O Paraíso é em Portugal
De Negro Vestida – LXXVII
Abandonar o Negro – XIV
Um ano se passou desde o lanche com Gininha. Um ano e, contudo, para o leitor não foi mais do que um virar de página, um saltar de capítulo. Um ano se passou e uma página se virou e viveu na existência de Maria de Lurdes, de Carlos José, de Carolina. Um ano de gente que nasceu e foi viver, um ano de gente que morreu e foi a enterrar, um ano de alegrias e desilusões, um ponto insignificante no calendário dos calendários que é esse porvir constante, esse volver contínuo.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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Rio
Com esta animação tem garantidas umas boas gargalhadas, uma cor fantástica, música maravilhosa, um ritmo alucinante e uma interessante aventura. Sem ser nada do outro mundo, “Rio” é um excelente anti-stress, anti-crise, anti-só-penso-no-fmi…
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É uma hora e meia que vale a pena. Saiba mais acerca do filme aqui.
Perspectivas
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Dizia a velhinha em tom de lamento:
– Sabe, isto está no fim. Isto está mesmo no fim.
– Deixe-se disso, nós não fazemos essas contas. Sabe-se lá quem vai primeiro…
– Sabe, eu não tenho medo de morrer. De morrer eu não tenho medo. Eu tenho medo é do carro funerário… é que eu enjoo muito!
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Perspectivas!
Onde…
Andam barcos no Mar
Andam barcos no Mar
Andam barcos no mar,
Pescadores, traineiras,
Levam esperanças goradas,
Trazem redes de canseiras.
Andam barcos no mar
À procura do pescado,
Dão voltas às redes salgadas,
Trazem pedaços de Fado.
Vão à pesca sem temor,
Trazem de tudo um pouco,
Trazem lancinante a dor
De que é feito o pescador louco.
Andam barcos no mar
À procura do sucesso
Que é trazer nas mãos
A razão do regresso.
jpv
Trazes na Linha Branca
Trazes na Linha Branca
Trazes na linha branca
De espuma ondulante
Histórias e aventuras
De gente distante.
E ouço-te o ribombar
Cavo e profundo
De quem vem anunciar
Histórias do fim do mundo.
Há em ti toda a ciência,
As vozes todas e todos os gritos,
Trazes com intermitência
O saber dos homens antigos.
E lavas-me a alma
E o corpo todo também,
E enches-me de ideias
Até descobrir-me ninguém.
jpv
Se eu pudesse ser Mar
Pausa
Para já, uma notícia: está concluído o romance “De Negro Vestida”. A sua publicação terminará ainda em Abril.








