Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Obrigado, mamã!

Bom dia mamã!

Lembras-te de quando eu era pequenino e te pedi para não ir à tropa porque tinha medo? Lembras-te de quando era pequenino e fiquei doente e não deixei que ninguém me tratasse antes de tu chegares?

As razões porque a criança que veio a ser homem fez o que fez, sentiu o que sentiu e viu em ti a exclusividade da sua salvação ainda existem. Não interessam os cargos, nem a idade, nem as responsabilidades. Dentro de mim ainda habita a criança que te ama e te trata por mamã!
E é essa criança e o homem com ela que vem hoje dar-te os parabéns. Mas não são uns parabéns quaisquer. São de reconhecimento, são de amor.
Sabes, mamã, tu como todas as outras pessoas, hás-de ter teus defeitos e hás-de ter cometido tuas faltas enquanto nos criaste e educaste, mas uma coisa foi miraculosamente constante em ti: o teu incondicional amor por nós! E foi esse amor que aprendemos e é esse amor que andamos distribuindo no mundo.
Obrigado, mamã! E parabéns!
Filhote


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“Qualquer pessoa que eu seja amanhã, amará quem tu és”
Anónimo


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Intempérie

Intempérie

Nos dias de chuva intensa,
Nas manhãs cristalinas de sol,
Junto ao mar bravio,
Em tardes quentes
E em dias dias frio.
Na montanha ventosa
Ou na planura serena,
À luz da prenhe lua
Ou no breu da noite fechada,
Há uma intempérie no meu peito
Que nasceu na tua alvorada.

jpv


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10500!

E pronto. Dez mil e quinhentas leituras no mês mais visitado de sempre. Há uma forte possibilidade, este mês, de ultrapassarmos as três mil leituras num só mês. Não sei o que se passa mas muito obrigado, de novo, a todos os leitores.
Agora, é dar continuidade ao trabalho.


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A Maçã

Hoje ofereceram-me uma maçã. E isso comoveu-me. Não foi pelo valor da oferta, não foi pelo trabalho que deu, não foi porque houvesse nesse gesto uma qualquer preocupação com a minha alimentação. Todas estas razões podem estar correctas, mas não foi isso que me comoveu.

O que me tocou é que se tratou de um gesto de acolhimento. Nos dias que vamos vivendo é tão fácil ser-se indiferente, é tão fácil fazermos a nossa vidinha e passarmos ao lado dos outros, é tão fácil não nos preocuparmos. Mas, hoje, alguém me deu uma maçã e embora não o tenha dito, eu ouvi claramente a sua voz interior dizer-me em tom gentil: bem-vindo!


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Os leitores deste blogue surpreendem-me…

… Pela sua constância. Esta semana há dois factos importantes em relação à frequência de “Mails para a minha Irmã”:
1) Pela primeira vez houve mais de 100 leituras num Domingo. Foi no passado dia 7. Isto é importante porque o Domingo é, por razões óbvias, um dia de baixa frequência.
2) Pela primeira vez, ao dia 10 do mês, já temos mais de 1000 leituras.
Eu ando admirado e, ao mesmo tempo, satisfeito e a matutar nas causas. Serão as citações? Os poemas? As músicas? O Romance? Os textos autobiográficos avulsos? As imagens? Será o conjunto disto tudo?
Não sei, ainda não reflecti muito sobre isso, mas sei que somos gente de todo o globo, a todas as horas. Usamos pouco os comentários, muito o mail e lemos! Há almas que passam aqui aos 80 minutos por dia!!!
Enfim, muito obrigado a todos e continuem a voltar.
Um abraço,
João Paulo.


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Sinal…

Ontem fiz a viagem de comboio com o Carlos. O Carlos, a quem dedicarei um texto lá mais para frente e com outro cuidado porque me exige mais atenção e substância, é uma daquelas pessoas com quem se pode ter uma conversa deliciosa e dinâmica que começa na análise do porquê que um tipo não me quis trocar uma nota de dez euros e acaba a gisarmos o futuro do universo e a compreendermos a acção dos nossos filhos nele. Tínhamos a lenga-lenga atrasada pelo menos quinze anos. Por isso, ontem, foi só um cheirinho.
A determinada altura ele perguntava-me o que é que me impelia a escrever e eu dizia que qualquer coisa até porque eu era o tipo de pessoa observadora, que absorvia tudo e disse-lhe, Está atrás de ti uma mulher bonita com umas olheiras enormes e o mais certo é vir a escrever sobre isso.
Pois cá estou. E a escrita será breve. Era jovem e bonita. Harmoniosa nas formas. Tinha ternura na expressão. Mas não só. Estava cansada e derrotada e, ainda o dia se anunciava e a alvorada se espraiava para além das janelas do comboio, já ela estava em fim de jornada. Não sei o que andamos a fazer, mas estamos a construir uma geração de derrotados, de cansados, de pessoas que não acabam o dia anterior nem iniciam o novo.
Quando se anuncia um novo dia, gosto de preparar-me para tudo o que vai trazer-me, para todas as riquezas e acredito sempre que vai surpreender-me. Preparamo-me para rir e chorar, para o prazer e para a dor, para os sucessos e os insucesos. Para aprender. E preparo-me sempre para viver. As olheiras da mulher de olhar azul e triste, cabelo loiro e cansado, deixaram-me a pensar. Sabia que seriam um sinal. Quis dizer ao Carlos de quê, mas não fui capaz. Hoje já sou. Aquilo foi um alerta. Não sei como estarei amanhã, nem daqui a cinco anos, se cá estiver, mas fiquei a saber que não quero estar assim. E se me acontecer estar, será altura de mudar. Outra vez!


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Semana

Semana

Não cabe a minha vida numa semana
Que uma semana é pouco
Para que viva de forma insana
Um coração desvairado e louco.
Anda cá e dá-me a tua mão.
Vem juntar ao meu, o teu olhar,
Vem ensinar-me a razão
De sentir-me, assim, perdido no mar.
Ondas encapeladas e revoltas,
Pensamentos a desfazer na areia,
Tudo em rimas livres e soltas
Numa imagem que me não sai da ideia.
És tu.
O brilho de uns olhos de água
Sou eu.
O peito que te afaga.

jpv


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Uma questão de vício?

Esta Bruni é soberba. Bem podia ter ficado solteirinha e a cantar para o pessoal!!!