Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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O Rating de Mails para a minha Irmã

Caros Amigos e Leitores,
Num mundo onde a Internet tem, cada vez mais, um peso e uma presença significativos na nossa vida, achei interessante saber como se posiciona mundialmente Mails para a minha Irmã.

Os dados não são meus, naturalmente. Fiz uma pesquisa e uma consulta a algumas empresas que estudam o fluxo de tráfego da Internet e cheguei às seguintes conclusões:

Segundo a
Netcraft Web Server Survey, em dezembro de 2010 havia 266,848,493 websites disponíveis e ativos.

Ora, destes mais de duzentos milhões, segundo a
Alexa – The Web Information Company, Mails para a minha Irmã ocupa o lugar 20,324,308.

Esta classificação é calculada pelo número de visitas, pela amplitude geográfica da localização dos visitantes e pelos websites de proveniência.

Resumindo, se houvesse 100 websites, nós estávamos nos dez primeiros!!!

Muito Obrigado! E voltem sempre!


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O Clã do Comboio – 1º Almoço do Clã do Comboio: O Evento.

1º Almoço do Clã do Comboio: O Evento.

Fantástico! Fabuloso! Como disse o Escritor no seu breve e interrompido discurso: o ser humano no seu melhor!

O dia amanheceu fresco, mas brilhante de luz. E o azul do Tejo largo e tranquilo ganhou uma outra dimensão. A dimensão da capacidade dos homens se mobilizarem em nome da união e da solidariedade. Fomos chegando aos poucos, cumprimentos e abraços e apresentações dos cônjuges e amigos que, não sendo viajantes diários do interregional das 7:18, quiseram vir conhecer o Clã do Comboio. Alguns elementos do Clã que haviam dito não poder estar no almoço, surpreenderam-nos com a sua presença e, em vez de 16, fomos 18 à mesa mais três crianças. A sombra dos choupos entrecortada por breves raios de sol criou um ambiente ameno e idílico para o almoço. E, registe-se, o 1º Almoço do Clã do Comboio foi ao ar livre, na Praia Fluvial do Alamal, em Belver. Fomo-nos sentando, entre sorrisos, graçolas e invocações de episódios de viagem, agora vistos à distância, com o Tejo por testemunha. Passou um comboio ao longe e fizemos uma festa. Levantámos os braços e dissemos aahhhh! A criança em nós também tinha vindo. Ainda bem que conseguimos manter essa sanidade da mente.

Apresentámos o Iago ao Iago e foi um momento único, o Iago de 21 anos empurrando o carrinho do Iago de 5 meses e meio. O Senhor da Mala Térmica apareceu para nossa agradável surpresa e trouxe com ele… o quê… a Mala Térmica! E dentro dela um delicioso bolo e duas garrafas de champanhe. Mais abraços e risos se trocaram. As roupas eram menos formais, mas isso não interessa muito. Já todos nos conhecemos bem. A Mamã das Duas Crianças em vez de uma, trouxe mesmo as duas crianças e uma delas, o António, tentou comer a areia toda da praia. A Rapariga do Riso Fácil trouxe o mano e a afilhada do VM e o seu momento alto foi quando agarrou na bandeja de servir e andou distribuindo cafés por toda a gente. Venha a crise que a Rapariga do Riso Fácil está sempre safa! O Rapaz do Fato Cinzento fez-nos uma surpresa memorável: trouxe um bolo com o nosso comboio desenhado. Hoje substituí a habitual imagem do comboio que coloco nestas histórias por uma foto do bolo que ele trouxe. Era preciso eternizar o gesto dele. O RB apresentou-nos o seu pequeno mundo de afetos: o Iago e a mulher dele que se integrou muito bem. O VM apresentou a sua paixão de uma vida. É indisfarçável a ternura que nutrem um pelo outro. E esse, é o único ouro da vida! É simpática e pequenina, a mulher do VM. Tão pequenina que da próxima vez ele vai trazê-la num daqueles marsupiais de transportar os bebés! A PL, além do marido, trouxe amigos que nos quiseram conhecer e todos perceberam que era fácil conviver com o Clã: basta sorrir ao milagre da vida! A PL trazia um sorriso iluminado e o entusiasmo na voz. A Senhora da Revista de Culinária trouxe… o que é que ela trouxe? A maior máquina fotográfica do almoço. E acho que nos apanhou em poses comprometedoras. Vou vigiar o Facebook dela nos próximos dias!
Depois das entradas, comemos Lúcio-Perca (grelhado) e Sável (frito) pescados no Tejo. Acompanharam muito bem com açorda de ovas e salada de alface e tomate. Bebeu-se tinto e branco e brindou-se ao tempo passado e ao que está para vir, brindou-se aos que estavam e aos que não puderam vir. Relembrámos os nossos amigos de viagem. Atacámos os bolos e fizemos uma foto de grupo que pedi para publicar. Houve um artista que não autorizou, mas eu desrespeitei-o… hahaha…
Se eu quisesse escolher uma palavra para condensar nela o espírito que atravessou todo o almoço, eu diria sintonia. Foi uma refeição muito agradável, sempre atravessada pelo humor, pelas histórias partilhadas, por olhares brilhantes, por sorrisos abertos, gargalhadas cristalinas. Houve um claro clima de tranquilidade e leveza que transportou o 1º Almoço do Clã do Comboio para a esfera do ser humano no seu melhor. Isto, em si, é já valioso, mas num tempo em que tantas vezes se vê o ser humano no seu pior, adquire uma dimensão maior.
E veio a altura do passeio a pé. O Clã do Comboio e amigos percorreu um passadiço de madeira construído ao longo do rio. Tem cerca de 3km de comprido. Ou seja, andámos 6km para ir e vir. O VM trouxe o António às cavalitas. O António entreteve-se a “penteá-lo”. O Rapaz do Fato Cinzento mostrou-se exímio com carros de bebés e levou e trouxe a pequena Inês. Com a ajuda do Escritor, claro. Estiveram quase a assumir a sua relação gay, mas contiveram-se. As conversas multiplicaram-se. O olhar da Rapariga do Riso Fácil espelhava o brilho do rio e o Senhor da Mala Térmica caminhava e pescava ao mesmo tempo. E a Senhora da Revista de Culinária… tirava fotos… ai, ai…
Por fim, mitigámos a sede com água fresca. Abrimos os braços e a voz e despedimo-nos com alegria usando uma expressão não combinada, mas que todos apadrinhámos: até segunda-feira!
É preciso agradecer à Rapariga do Riso Fácil a organização da parte do evento que disse respeito ao almoço. E é preciso agradecer cada gesto, cada frase, cada abraço, a todos os presentes.
Termino com uma frase que disse o Rapaz do fato Cinzento a meio do almoço: Conheci-vos há dois meses, que vivam muitos anos felizes!
Até segunda!
“O Espírito do Clã do Comboio”


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A Antologia do Piropo

O piropo é como todas as coisas: desrespeitoso e boçal, não tem piada nenhuma. Com imaginação e inofensivo, pode arrancar-nos um sorriso. Como todos sabemos, o inventor do piropo é o Técnico de Construção Civil, mais vulgarmente conhecido por trolha. Ora, eu tenho um amigo que defende que não podemos ignorar a existência do piropo por duas razões simples: a primeira é que habita em cada homem um trolha atravessando um andaime sem proteção com dois baldes de massa nas mãos e um cigarro meio fumado preso entre os dentes amarelos a sobressair da vermelhidão do rosto e do pescoço; a segunda é que habita em cada mulher uma jovem esbelta e curvilínea, de saia curta e salto alto que deixa escapar um meio-sorriso vitorioso quando é alvejada por um piropo criativo.

Eu acho que o meu amigo tem razão. Ainda que os exemplos dele sejam satíricos, no fundo, no fundo, as mulheres gostam de ver reconhecido o seu esforço para se parecerem melhor que as outras mulheres e os homens não se importam nada de fazer de juiz em semelhante concurso.

O problema do piropo é que anda por aí muito piropo criativo e interessante misturado com frases sem elegância nenhuma, nem piada alguma. É por isso que criámos este espaço: A Antologia do Piropo. A ideia é recolher os mais interessantes, inofensivos e engraçados dardos da linguagem trolheira atirados à femina graça enquanto passa.

Aceitam-se, pois, contribuições por e-mail para mailsparaaminhairma@gmail.com.

E, como não podia deixar de ser, abrimos as hostilidades com a primeira pérola dessa tão depreciada quanto interessante cultura: a cultura do piropo do trolha. Cá vai:

“Ó jóia, anda cá ao ourives!”


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O Clã do Comboio – Saudação!

Saudação!
Bom-Dia Humanos!
Nasceu o dia em que vai realizar-se o 1º Almoço do Clã do Comboio! Será, sem dúvida, um dia glorioso de partilhas e gargalhadas e cumplicidades. E aqui se fará pormenorizado relato do evento.
Menos de um ano depois dos primeiros contatos informais, das primeiras palavras trocadas, das primeiras conversas, o Clã do Comboio reúne-se em animado repasto para partilhar a sua humanidade e a sua alegria de viver. Sim, há problemas. Sim, afetam-nos a todos. Não, não nos resignaremos nem nos deixaremos abater. A nossa humanidade, a capacidade de partilha e a vontade de dar vivas à vida são maiores do que os problemas.
Seremos 16 à mesa mais duas criancinhas: a pequena Inês e o pequeno Iago. E talvez venha acontecer que, pela primeira vez na História de Portugal, haja um almoço com DOIS IAGOS à mesa. Não há como ignorar o poder resiliente deste Clã.
Uma saudação a todos os leitores e, em particular, a todos os trabalhadores que quotidianamente usam o comboio para chegar ao trabalho.
jpv


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A tua Alma. O meu Amor.

Ainda não tinha visto em ti o rasgo. Este rasgo. Conheço-te outras formas de excelência. Esta, mesmo diante dos olhos, passara-me sempre despercebida. Acontece que as obras de arte são o espelho dos seus autores. São fragmentos, estilhaços de sangue, de dor, de parto desconhecido, de dedicação, de amor vencido, de ternura, de perdição, de loucura, de lágrimas pelo chão, de risos inflamados, de momentos capturados. Talvez porque o tempo me deixou conhecer-te melhor a alma e os caminhos sinuosos que há nela, como em todas, hoje olhei para a tua obra e vi-te a ti. Não terá sido uma epifania. Antes uma revelação atrasada que espero não seja fora de tempo. Se soubesses como quero que a vida te sorria… se soubesses, como eu sei, que tens de participar nesse sorriso… se pudesse ensinar-te tudo o que adiei, todas as coisas que não semeei em nós, fá-lo-ia. Não há medida para o amor. Ainda bem. Se houvesse, não mediria tudo o que te amo e quero. Se precisares, pede-me a vida. Não a concebo sem ti. E se houver Deus, e se esse Deus que houver souber dos homens o que deles há para saber, levar-me-á primeiro. Isso é o que te amo. O valor da vida toda.


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A Simpatia no "Cais de Belém"

O dia 11 de setembro, cá em casa, é dia de diversos aniversários. O mais importante, sem dúvida, é o do filhote. Chamo-lhe filhote com aquela ternura dos pais babados e orgulhosos na sua prole, mas o tal filhote já fez 21…
Para assinalar a data, fomos dar um passeio pelos jardins de Belém e acabámos a almoçar no restaurante “Cais de Belém”, em pleno jardim. No final eu disse ao senhor:
– Por favor, se puder ser, acrescente o valor da chávena de café porque eu sou colecionador e gostaria de levá-la.
Era uma chávena da Segafredo, com um design interessante. Quando o senhor regressou, informou simpaticamente:
– Não vou colocar nada na conta. Aqui tem a chávena que pediu e uma vez que é colecionador ofereço-lhe também esta que tem o nosso símbolo.
E pronto, como a simpatia, às vezes, já vai escasseando, resolvi deixar nota da forma simpática como foi tratado o colecionador que há em mim… Já agora, têm chávenas giras?


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O Coração Está na Moda

Há momentos em que os criativos são impelidos pelas mesmas forças e pelas mesmas ideias. Tirei esta foto na estação do Metro de Stª Apolónia. Pelos vistos o coração está na moda e continua a inspirar a arte da publicidade. Quer a Vodafone, quer o Centrum, por razões diferentes, resolveram apelar ao coração dos portugueses. Ao coração… e à carteira!
[foto de péssima qualidade, tirada com o telemóvel e o Metro em movimento… pois.]


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Sugerido

Alicante

Une orange sur la table
Ta robe sur le tapis
Et toi dans mon lit
Doux présent du présent
Fraîcheur de la nuit
Chaleur de ma vie”

Jacques Prévert


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A Receção do Acordo

Independentemente da polémica que tem gerado, das muito debatidas problemáticas, das causas, das razões pro e contra, o acordo ortográfico entra em vigor em 1 de janeiro de 2012. No caso das escolas o começo é já no início do presente ano letivo.
Não sou um dos adeptos mais convictos do acordo, mas lei é lei.
Assim sendo, de hoje em diante os textos publicados em “Mails para a minha Irmã” passarão a ser escritos de acordo com a nova norma. Podem escapar-nos pormenores de redação e, se tal acontecer, todos os reparos são bem-vindos.
De resto, aqui fica uma ajudinha. Se quer começar a escrever respeitando o acordo ortográfico, passe os seus textos por um conversor. Quer o “lince”, disponível no portal da Língua Portuguesa, quer o da Porto Editora, me parecem eficazes:


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O Clã do Comboio – La Rentrée

La Rentrée


O Clã está ao rubro. Outra vez! As férias de uns, mais ou menos desencontradas, não abrandaram a convivência e a agitação destes companheiros de viagem. Houve actividades extra-curriculares. Quando regressei, no dia 1 de Setembro, fui logo informado de que o Rapaz do Fato Cinzento tinha levado a Rapariga do Riso Fácil e a PL ao Museu do Oriente e, dias depois, a jantar num simpático restaurante chinês. Neste segundo evento, a PL pisgou-se a meio do jantar. Só pode ter sido para não pagar a conta. Se pagou, então não faço ideia porque é que deixou os outros companheiros sozinhos… Uns dias depois foram comer sushi. Entretanto, o Escritor mais a sua Mulher e a sua Mana, sim a que dá nome ao blogue, foram almoçar peixinho grelhado ao Alamal com a Rapariga do Riso Fácil e seu Mano. Foi um dia precioso e memorável de que se guardam extraordinárias recordações. Claro que o facto do Mano da Mana e da Mana do Mano serem ambos solteiros é mera coincidência! E mais não digo. Sei que, alguns dias volvidos, a Rapariga do Riso Fácil e o Mano foram à Lousã, onde mora a Mana do Escritor e almoçaram com ela mais sua mãe. A coisa está engraçada.
No dia 5 de Setembro, primeira segunda-feira do mês, a CP teve o grandioso gesto de devolver as três carruagens que roubou ao Interregional das 7:18 em Junho. Isto devolveu ao Clã o seu espaço habitual. Algum conforto foi recuperado e, imagine-se, a Mulher Vampiro voltou. Foi uma alegria revê-la.
Entretanto, ultimam-se os preparativos para o 1º Almoço do Clã do Comboio que será algures num restaurante em Belver. Houve algumas alterações ao plano inicial, mas, sem dúvida, será um evento memorável! O sistema de inscrições está a funcionar muito bem, e está até a preparar-se um teatrinho! Nada menos que Shakespeare! Ah pois, a ser que seja logo em grande!
Mas, o que mais me fascina é que estão a regressar as conversas estimulantes e bem-dispostas. Hoje, o Rapaz do Fato Cinzento e o Escritor fizeram corar a Rapariga com Brinco de Pérola, em francês (!), e conhecemos uma senhora a que chamámos Isabel mesmo sem saber o nome dela. Ela ficou triste por não ser passageira frequente, mas nós achamos que ela vai mudar de vida por nossa causa!
Entretanto, o JJ anda a tentar vender Bimbis a todo o Clã. Que eu visse, já marcou uma mão cheia de demonstrações. Ele é Bimbiodependente. Acho que se levanta a meio da noite e vai fazer uma receita de chu-chu com que estava a sonhar. O vício é tal que já tem duas Bimbis. O VM vai retomando a sua veia humorística, mas, hoje, o verdadeiro herói foi o Américo. O nome dele não é Américo, mas nós chamamos-lhe Américo porque… sei lá, porque nos apetece. É uma longa história: um dia enganei-me, chamei-lhe Américo em vez do nome dele e depois ficou assim para todo o sempre. No Clã, claro. Estávamos a falar da Bimbi e do advento das tecnologias e do facto delas também falharem e vai o Américo e diz:
– Ai falham, falham! Um dia destes estava numa dessas portagens automáticas e ela só me dizia naquele tom artificial, Cartão mal introduzido. Foi então que surgiu uma voz de uma senhora que se apresentou como supervisora e ordenou, Dobre-o um bocadinho, introduza-o e retire-o de uma só vez!
Gargalhada geral. A Senhora da Revista de Culinária, que tem uma blusa toda gira com um laçarote no ombro que o VM quer desapertar para ver se lhe calha um cadeau ou um gâteau, foi às lágrimas com a história do retire-o de uma só vez. A Isabel, que não nos conhece de lado nenhum e não sabia que se chamava Isabel, não conseguiu esconder o riso e daí até ao Oriente foi um não mais acabar de contribuições voluntárias para a boa-disposição geral.
Meu Deus, as saudades que eu já tinha do trabalho! Se eu podia viver sem o Clã do Comboio? Poder, podia…
PS: a rentrée trouxe um novo e fantástico elemento ao Clã do Comboio: a Miss América. Será apresentada em breve. Promete…