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The Dark Sweet Cherry Bunch
The Dark Sweet Cherry Bunch
La poésie et le poète

La poésie et le poète
Elles passent
Toutes à la fois
Et aucune
T’amène près de moi.
Elles passent…
Laisse-les passer.
Tant qu’elles passent
Je vis pour t’aimer.
Elles passent
Et je ne sais pourquoi.
Tant qu’elles passent
Point je ne te vois.
Je te touche
Avec un mot,
Avec mes mains.
Je t’attends pendant la nuit
Jusqu’au sourire du matin.
Mais tu n’es pas là
Et ça ne me suffit,
Je te voudrais dans mes bras,
Mes mains…
Mon lit.
L’histoire n’est point complète.
Il faut encore dire
Que toi… tu es la poésie
Et moi, je suis le poète.
Il faut dire que je t’accueille
Dans mon cœur.
Ça, c’est sûr,
Je t’étreins dans mon âme.
Ça, c’est l’amour.
jpv
Quotation of Memory
De Porto em Porto – Outra vez Munique
20 de maio – Aeroporto de Munique – 15:33
Where the Secret Lies
Sabemos conversar em silêncio e na escuridão dos corpos

Sabemos conversar em silêncio e na escuridão dos corpos
Sabemos conversar
Em silêncio e na escuridão dos corpos.
No terreno dos afetos fundos
Onde as palavras não são precisas.
Onde te procuro com as mãos abertas e ávidas
E por baixo de mim contorces e deslizas.
Onde arqueias um grito,
Onde tudo é simples, suave e…
Bonito!
Onde o suor escorre
E nos banha
Nessa batalha sempre perdida,
Sempre ganha.
Não é uma conversa:
É um colóquio,
Uma conferência,
Uma aula em anfiteatro,
Um congresso,
De forças e excesso.
Sabemos conversar
Em silêncio e na escuridão dos corpos.
E em cada palavra por dizer
Há um gesto que se multiplica
Num verso por escrever.
Nessa coisa intensa e bonita
Que é ter-te sob mim,
Conquistar-te o espaço,
Olhar-te os olhos,
Rasgar-te a carne com doçura
Deixar-me tomar pela tua loucura
E ser feliz.
E infeliz.
Nunca nenhuma conversa se completa.
Habita em nós dois
Um só louco e insano poeta
Da escuridão,
Das palavras desenhadas com ânsia
E apetite voraz.
Ninguém sabe
Nem é capaz
De perceber esta doce
E suave poesia.
Esta tristeza,
Esta alegria…
Sabemos conversar
Em silêncio e na escuridão dos corpos.
jpv
Ode à Esperança!
Ode à Esperança!
Vieste rápida e fulminante
E percebi, nesse exato
E preciso instante,
Que vinhas para cortar.
Sulcar a pele da alma.
Atraiçoar uma curva do sentimento.
E foi nesse preciso momento
Que te sorri.
E quando eu te sorri,
Começaste a cair.
Desboroaste as ideias
Até ficarem impercetíveis
E morreste emaranhada nas teias
Pegajosas
E perecíveis
Do teu labor
Insidioso.
Não vais longe.
Não é que não pudesses.
Mas ficas presa
Às tramas que tu mesma teces…
Adeus, esperança,
Adeus.
Por via dos teus erros
E dos meus
Termina aqui a nossa dança.
E enquanto ficas
Tentando perceber o que se passou
Agarro na vida e vou.
E vês-me!
E pensas que ainda sou eu.
Mas eu já lá não estou.
E esse pó que te ofusca
Pelo caminho que agora reconheces nefasto.
Não é nada, esperança, não é nada.
É só a nuvem gloriosa de meu rasto!
jpv
Agricultura
Agricultura
Sabes, estou tranquilo.
É por isso que incomodas.
Sim, não vou em tendências.
Vais mais em exigências…
Sim, gosto do espontâneo, do profundo e do rigoroso!
És um teimoso.
Tenho fé.
Morrerás de pé. E desiludido.
Eu sei, mas será minha a desilusão.
Lá estás tu. Nunca te disseram que ter cabeça é uma desvantagem?
E eu com isso? Pago o que como. Não gosto da pilhagem!
És um tirano das ideias e dos atos.
Sim, tens razão, a convicção é uma tirania. E um luxo!
Estás condenado. Falta-te jogo de cintura.
Enganas-te! Serei livre enquanto houver uma palavra pura.
E que farás com a mágica palavra?
Atirá-la-ei ao vento e aos homens como quem lavra!
jpv



