Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Humor Forum Estudante

A caminho de casa um indivíduo sentiu uma enorme dor de barriga e parou num centro comercial para ir à casa-de-banho. Como o primeiro compartimento estava ocupado, entrou no seguinte. Quando estava sentado ouviu um tipo ao lado a perguntar:

– E então? Tudo bem?

Embora não fosse de dar conversa a desconhecidos em casas-de-banho públicas, respondeu:

– Bem… vai-se andando…

Novamente o tipo ao lado perguntou:

– E então, o que andas a fazer?

Embora começasse a achar o assunto estranho, respondeu:

– Bem, agora estou aqui na casa-de-banho. Depois vou para casa…

Então, ouviu o outro dizer em tom chateado:

– Olha lá, há um tipo aqui na casa-de-banho ao lado que me responde cada vez que te faço uma pergunta… Ligo-te depois..


in Forum Estudante de Abril/2011, pág. 44


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Próximo Projecto de Escrita de "Mails para a minha Irmã"

Caros amigos e leitores,

“Com amor,“ é um projecto de publicação de textos de carácter íntimo. São cartas e e-mails que publicarei sem narração intermédia. O que se pretende é que seja o leitor a reconstituir a trama à medida que for tendo acesso aos documentos e à informação neles contida.
A escrita tornou-se um vício para mim. E só temo não ter tempo para todos os projectos que me vão na mente. Nem sequer ponho em cima da mesa a questão da qualidade. Escrevo porque gosto, escrevo porque percebo que muitos de vós me acompanham a escrita. Se é boa ou má, terão de ser os leitores a decidir.
A par dos seus muitos projectos, este blogue tem tido, há já alguns anos, publicações periódicas que depois resultam num texto eventualmente publicável. Ainda não aconteceu, mas isso não constitui para mim uma obsessão. Quando tiver de ser, será. Se não for, é porque não tinha de ser!
Com o fim de “De Negro Vestida”, emergiu a possibilidade de dar forma a um projecto em que já venho pensando há algum tempo: “Com Amor,”
Os primeiros documentos serão publicados ainda esta semana.
Boas Leituras e até breve.
jpv


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Citação do Deserto

“Afinal, pai, a globalização não chegou a todo o lado!”
Iago Videira


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Liberdade

Importa referir, antes de mais, que não me considero exemplo nem autoridade em nada. Sou um homem convicto, com princípios e ideais e com uma consciência aguda e sofrida das suas limitações, dos seus erros e das suas falhas. Tento aprender com eles e considero isso uma questão de dignidade e abnegação.
Feita a introdução, vamos ao que interessa. Penso que a Liberdade tem sido muito mal tratada em Portugal. É invocada como pretexto para se licitar qualquer tipo de actuação, mesmo as mais condenáveis, e raramente é utilizada em prol do bem estar social. Ora, como a Liberdade não é um conceito abstracto, mas antes o uso que fazemos do livre arbítrio nas nossas tomadas de posição, nas nossas palavras e nas nossas atitudes, o que acabei de dizer significa que temos vindo a agir mal. Eu posso estar enganado mas a Liberdade só faz sentido se as práticas inerentes à mesma forem dotadas de responsabilidade e respeito pelo nosso semelhante.
Eu quero celebrar a Liberdade em Portugal. Quero celebrar a livre expressão das nossas ideias e pensamentos e sentimentos e emoções. Eu quero que digamos às nossas crianças e aos nossos jovens que aquilo que se conquistou com o 25 de Abril de 1974 é absolutamente inestimável. Não tem preço. Vale uma nação. Vale a dignidade da vida humana. E, nessa medida, é preciso dizer às nossas crianças e aos nossos jovens que este dia tem de ser sempre comemorado e celebrado para que permaneça na memória das gerações que hão-de vir. É um legado precioso. A respeitar. A preservar. Mas quero também que se diga às nossas crianças e aos nossos jovens que o exercício da Liberdade só faz sentido se preservarmos e desenvolvermos outros valores. O valor do Trabalho. O valor do Respeito. O valor da Honestidade. Da Responsabilidade. Da Língua Portuguesa. Da Pátria que somos.
Não vamos conseguir sempre, mas temos de tentar sempre!
Em Liberdade, saúdo os leitores de “Mails para a minha Irmã”. Uma saudação fraterna e cordial. Uma saudação de comunhão. Uma saudação de Liberdade.
25 de Abril, Sempre.
Mais do que uma data, já mais do que uma revolução, o 25 de Abril é um legado de Liberdade!


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Saudação

A todos os leitores, independentemente do credo, raça ou quaisquer outros rótulos que colocamos a nós mesmos, venho desejar uma Páscoa Feliz. Quero com isto dizer que faço votos de que estes dias sejam para todos vós dias de harmonia, de entendimento e de paz. Desejo também que sejam passados com as pessoas que trazem mais significado às vossas vidas.
Até Sempre, João Paulo.


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Dez Curiosidades De Negro Vestidas

Alguns leitores têm perguntado se eu não faço um “making of” de “De Negro Vestida” conforme fiz para “Estórias ao Acaso: Noite Fria”. Uma coisa do tipo, onde se escreveu, como se escreveu. Efectivamente, não penso que valha a pena. Ainda assim, podem revelar-se algumas curiosidades que envolveram a criação do romance.
1) É verdade que visitei uma funerária e me informei sobre todo o processo de organização de um funeral. Desde as questões legais ao manuseamento de um cadáver passando pela terminologia, tudo o que está no romance tem suporte real.
2) É verdade que nessa funerária, contra o que é hábito, o responsável pelos serviços é uma mulher, sendo também verdade que os profissionais desta área têm de ter formação.
3) Sim, o episódio da troca dos cadáveres aconteceu mesmo.
4) Não há nenhuma relação entre a maioria das personagens e a vida real, mas há personagens inspiradas. São exemplo disso, Manuel Matos Vasques, o inquieto, António da Purificação Martins, o avarento e José dos Santos Silva, o palavroso. Ainda assim, enquanto personagens, são muito diferentes dos seus referentes inspiradores.
5) De Negro vestida teve uma fase de investigação e depois 15 meses de escrita em que se gastaram 3 cargas de caneta e oito cadernos de escrita. Este romance teve a particularidade de ser multinacional. Como atravessou o período de férias, houve capítulos que foram escritos em Espanha e outros em Creta.
6) Desta vez, não há nenhum alter ego do escritor, nem mesmo Gabriel, o jornalista escritor que, supostamente escreveu o romance…
7) No início de Outubro, estava na praia, nuns dias de descanso e uma onda surpreendeu toda a gente e molhou tudo. Eu corri para o caderno e salvei-o da molha total. Ainda assim, perderam-se várias páginas que tive de reescrever. Estavam nesse caderno mais de dez capítulos do romance.
8) Nenhum leitor me pediu nada de extraordinário, a não ser duas coisas interessantes: uma pessoa pediu-me que deixasse Maria de Lurdes encontrar o amor e outra pediu-me que não a matasse!!!
9) O romance segue o plano originalmente traçado, excepto na forma como se encaminha para o final onde fiz algumas adaptações.
10) Por fim, deixem-me dizer-vos algo muito sério: nada do que aqui foi escrito é absolutamente real, mas também nada é absolutamente ficção!
Até à próxima! Ou seja, até breve!


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De Negro Vestida – LXXIX

 

EPÍLOGO

A cena que agora presenciamos e nos cabe narrar é assaz curiosa. Temos nós, contadores de histórias, este mágico poder de tudo ver e tudo saber só para dar a conhecer. E, em calhando, até a intimidade alheia devassamos. É o que faremos agora. Isto é uma casa. E há nesta casa um quarto e há neste quarto uma cama e estão nesta cama duas pessoas. Um homem e uma mulher. Ela por baixo. Ele por cima. E nasce aqui a curiosidade. É que estão fazendo sexo e amor também.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida – LXXVIII

Abandonar o Negro – XV

Escolheram um longo passeio pelos jardins do Restelo, caminharam sem rota nem destino e acabaram fazendo uma longa caminhada à beira-rio. O rio é resiliente, reflecte a vida e lava a alma. É fecundo e tranquilo e deixa espraiar-se o olhar na suave ondulação que agita sem agredir. As primeiras passadas que deram, fizeram-no de mãos dadas e recebidas e no mais absoluto silêncio.

 

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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Sempre Boa

Lá diz a frase, “Qualquer publicidade, é boa publicidade”. Depois do episódio Eleições no Sporting/Futre/Dias Ferreira, frases como “Vai vir Charters”, “Sócio, não me distraias, estou concentradíssimo”, poderiam não ter passado de equívocos engraçados. Acontece que há departamentos de marketing que não dormem e o da “Licor Beirão” parecer ser um deles e apressou-se a tirar partido das “saídas” de Paulo Futre combinando-as com o actual momento eleitoral. Resultado? Uma campanha publicitária bem disposta e muito bem conseguida. Abaixo ficam dois exemplos de cartaz. Mais informação aqui.


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O Paraíso é em Portugal

Efectivamente, não precisamos procurar belezas naturais longe daqui. Como dizia o grego, “Disto os alemães não têm.” O slide-show que aqui se publica tem fotos tiradas numa pausa de 4 dias, sábado a terça-feira passados, nas praias de Paredes de Vitória, Polvoeira e Vale Furado, concelho de Alcobaça, distrito de Leiria. Gosto de fotografia, mas sou preguiçoso para andar com a máquina atrás, logo, são fotos de telemóvel, ainda assim, muito boas para se perceber a beleza da paisagem. Entre Paredes e Polvoeira, há um caminho feito num passadiço em madeira através das dunas que é simplesmente paradisíaco. Muitas das fotos foram tiradas daí. Visita a não perder até porque, como se vê, o Paraíso é em Portugal!

(Para ver as imagens em tamanho maior, clique em cima do slide-show.)