O resultado não interesou muito. Interessou que várias gerações se juntaram numa festa diferente. Há já algum tempo que não visitava a Catedral mas ontem pude fazê-lo com o meu filho, o meu sogro, o meu cunhado e o pai dele. Cinco maduros, três benfiquistas e dois lagartos a ver a bola como deve ser vista: ao vivo e a cores. Para o sogro, benfiquista professo, foi a primeira vez, ao cabo de 76 anos. Para o cunhado também, ao cabo de 39! Eu e o rapaz de vez em quando visitamos a luz ou alvalade (ainda o deserdo!). Há uns dias, alguém me chamou guerreiro. Pois, ontem, o guerreiro descansou o olhar no verde da relva e perdeu-se no turbilhão de 42971 pessoas. Mai nada!… O jogo? mais do mesmo: o Benfica a arrasar!!!
–
Category Archives: Uncategorized
Mensagem Azul
Querida amiga,
para ti, que repousavas o olhar e a alma no azul do mar, tua essência primeira e teu destino último de cada ideia e sentimento; para ti, que viste o teu mar sujar-se de tragédia, de desgraça, de sofrimento e de lama; para ti, que lhe perdeste o azul e por ele anseias; para ti, um pouco deste azul continental que nos separa o abraço mas nunca a amizade:
Una Palabra
una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento esconde el agua
como las flores que esconden lodo
una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro
una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo
si un dia me faltas no sere nada
y al mismo tiempo lo sere todo
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo
Ao almoço
Caros amigos,
quem consegue almoçar num dia de trabalho, entre duas reuniões, num local com uma vista e um céu assim, das duas uma: ou é ribatejano ou é um sortudo… em todo o caso devia ser castigado…
Se quiserem saber onde foi, perguntem… hihihi…
O próximo capítulo está quase, quase…
Diz-me Tu
Os teus olhos dizem mais
Que as palavras, que os silêncios, que os sinais
Os teus olhos e esta luz
Que os acende quem os entende
Diz-me tu
Diz-me tu
Se a solidão faz o amor ver melhor na escuridão
Quem me diz
Onde estão
Os teus braços e os meus passos para onde vão
Diz-me tu
Para onde vão
E as memórias e as cinzas frias da paixão
Diz-me tu
Se a solidão
Faz o amor ver melhor na escuridão
Quem me diz
Onde estão
Os teus braços e os meus passos para onde vão
Quem me diz
Onde estão
Os teus braços e os meus passos para onde vão
Diz-me tu
Para onde vão
E as memórias e as cinzas frias da paixão
Paulo Gonzo
Sondagem
Terminou o tempo da sondagem. Percebi o sentido geral e notei com interesse e respeito a nota destoante. Quem escreve não agrada sempre nem a todos nem escreve para isso. Eu escrevo por prazer. Espero que sintam isso.
Notei que só treze pessoas responderam. Isto contrasta com o número de visitantes que o contador regista e com o número de e-mails que tantos de vós me enviam… Não sei porquê, mas pressuponho que quem não se expõe num blogue, consiga expor-se num mail… sempre é um canal mais restrito…
Enfim, dentro de momentos há mais estórias!
Grão a grão…

Devagarinho, “Mails para a minha Irmã” vai fazendo o seu percurso, contando as suas estórias e construindo a sua história. Hoje completámos 2000 visitas! Bonito número. Grato a todos os que por aqui passam alguns dos seus minutos.
Da entrevista a Isabel Alçada.
É possível ter uma visão poética sobre todas as coisas? O impulso é dizer que sim. Tudo tem poesia. Mas há obstáculos. Sei lá, assim de repente, onde está a poesia daquele pedacinho de plástico que colocam nas pontas dos atacadores para que se não desfiem? Onde está a poesia do motor de ignição de um carro? Onde está a poesia do composto químico do conteúdo das pilhas? Onde está a poesia de uma entrevista à nova Ministra da Educação?

Efeméride
Não há já o fulgor e há quem diga que é normal. Que o fogo esvanece. Que a energia fenece. Que a entrega enfraquece e se encosta à rotina, com a idade. Mas eu quero ainda o o fogo, a energia, a entrega e o pueril vigor que me dizem não ser da minha idade ainda cá mora. Dancei nas curvas do teu corpo agarrado a ele projectando sombras no chão, silhuetas da aventura de sermos um só na mesma loucura. E, entretanto, entrou aqui algures, por entre os espaços que os corpos sempre abrem entre si essa ideia da idade. A idade do corpo. Então e a outra? E pergunto-me, será que alguém sabe a idade de alguém? Conhece alguém a sua própria idade? Ou a idade é o que fazemos com o tempo e a vida. São as virtudes e os pecados. Só não consta da nossa idade o que não vivemos. E isso não se deixa, só, de contar: desconta-se! E o teu corpo, outrora visita constante é hoje mais um irmão do que um amante. Está presente mas não me invade. Sinto-lhe o calor mas não o fogo. Eu sou mais uma presença a que te habituaste do que a África quente, harmoniosa e sensual que exploraste. Deixámos há muito de pecar! E faz falta à pureza de um amor inflamado, o sabor picante e vivo do pecado.
A canção do pastor
De mãos unidas
e ungidas de Deus
e joelhos colados
ao chão,
o silêncio é o lugar
onde o pastor
ouve
a sua própria canção.
Os verdes campos
são uma porta fechada
pelo lado de dentro
e a liberdade
é um grito
que emudece
quando o pastor adormece
nas mulheres
com que se deita…
———————————-
Hoje estou com veia divulgadora.
Este texto veio daqui: http://arcadehistorias.blogspot.com/













