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Curtas do Metro – Headphones Girl

Headphones Girl
Um dia, sem querer, dei-lhe uma pancada com o braço na cabeça. Ia-lhe desmontando os headphones. Ela reclamou qualquer coisa em inglês e eu pedi-lhe desculpa AQUI e dei-lhe um cartão com o endereço do blogue.
Passou a cumprimentar-me. Entretanto, vá se lá saber por via de que voltas, a vida trocou-nos o passo e nunca mais nos vimos.
Hoje, ia a subir as escadas rolantes da estação do Metro do Cais do Sodré, ela passou por mim vinda de trás, abriu um sorriso imenso e disse cristalina e bem audível:
– Olá!
– Olá para ti também!
E foi à sua vida, a rapariga com os headphones.
jpv
Vamos ter uma Criança
De Negro Vestida – LXXVI
Abandonar o Negro – XIII
Um telefonema breve e Gininha desmarcou tudo, tirou da frente a montanha de afazeres e combinaram encontrar-se na pastelaria do costume de outros tempos e ela poderia conhecer o garboso pretendente, o viúvo de Maria de Lurdes. Fez-se esperar. Queria causar uma impressão avassaladora ao entrar na pastelaria. Trazia umas sandálias de salto altíssimo às tiras de cabedal com umas pedras coloridas ao centro, percorrendo o peito do pé, calças de ganga elásticas e justíssimas ao corpo, uma túnica em azul-clarinho semitransparente presa por baixo do peito permitia entrever o sutiã com ramagens da mesma cor. Um cinto larguíssimo com um símbolo Maia a fazer de fivela.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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ALERTA DE ROUBO
Sir Ken Robinson: Façamos a revolução da aprendizagem!
Indiferença
Almoçar Fora
Má Morte

Má Morte
Morro.
E subsiste neste morrer
Uma força,
Uma ânsia de viver.
Cada gesto adiado,
Cada sentimento suspenso,
Trazem-me vivo e prostrado
Neste morrer intenso.
Morro.
E vejo-me morrer.
E sinto que há na minha morte
Um desperdício de viver
Um acaso, uma má sorte…
Morro.
Mas nada faço.
Vejo apagar-se o traço
Da vida
E fico só a ver.
Morro entre mim e os outros
E todos os gestos são poucos
Para acelerar esta morte.
jpv











