Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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12 anos de MPMI

Mails para a minha Irmã foi fundado em 12 de maio de 2009. Nesse dia, publicou-se o texto “O meu ET“.

Desde então, milhares de publicações, emoções, confissões, poesia prosa, contos, romances, apontamentos, imagens, vídeos… sempre as pessoas como pano de fundo, sempre a Humanidade como paisagem preferida. Sempre com os leitores. Sempre a persistir no exercício da escrita. Já não escrevo para ser escritor. Já nem escrevo para publicar. Escrevo para partilhar convosco. Escrevo porque sinto que tenho coisas para dizer.

Agradeço a todos os leitores, a todos os amigos e familiares, a todos os apoiantes e aos críticos também. Agradeço por estes 12 anos de palavras sentidas…

NOVIDADE:
Vi hoje em papel… físico… já existe, portanto, algo de que já vos posso falar: está para muito breve o próximo romance!
Dar-vos-ei todos os pormenores…

GRATIDÃO!
João Paulo Videira

12 anos de MPMI!


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Multiculturalidade

Mails para a minha Irmã tem muito, e cada vez mais, orgulho nos seus leitores, na sua multiculturalidade.

Este quadro reflete a localização de quem leu MPMI num dia desta semana.

Obrigado, Amigos e Leitores.

jpv


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11 anos de “Mails para a minha Irmã!

O blogue “Mails para a minha Irmã” completa hoje 11 anos!
Onze anos de textos, de partilhas, de desabafos, de literatura, de parvoíces, de imagens, de música, de emoções, muitas emoções, onze anos de trabalho, dedicação e entrega. Onze anos de vós, aí, desse lado a alimentar tudo isto!

GRATIDÃO! A TODOS! POR TUDO!

Ficam alguns números desta nossa partilha, mas, como em tanta coisa na nossa vida, os números dizem tão pouco. mudaríamos pouco neste percurso. Tem sido o percurso possível porque a escrita e a leitura são assim mesmo. Requerem tempo e atenção e paciência e não se vergam a consumismos imediatistas. Ou talvez verguem. Nós é que preferimos dar tempo ao tempo.

GRATIDÃO! A TODOS! POR TUDO!

>> 11 anos.

>> 2344 publicações.


>> 344007 visualizações.

>> 4821 comentários.

>> Texto mais lido de sempre:
“Não há professores? Onde está a surpresa?” – 2439 leituras.
(
https://mailsparaaminhairma.wordpress.com/2019/02/11/nao-ha-professores-onde-esta-a-surpresa/)

>>1º texto do blogue: “O meu ET” – 12 de maio de 2009.(https://mailsparaaminhairma.wordpress.com/2009/05/page/1/)

>> Dia com mais visitas: 13 de fevereiro de 2019 – 2482 visitas.

>> 198 seguidores.

>> MPMI tem leitores em 32 países.

>> Países que mais frequentam MPMI: Portugal, Moçambique, Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Angola, Canadá, França, Alemanha e África do Sul.

Até já!
jpv


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Concurso “10º Aniversário MPMI – Envia-nos uma foto!”

Caros Leitores,

Já no próximo dia 12 de maio, o blogue “Mails para a minha Irmã” faz 10 anos!
Um número bem redondinho que vale a pena celebrar.
Vamos celebrar com alegria e com prendas para os nossos leitores.

Um primeiro concurso é muito simples:

  1. Os Leitores ficam convidados a enviar-nos uma foto com um dos livros da autoria de João Paulo Videira numa situação original de leitura.
  2. O Livro tem de ser identificável pela capa ou pelo interior.
    A foto não pode ter filtros nem tratamento.
  3. Ao enviar a foto, o candidato tem de identificar-se, fornecendo nome, número de telemóvel e morada.
  4. As melhores fotos serão selecionadas por um júri composto por três elementos que anunciaremos brevemente.
  5. Serão atribuídos 3 prémios.
  6. Da decisão do júri não cabe qualquer recurso.
  7. As fotos podem ser enviadas até ao dia 31 de março de 2019.
  8. Os resultados serão divulgados rapidamente e, no limite, até 12 de maio, dia do aniversário de MPMI.
  9. Ao concorrer, os autores das fotos autorizam a sua divulgação nas redes sociais por João Paulo Videira

Os prémios serão… LIVROS e outros brindes…

As fotos podem ser enviadas por qualquer um dos meios indicados abaixo juntamente com a indicação “Envio de foto candidata ao concurso “10º Aniversário MPMI – Envia-nos uma foto!”

As fotos podem ser enviadas por:

  1. Mail, para o endereço mailsparaaminhairma@gmail.com
  2. Messenger, para a conta de messenger associada ao perfil de FB de João Paulo Videira.
  3. Whatsapp, para a conta de whatsapp de João Paulo Videira.

Boas Leituras e Boas Fotos!
jpv


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Parabéns Atrasados e Gratidão em Dia.

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“Mails para a minha Irmã” fez anos na passada sexta feira. Oito!

Oito anos de fé e esperança nas palavras escritas com devoção, oito anos de rasuras e emendas, oito anos de riscos e aventuras.

Sempre, e só, por mim e por vós, aí, desse lado.

Tantos poemas depois, tantos contos e crónicas e até alguns romances depois, ainda o mesmo gosto pelas palavras e a certeza única de que, se não for por mais nada, será sempre por vós!

Obrigado!

jpv

 


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Verbo Trazer

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Trago um novelo no peito,
Uma esperança sem jeito,
Um desespero sem razão.
Trago um novelo no peito
À volta de meu coração.

Trago um suspiro fundo e cavo,
Uma emoção reprimida,
Um doce com travo amargo,
Uma limpidez fingida…
No rosto
E nas entranhas.

Trago zagaias na voz
E, no olhar,
O sangue das façanhas.
Trago os dias presos
Sob os dedos acesos
Da revolta.

Trago a liberdade na passada,
A vontade certa,
A marcha errada.

Trago um povo perdido
E entregue à sorte,
Trago notícias de violência
E de morte.

Trago, enfim, a paz.
A paz dos esmorecidos,
A paz dos corações vencidos.

Trago um novelo no peito,
Uma esperança sem jeito.

jpv


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Citação da Mudança

Mudanças“Não, não foi a mudança que foi mágica, mas sim tudo o que aprendi com ela.”

MC, 14 anos.


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Short Stories – Malas

Short StoriesShort Stories – Malas

Ele chegou à hora que tinham combinado. Estacionou o carro onde tinham combinado. Tocou à campainha como tinham combinado. Subiu de elevador como tinham combinado. Ela deixou a porta encostada como tinham combinado. Ele entrou de mansinho como tinham combinado. Ela beijou-o, ávida de boas vindas, como tinham combinado. Ele pousou a mala. Ela estranhou:
– Nunca ninguém trouxe malas antes.
Ele pegou-lhe ao colo e levou-a para a cama como tinham combinado.

Amaram-se desesperadamente, entregadamente, violentamente. Exploraram-se de novo os caminhos que já haviam desbravado antes e agora redesbravavam como se fosse a primeira vez. Adormeceram exaustos e saciados. No outro dia, ele levantou-se, tomou um duche, beijou-a nos lábios, pegou na mala que tinha pousado e saiu. Nunca mais voltou.

jpv


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Modo de Voo

voo

Longe.
Distante.
Dias e horas me separam
Desse abraço que anseio.
Queria já o momento
Saltando o que fica pelo meio.

Sem tecnologias,
Nem crédito, nem saldo,
Nem luz que anuncia
Ilusória presença.
Só tu e eu
E a deliciosa sentença
De um abraço,
Queimando o tempo
Suprimindo o espaço.

Falta ainda o asfalto
Cá em baixo,
E aquele outro lá no alto,
Impreciso e etéreo trilho,
Que começa no meu peito
E termina junto a ti, filho!

jpv


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A Paixão de Madalena – Capítulos 33, 34 e 35 (Excertos)

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Esta publicação apresenta excertos dos capítulos 33, 34 e 35 do Romance “A Paixão de Madalena” que publicaremos em breve. Estes são os três últimos capítulos do livro. Até breve.

A PAIXÃO DE MADALENA
LIVRO V – FIAT LUX

33. Patrocínio Paixão fora sempre uma alma boa e na sua mente os factos, os problemas e as situações eram processados um de cada vez na sequência que entendesse ser a mais lógica. E assim se percebe que, quando fez amor com Maria de Jesus, estava só amando a mulher da sua vida, não estava traindo seu irmão porque não seria capaz dessa maldade. E por isso quis conversar com ele depois, e por isso sofreu a sua violência sem queixar-se e depois o seu desdém e a sua distância. Patrocínio Paixão acredita que todas as pessoas são boas, em particular, Manuel Paixão que lhe ensinou a ir aos ninhos, a armar costilos, a pescar à bóia e ao fundo, a andar de bicicleta e de mota e, indo mais longe no tempo, lembra-se, até, de ter sido ele quem lhe ensinou a dar um laço nos atacadores.

34. Mariana e Jacob não nasceram irmãos, mas foram criados como irmãos, foram amados como irmãos e cresceram como irmãos. Não se estranhou, por isso, que, quando veio a ser mãe, Mariana tivesse escolhido Jacob para padrinho de batismo da bebé a que chamara Dulce Felício. O apelido era do pai e o nome fora escolhido porque aprendera na escola que Dulce vinha do latim e queria dizer doce. Ora, Mariana queria a filha com a doçura de caráter do irmão, Jacob, agora seu padrinho.

35. É isto um jardim. Ouve-se o zumbido das cigarras sob o calor de julho e a água correndo em carreiros por entre as árvores que dão a sombra onde ela se senta. Criara o hábito de contar-lhe histórias no jardim. Fadas, princesas, príncipes a cavalo, reis autoritários e o amor que tudo vence. Há pouco, a doce menina, Dulce chamada, chegou-se ao pé dela e pediu:

– Vovó, contas-me uma história?
– Claro, minha querida. Pequena ou grande?

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[O presente texto constitui um excerto dos Capítulos 33, 34 e 35 de “A Paixão de Madalena” a publicar em breve em livro. Boas leituras!]