comboio – O Picas Veio ao Blogue


O Picas Veio ao Blogue
Caros amigos, esta não é uma história do Clã do Comboio. Trata-se de um mero apontamento.

A determinada altura dedicámos uma história ao “Picas”, o senhor revisor.

Foi a história número 24 e chamou-se mesmo “O Picas”.

Acontece que um dia destes, o “Picas” veio ao blogue e deixou um cometário. Como está muito interessante e o post foi há tanto tempo que já não está facilmente visível, resolvi fazer este apontamento para que soubéssemos todos o que o “Picas” pensa do que nós pensamos dele!

Ou seja, os níveis de interacção do Clã do Comboio transbordam para outras e interessantes esferas. Agora também os nossos amigos “Picas” interagem connosco. Há coisas fantásticas não há?

Aqui fica o testemunho:

“E não é que somos tão bem retratados!?!
Bem… Não pertenço ao “especimens preferido” mas é bom saber que reparam em nós.
Pena é não ouvirmos resposta aos nossos “Bom dia!”.
Também nos sabe bem ouvir um cumprimento de vez em quando.
Descobri este blogue hoje e deliciei-me com o que li.
Um bem haja para vós “Clã do comboio”.
Nós, os profissionais do mesmo, agradecemos a vossa boa disposição (mesmo que não pareça).
Não suportamos é pés nos bancos nem música aos berros.
Boas viagens de comboio.
😉 “