Esses símbolos De dor, De sacrifício, De morte, Têm de unir-se Sob pena De ninguém os reconhecer. Os homens têm de unir-se Os homens têm de falar A sua linguagem de amar. Só essa.
Há cores Amadeiradas Que deixam o sangue para trás. E fica Marcado na pele O símbolo do pecado. Disciplinas de carne. O sangue corre límpido. A fé pura Não a fé Dos que dizem ter fé. Pura. Silenciosa. A cruz Quando o nome dela Ainda se ouvia No ar. A cruz Antes dos pecados todos Antes de lhe terem prometido O que não cumpriram. A cruz Antes ser cruz Era só um madeiro.
Amanhã foi ontem. E, a estrela de David, Antes de ser sua, Fora de outros, já. Foi selo de Salomão. Em uma perspetiva, Ou noutra, Jorrou-se o sangue Da plebe Em coisas divinas. Que eu sou do meu amado Pelo sangue, E ou meu amado seja meu Pelo sangue.
E os do quarto-crescente Embalando a estrela De cinco pontas. Sangue. Essa lua, virada ao céu, Pois está cá em baixo. Sangue. E essa estrela Que representa uma outra fé, Ou a mesma, Que ceifa a vida Ou a dá. Quantos já juraram Por ela, Quantos morreram E quantos foram sacrificados, Quantos? Sangue.
A fé Não define as práticas Dos humanos. Bebido já O sangue, Comidas as tâmaras, Enrolado o pão ázimo, É hora de empunhar as armas, Já.