
Estamos, para sempre, doentes.
Não vale a pena lutar contra isto. Não vai valer a pena. Vale mais afirmar-se pelo que se é capaz de fazer, do que tentar provar que não está doente. Uma vítima de AVC é para sempre um doente. Ele pode fazer o pino, tocar piano, enquanto joga a bola e joga xadrez, ele será, sempre, um doente de AVC. Aquilo pega-se à pele, como uma outra pele.
O afastamento de que somos alvo, para nosso bem, a notícia que ficou para que o fim, aquele acertar de passo que os colegas têm no corredor, Estás melhor? Como tu estás a sentir-te, hoje? Estás cansadito, não é? Façamos o que façamos, há está reposta que está por detrás destas perguntas que vão surgindo no cotidiano? O AVC.
Estão a ver aquelas placazinhas que as pessoas trazem ao peito, eu acho que deveria haver uma que dissesse AVC e pusesse na lapela. Muitas questões havia de evitar. Pelo menos, para quem gosta de fingir as questões.
jpv