Caros amigos e leitores, Aí estão as fotos que nos foram enviadas para o concurso que assinala o 10º aniversário de “Mails para a minha Irmã”. Estão numeradas e têm o nome de quem as submeteu a concurso. A seleção das melhores vai ser feita por um júri e por votação no Facebook. A pontuação do júri vale 50% e a do público outros 50%. Para votar, basta ir à publicação no Facebook e colocar o número da foto nos comentários. A votação termina às 23:59 de Moçambique do dia 3 de abril de 2019.
Já no próximo dia 12 de maio, o blogue “Mails para a minha Irmã” faz 10 anos! Um número bem redondinho que vale a pena celebrar. Vamos celebrar com alegria e com prendas para os nossos leitores.
Um primeiro concurso é muito simples:
Os Leitores ficam convidados a enviar-nos uma foto com um dos livros da autoria de João Paulo Videira numa situação original de leitura.
O Livro tem de ser identificável pela capa ou pelo interior. A foto não pode ter filtros nem tratamento.
Ao enviar a foto, o candidato tem de identificar-se, fornecendo nome, número de telemóvel e morada.
As melhores fotos serão selecionadas por um júri composto por três elementos que anunciaremos brevemente.
Serão atribuídos 3 prémios.
Da decisão do júri não cabe qualquer recurso.
As fotos podem ser enviadas até ao dia 31 de março de 2019.
Os resultados serão divulgados rapidamente e, no limite, até 12 de maio, dia do aniversário de MPMI.
Ao concorrer, os autores das fotos autorizam a sua divulgação nas redes sociais por João Paulo Videira
Os prémios serão… LIVROS e outros brindes…
As fotos podem ser enviadas por qualquer um dos meios indicados abaixo juntamente com a indicação “Envio de foto candidata ao concurso “10º Aniversário MPMI – Envia-nos uma foto!”
As fotos podem ser enviadas por:
Mail, para o endereço mailsparaaminhairma@gmail.com
Messenger, para a conta de messenger associada ao perfil de FB de João Paulo Videira.
Whatsapp, para a conta de whatsapp de João Paulo Videira.
Afinal, ao contrário do que anunciavam as teorias mais pessimistas, há cerca de uma década, a Escola Pública não corre o risco de acabar por falta de alunos. É mesmo por falta de professores!
Meias Notícias.
Nos últimos dias, o Expresso online publicou duas notícias sobre o assunto e colocou o foco, erradamente, na minha opinião, no facto de haver muitos professores de baixa médica. É verdade que os há e são muitos, mas não é a única forma de abandono. Muitos docentes optam por mudar de profissão. Hoje em dia, é fácil encontrar profissões com muito melhores condições de trabalho, mais estimulantes e valorizadas. Muitos outros reformam-se antecipadamente, mesmo perdendo 50% do valor da reforma. Preferem sair com muito pouco do que continuar a suportar um quotidiano muitíssimo desgastante e muito pouco valorizado e reconhecido. E há, ainda, os que já não querem ser professores. Quiseram, em tempos, mas descobriram, entretanto, que a profissão é muito exigente intelectual e fisicamente, pouco reconhecida e muito mal remunerada. Mudaram de sonho. Foram ser felizes de outra forma.
Fins de Semana e Férias Grandes
Uma das vitórias dos sucessivos governos, quer assumissem a Educação como paixão, quer não, foi criar a ideia de que a profissão docente era privilegiada porque tinha, ao longo do ano, diversas paragens, fins de semana e férias grandes. O absurdo foi tal que, de forma perfeitamente subversiva, substituíram a palavra “férias” por “interrupção das atividades letivas”. Um absurdo. Em primeiro lugar, porque durante essas interrupções os professores estão a trabalhar, depois, porque as suas férias estão contabilizadas como as de todos os outros trabalhadores e, por fim, nem sequer ficam a dever nada a ninguém porque são dos poucos trabalhadores do mundo que assinam o ponto de hora a hora, todas as horas, todos os dias. Nota-se mais quando um professor falta porque no dia em que ele falta o número de pessoas que sabe disso pode ir até 800! Se for um funcionário de uma empresa, sabe ele, o chefe e o colega e do lado e… ninguém lhes pede por contas… ou pedem… uns aos outros!
Esqueceram-se de referir, os políticos e os veiculadores de opinião pública, que esta é uma das profissões mais desgastantes na nossa sociedade. E não é preciso ser-se professor para saber. Os cônjuges dos professores sabem porque não saem à noite, nem vão de fim de semana porque a mulher ou o marido está a corrigir testes, a ver TPC, a fazer um plano de aulas, materiais, testes diagnósticos, trabalhos de parceria, etc… etc…
Não se quis saber do desgaste e cortou-se no artigo 79º do ECD (menos horas de aulas por idade), aumentou-se o número de alunos por turma, reduziu-se tempo do professor para o professor estar com o professor! Complicado? Eu explico: como se trata de uma profissão de alto desgaste, o docente necessita de tempo para perceber o que está a fazer, para refletir e para cortar o desgaste da exposição. No que respeita ao tempo de trabalho, criou-se uma complexa e inexequível grelha horária que só trouxe mais horas de ocupação aos docentes. Em suma, deterioraram-se as condições de trabalho.
Os Endinheirados
Simultaneamente, surgiram notícias de que esta classe profissional era muito bem paga. Até houve uma alma brilhante que referiu tratar-se de uma das mais bem pagas da Europa. O que é objetivamente falso. Os docentes são mal pagos, em absoluto, e são mal pagos tendo em conta a exigência da profissão. A consequência de ter-se criado esta ideia foi simples: estratificou-se mais a carreira, eternizou-se o trabalho precário, e pagou-se ainda menos. Além disso, suprimiram-se 9 anos, 4 meses e 2 dias de trabalho que nunca foram devolvidos. Basicamente, houve docentes que estiveram sem progredir mais de uma década, a mesma década em que perderam cerca de 40% do seu poder de compra. É por isso que, quando comparam os docentes aos trabalhadores do privado, os professores riem-se. De ironia e desespero. Em suma, deterioraram-se as condições de trabalho.
Progressões Diretas
Ao mesmo tempo, nesta mesma década, quis desacreditar-se a profissão docente com o intuito de se operarem cortes financeiros na mesma. Uma das estratégias peregrinas foi disseminar a ideia de que os professores progrediam diretamente, sem qualquer escrutínio. E vai daí, implementaram-se modelos de avaliação de desempenho complexos, muito burocratizados e esvaziados de qualquer utilidade. É curioso que, ao mesmo tempo, os alunos portugueses estavam a dar cartas no PISA, no TIMSS, nas universidades nacionais e estrangeiras e no mercado de trabalho um pouco por todo o mundo. Nisso, poucos repararam. A maioria estava entretida a mandar avaliar esses preguiçosos, privilegiados a viver à custa do dinheiro dos contribuintes com progressões diretas. Por ironia, parece não haver dinheiro de contribuintes, ou não, que atraia os tais preguiçosos. Devem ter ido preguiçar para outro lado. E foram. A carreira, tal como está desenhada, não atrai os mais novos, prejudica os de meia idade e expulsa os mais velhos que não conseguem aturar a pilha de papéis sob a qual os querem soterrar antes de darem a primeira aula do dia. Em suma, deterioraram-se as condições de trabalho.
Opinião Pública
A opinião pública dividiu-se. Muitos apoiaram os docentes. Pais e Encarregados de Educação incluídos. Muitos outros criticaram-nos de forma acérrima e violenta e todos pensaram que podiam falar de Educação. Não podiam. Porque não sabiam, mas ninguém os informou disso e os veiculadores de opinião, e as associações das associações de pais, sempre em nome do melhor para as crianças, e jornalistas, sociólogos, politólogos, opinadores, comentadores, analistas, o gajo no balcão do bar, a senhora na fila da loja do cidadão, o tipo no comboio e o outro no autocarro, todos, de repente, ficaram especialistas em Educação, esqueceram-se de que já havia especialistas em educação, os professores, e lá foram vomitando opiniões, ideias peregrinas e outras que tais para endireitar essa corja de beneficiados. E não pensaram, nem viram, que estavam a desgastar e a desacreditar alguém em quem deviam confiar. O mais curioso é que criticavam, mas continuavam a mandar os miúdos à escola… Veio o tempo das comparações com o privado até se descobrir que os putos da Escola Pública chegavam mais longe nos cursos superiores e com melhores notas, e veio o tempo das comparações com a Finlândia até se descobrir que boa parte da mão de obra qualificada na Finlândia era portuguesa… ups! Em suma, deterioraram-se as condições de trabalho.
E agora?
Agora não há professores. Não há. Uns estão de baixa, desautorizados, desvalorizados e agredidos, são a principal fonte de clientes para a psiquiatria. Outros reformaram-se com cortes brutais nas pensões. Preferiram isso a ir parar ao psiquiatra. Outros mudaram de profissão. E a mesma opinião pública que desacreditou a profissão incutiu nos mais novos a ideia de que a profissão não valia a pena. E eles, que são bons ouvintes e inteligentes, escolheram outros caminhos. O irónico nisto tudo é que muitos dos críticos destes profissionais andam, neste momento, à procura de um desses profissionais e não o têm. Por preço nenhum! E agora, meus amigos, não há outro caminho que não seja o de revalorizar a profissão. Vão ter de pagar aos professores para terem professores. E as médias de entrada no ensino superior para formar professores vão ter de subir. Eu bem sei que a medicina é fantástica e as engenharias são soberbas, mas sem professores, sem esses aptos criadores de ambientes de aprendizagem, não há medicinazinha, nem engenhariazinha… é que para se ser qualquer coisa na vida tem de passar-se por professores, mesmo para se ser professor. Por isso se chama de meta-profissão. Ora, as faculdades que formavam professores, as mesmas que costumavam estar a abarrotar de candidatos às centenas, a encher auditórios para aulas com 200 e 300 alunos a assistir, têm lá, agora, uma mão cheia deles num gabinete exíguo e alguns vão descobrir, entretanto, que não vale a pena…
Enquanto o país não assumir a Educação como uma prioridade nacional, A prioridade nacional, enquanto o país não decidir dignificar esta carreira e estes profissionais, todo o edifício cultural e profissional continuará a desmoronar-se. E qualquer dia não serão só os professores que não existem. Não existe mais nada. Não existe país. Dignificar a profissão docente não é uma opção, não é objeto de discussão. É uma urgência nacional. Ou faz-se, ou morre-se por não ter feito.
Amigos,
Não foi só o lançamento de “O Livro do Leitor – Leve Passada”, foi um encontro de amigos repleto de emoções, pleno de intensidade e afetos.
Houve sorrisos, risos, lágrimas, abraços, leituras diversas, muitas interpretações, algumas perguntas e broinhas torrejanas.
Como referi no local, este livro não é meu, é nosso. Do autor e dos leitores seus co-construtores.
Uma palavra de agradecimento à Emporium Editora, à Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Novas, a minha querida amiga Elvira Sequeira, e a toda a sua equipa, ao Armindo Gameiro, companheiro de muitas jornadas, pela fantástica apresentação que fez do livro, à Paula Carvalho e à Sandra Carvalho pelo apoio constante na organização do evento e não só, ao Luís faria e ao Fernando Pena por serem os fotógrafos de serviço e, sobretudo, uma palavra de GRATIDÃO para todos os amigos, familiares e leitores que tiraram um pouco do fim de semana às suas famílias para virem celebrar comigo a escrita, a leitura e as sensações à flor da pele…
Para todos aqueles que não puderam estar ou que, simplesmente, querem ler o livro, disponibilizarei, em breve, os pontos de venda físicos e online.
Caríssimos Amig@s e Leitores, é já AMANHÃ, sábado, 5 de janeiro, pelas 15:30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Torres Novas, o lançamento do meu terceiro livro, o primeiro em poesia: “O Livro do Leitor – Leve Passada”.
A Biblioteca Municipal é muito fácil de encontrar, fica no Jardim das Rosas!
A vossa presença dar-me-á uma grande alegria e será um condimento essencial para o sucesso do evento.
A apresentação da obra estará a cargo do meu querido amigo e colega, Armindo Gameiro.
Dia redondo.
De saudade imensa.
Atroz.
Vigésimo círculo
Sem a tua presença,
Sem a tua voz.
Primeiro, a dor intensa,
Depois, o fosso da distância,
Ano após ano,
Nunca se preencheu o vazio.
Sem regresso à infância,
Ficou só o frio.
Tenho a tua certeza em mim,
O resto é fim.
Não sejamos hipócritas…
Não há memória
Que mitigue
A falta do teu abraço.
Falta,
Em tudo o que faço
A tua palavra de conselho.
Passa o tempo,
Cerra-se, devagarinho,
A minha cortina,
E além,
Ao fundo da rua,
Naquela esquina
Que todos temos de virar,
Mora o silêncio
E a esperança
De te reencontrar.
Caríssimos Amig@s e Leitores, no próximo sábado, 5 de janeiro, pelas 15:30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Torres Novas, farei o lançamento do meu terceiro livro, o primeiro em poesia: “O Livro do Leitor – Leve Passada”.
A vossa presença dar-me-á uma grande alegria e será um condimento essencial para o sucesso do evento.
Foi um livro pedido por vós e, em parte, construído por vós. Chegou a altura de concretizarmos esse desejo-sonho conjunto.
A apresentação da obra estará a cargo do meu querido amigo e colega, Armindo Gameiro.
jpv
O Amor Próprio nasceu como uma página nas redes sociais e se transformou em um espaço acolhedor para quem busca reencontrar sua força, sua essência e seu valor.
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