Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Citação da Disposição

winstonchurchill

“Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.”

Winston Churchill


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O Clã do Comboio – As Teorias da ZC

Que será feito da ZC? Esta senhora tinha um futuro tão promissor…

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As Teorias da ZC

Inicialmente, quando conheci a ZC, não tinha em mente escrever um texto. A ideia era só fazer duas ou três citações dela e juntar uma imagem a cada uma como é costume aqui do blogue. Acontece que as frases, as ideias e as teorias da ZC foram tantas e tão interessantes que decidi dedicar-lhe um pouco mais de atenção e escrever um texto.
Apanhou o interregional das 7:18 e sentou-se quase de frente para mim. Ficou junto às pessoas do Clã do Comboio. Tinha cerca de trinta anos, trazia um vestido curto de fundo branco e motivos florais, sapato alto, bem maquilhada, óculos de sol redondos e grandes, o cabelo em tom de amêndoa arredondado por cima do ombro e meias de vidro a evidenciar a linha das pernas. Era, definitivamente, uma mulher atraente e elegante. Eu ia a escrever e seguíamos todos em silêncio. Quando…

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O Clã do Comboio – 4 Sogras e 1 Velho

Um texto com mais de três anos que ainda me faz sorrir!

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4 Sogras e 1 Velho

O dia fora intenso. Eu estava exausto. Regressei num comboio tardio. Regional. Pedi a Deus que não tivesse companhia ou que, a ter, fosse silenciosa. De preferência, que evitasse sentar ao pé de mim faladores como eu ou gente ao telemóvel com a vida a ficar-se toda a saber de ponta a ponta da carruagem. Deus anda com problemas de audição. Não me ouviu. Mas isso eu compreendo. Só acho que não era necessário mandar-me 4 sogras e 1 velho.

Entrei em Sta Apolónia e sentei-me numa zona de seis lugares, três frente a frente. Primeiro entrou a sogra pacata. Sentou-se à minha frente em silêncio. Era baixinha, cabelo arranjado e óculos de lente fumada com aros amarelos. Depois entrou a sogra esperta e sentenciosa. Cabelo curto, mas farto, puxado para trás e preso com uma bandolete. Óculos retangulares, casaco verde. Com ela vinha um velhote…

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Novidades que Envolvem Jesus e Vitória…

Muito mais fantástico do que o Jasus assinar pelo Sportem, muito mais interessante do queo Vitória assinar pelo Glorioso, é a grande notícia editorial do ano: João Paulo Videira e Chiado Editora renovam contrato e desta vez vão estar juntos numa dobradinha… é verdade, a maior editora portuguesa e o autor têm uma dupla novidade editorial a anunciar em breve.

Em breve estaremos em condições de vos apresentar em pormenor a dupla publicação que se aproxima.

Para já, as fotos da sequência: 1) “Vamos a isto! 2) “Já ’tá!” 3) “Ó aqui tão lindo!” Momentos gentilmente captados pelo companheiro de aventura africana, Armindo Bernardo.

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“De Negro Vestida” na Feira do Livro de Lisboa

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De Negro Vestida presente na Feira do Livro de Lisboa! Acho que nem faziam a feira sem este romance!

É uma comoção vermos as nossas palavras à mercê dos outros. Dos leitores!

Agradeço ao Luís Ramalheira a gentileza e a generosidade de ter feito e cedido a foto. É que, estando eu em Maputo, fico privado destes eventos…

Vamos ler este livro?
João Paulo Videira


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Ao de Leve

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Ao de Leve

Quando me tocaste
Assim, ao de leve,
Assim como quem tenteia e atreve,
Suspendeste minh’alma.
E por um fugaz segundo,
E breve,
Julguei ser tudo possível de novo.
Esse gesto inconsequente
Traz-me suspenso
Dos dias.
Traz-me perdido e ausente
De mim.
Mergulhado em sonhos e fantasias
Como quem renasce
E vive outra vez.
Como quem morre e se reúne
Como coisa que se não desune
Nem desliga
Do entusiasmo
E da volúpia.
Arranhaste-me a imaginação,
Deste culpa ao meu perdão,
Açúcar ao meu vinho ébrio,
Fogo à minha lenha…
E assim, como quem desenha
Ilusões e esperança
Tocaste ao de leve
E retomámos a dança
Da sedução.
Dois corpos vencidos,
Um do outro,
Jazem pelo chão…
Dos afetos.
Não foi fulgor,
Pequena chama acesa,
Suave e dócil empresa
A tentar-me os sentidos…

E como vieste,
Te fizeste distância
E frio
De um sorriso
Esvanecido.
De nós,
Só já existo eu
E a ideia de ti.
Tu foste viver
Outras vidas.
Eu…
Morri.
E nada disto é trágico
Nem doloroso.
Foi só uma chama,
Um roçar de pele
Em instante fugaz e breve.
A tua mão em mim
Tocando ao de leve.

jpv


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Novidades…

Pois, MPMI ainda não pode dar pormenores, mas temos para breve notícias fresquinhas! Ah pois é!


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Quando já há boa poesia…

… não faz muito sentido escrever mais.

Adoro poesia. Adoro escrever poesia. Nem me interessa muito se é boa ou má. Não a meço assim. Interessa-me o prazer que tenho nisso.

Contudo, hoje senti-me pequenino quando tropecei num poema antigo, quase com trinta anos, dos Proclaimers. É duma simplicidade tremenda e, contudo, no que respeita àquele tema, não há muito mais a dizer.

E foi por isso que decidi partilhar convosco o poema e a canção que nasceu dele.

“I’m Gonna Be (500 miles)”, The Proclaimers.

When I wake up,
Well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who wakes up next to you,
When I go out,
Well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who goes along with you,
If I get drunk,
Well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who gets drunk next to you.
And if I haver, yeah I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who’s havering to you.

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door.

When I’m working,
Yes I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who’s working hard for you, (shake a ka)
And when the money,
Comes in for the work I do
I’ll pass almost every penny on to you
When I come home,
I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who comes back home to you
And when I grow old,
Well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who’s growing old with you.

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles,
To fall down at your door.

When I’m lonely, well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who’s lonely without you
When I’m dreaming, well I know I’m gonna dream
I’m gonna dream about the time when I’m with you
When I go out (when I go out), well I know I’m gonna be
I’m gonna be the man who goes along with you.

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door.


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Motorcycle Chronicles – The Flight

Esta história tem uma história. Poucos dias depois de a ter publicado pela primeira vez, acusaram-me de ser imoral por tê-la escrito! Será?!

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The Flight

Dizem que, quando morremos, deixamos cá tudo, dizem que a morte é o fim de todas as coisas e há também quem diga que há vida para além da morte. Esta história não vai dizer nada disso. Vai dizer, só, que há casos em que a vida e a morte são um contínuo. Uma só e a mesma coisa.

Cartwright desliza a uma velocidade considerável na sua moto de alta potência. Vai engolindo o asfalto da serra propositadamente sem capacete. Agarrada a ele, fazendo no seu tronco toda a força que consegue com o anel dos seus braços, Judy sorve o ar fresco da manhã e cai-lhe uma lágrima porque também não usa capacete. Quando Cartwright chega ao miradouro, no cimo da serra, faz duas reduções com a caixa de velocidades, sai para o terreiro que serve de escapatória, é terra batida, trava, faz meio peão e quando…

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ErotiKa – Eduardo

Um texto erótico e antigo sobre surpresas na vida e na cama!

Divirtam-se! Hi hi hi hi…

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AVISO
Esta publicação contém um texto de teor erótico. Se se sente ofendido com textos, imagens ou quaisquer conteúdos sobre erotismo e sexualidade por favor não prossiga.
Do mesmo modo, o conteúdo desta publicação só pode ser acedido por pessoas maiores de 18 anos.
Assim, caso prossiga com a leitura, o utilizador fá-lo por vontade própria e assume ter idade para aceder aos conteúdos.
Obrigado
jpv
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Eduardo

Há quem defenda, e eu aceito, pelo menos em parte, a teoria de que o erotismo e o sexo estão, antes de mais, na cabeça.

A história que vai contar-se não pretende provar a teoria, será tão-só um reflexo dela. Quanto ao resto, caberá a cada um de vós fazer as projeções, regressivas ou progressivas, consoante os casos.

O casal é jovem. Sendo jovem, não é recém-casado. São pessoas nos seus trinta e poucos anos que levam sete de casamento. Eu não acredito…

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