Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Trazes na Linha Branca

Trazes na Linha Branca

Trazes na linha branca
De espuma ondulante
Histórias e aventuras
De gente distante.

E ouço-te o ribombar
Cavo e profundo
De quem vem anunciar
Histórias do fim do mundo.

Há em ti toda a ciência,
As vozes todas e todos os gritos,
Trazes com intermitência
O saber dos homens antigos.

E lavas-me a alma
E o corpo todo também,
E enches-me de ideias
Até descobrir-me ninguém.

jpv


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Se eu pudesse ser Mar

Se eu pudesse ser Mar

Se eu pudesse ser mar
E quisesse fugir,
Não havia força
Capaz de me impedir.

Se eu pudesse ser mar
E quisesse arrasar,
Não havia força
Capaz de me parar.

Se eu pudesse ser mar
E pensar como gente,
Formaria onda gigante
De efeito resiliente.

jpv


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Pausa

Caros amigos, uns diazinhos merecidos de férias tornarão as publicações menos assíduas. Dentro em breve volto à publicação normalizada.

Para já, uma notícia: está concluído o romance “De Negro Vestida”. A sua publicação terminará ainda em Abril.

E uma novidade: já está na calha outro projecto.

jpv


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O Clã do Comboio – Lugar Cativo


Lugar Cativo

Um dia destes encontrei o RB e a Mulher Vampiro no regresso a casa. Era o fim de um dia de trabalho e sol, mas o astro rei ainda brilhava na sua queda para a escuridão.
No meio da conversa agitada concluímos duas coisas. Primeiro, que a Mulher Vampiro ao fim do dia é completamente diferente. O oposto do que é pela manhã. Mas isso, já os leitores sabiam. Segundo, que ela é a mais característica personagem do Clã do Comboio. Todos nós sofremos mudanças e alterações. Todos nós mudamos de posição, todos nós alteramos a atitude. A Mulher Vampiro não. Ela viaja sempre no mesmo banco matinal e tem sempre a mesma atitude e adopta sempre a mesma posição. Bem vistas as coisas, a Mulher Vampiro é um ícone do Clã do Comboio. Vai daí, pedimos-lhe para se levantar, tirámos uma foto ao banco e fizemos a gracinha que pode ver-se na imagem abaixo. E porquê? Porque entendemos que a Mulher Vampiro tem direito a lugar cativo com carácter vitalício e personalizado.
Senhor administrador da CP, aqui fica o repto: queremos a personalização do banco da mais icónica personagem do Clã do Comboio.

O escritor, o RB e todos
os outros que reconhecem
este direito à MV.

Projecto de Personalização do Banco da Mulher Vampiro


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Alerta de Roubo: Final Feliz!

No Passado dia 11 de Abril, fizemos aqui um alerta de roubo de uma viatura de uma amiga e colega.
–
Esta madrugada, soubemos através do comentário ao post, que a seguir se transcreve, que a situação teve um final feliz.
–
Importa dizer que ficamos muito satisfeitos pelo desfecho e que na altura não fizemos mais do que a nossa obrigação cívica: ser solidários.
–
Um abraço grande à SC!

————————————–
“Meu amigo,
apareceu o meu carrinho esta madrugada no Bairro Padre Cruz, em Carnide, aparentemente ileso!!!
Está sob investigação policial e ainda não lhe posso tocar…
Muito obrigada por ter tornado possível (através do seu precioso blogue) uma divulgação muito mais vasta pelos seus fiéis seguidores!
Um grande bem-haja a todos os que me ajudaram!”


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Curtas do Metro – Passa! Passa!

Passa! Passa!

Fim de dia. Chego a Santa Apolónia. Saio do Metro. Não vejo ninguém conhecido nem nada interessante. Quando me aproximo do controlador magnético para passar o meu cartão, quem é que está mesmo à minha frente nos seus característicos trajes negros? A Mulher Vampiro!

O cartão dela não quer abrir a porta. Coloco-me atrás dela, passo o meu cartão, a porta abre e eu digo:
– Passa! Passa!

Ela passou e eu logo atrás dela. Os dois duma vez. Já do outro lado, rimos a bom rir. Tinha sido o nosso pecado, a nossa pequena irreverência do quotidiano:
– Olhe lá, sabe que uma vez por mês é preciso pagar o passe?
– Engraçadinho!

jpv


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Curtas do Metro – The F Word

The F Word

Cais do Sodré. Caminhamos para os controladores. Atrás de mim vêm duas vozes novas, bem dispostas e bem falantes, falando de compras e tratando-se por “amiga”. Passam-me. Vão com calções brancos de sarja, camisolas de cavas, uma castanha e outra verde-escuro. Usam sandálias. Têm um aspecto elegante e polido e, na minha avaliação, educado.

Ao passar pelo controlador, ultrapasso-as. Depois do controlador volto a ouvi-las atrás de mim. Estamos ao cimo das escadas. O Metro está lá em baixo e elas dizem:
– Corre, corre, ainda o apanhamos.
– Achas? Vamos lá!

Os alarmes de fecho de portas soam. É a partida. Para qualquer um de nós é impossível apanhá-lo e elas dizem uma a seguir à outra:
– F***-se!
– Que se F**a!

Moral da história: erros de avaliação!

jpv


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Histórias do Autocarro 28 – Ajuda Externa

Ajuda Externa

Só a mim, meu Deus, só a mim. Lisboa tem centenas de milhares de habitantes e transeuntes, milhares de autocarros, mais milhares de outros veículos de transporte público, e as alemãs tinham de me calhar a mim!
Em época de FMI, de FEEF, de Ângela Merkl, de ajudas externas, de restrição e austeridade, entro no 28 e atrás de mim entram duas alemãs de meia idade, calças de ganga, t-shirt branca de cavas, suadas até dizer chega. Uma agarra-se e quase me cola o sovaco peludo ao nariz. A outra, vá-se lá saber porquê, não se agarrou. O 28 arranca. Não sei se o motorista sabia que tinham entrado alemãs, mas sei que o esticão foi… repenicado!
A que não se agarrou, desamparou-se e ia mesmo cair. Deitei-lhe a mão e segurei-a por um braço. A senhora reequilibrou-se, olhou-me um bocadinho envergonhada e disse:
– Dankeschön
– Bitte Schön

Ia ficar por ali, mas resolvi acrescentar em inglês de sotaque aprumado:
– It’s ok. This is probably the only way Portugal will help Germany in the next few years.

Fez um sorriso amarelinho, colou os olhinhos no chão e eu pensei em pensamento futebolês:
– Portugal 1, Alemanha 0.

jpv


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Curtas do Metro – Tentativa de Assassinato por Esmagamento

Tentativa de Assassinato por Esmagamento

Manhã muito bem disposta. Conversa animada entre a saída do comboio e a entrada no Metro. Vou eu, o RB e a Mulher Vampiro*. De repente, quando nada o fazia prever, sem motivo aparente, a Mulher Vampiro atira-se violentamente para cima de um simpático e incauto passageiro que fica esmagado entre a figura negra e sólida da Mulher Vampiro e as costas do banco. Por momentos, pensei que ia mordê-lo no pescoço!
Ela reequilibrou-se como pôde e nós, como bons cavalheiros, pedimos desculpa ao senhor em nome dela. Fizemos ali um bocado de conversa a ver se ele percebia que ela não era má pessoa. enfim, teve um momento de excesso… ou de fraqueza! Viro-me para o RB e digo:
– Achas que foi de propósito?
– Não. Desequilibrou-se com o arranque do Metro.
– Ah, pois. És capaz de ter razão!

Demos um cartão do blogue ao passageiro que, quando saiu, levava um ar bem disposto. Ou isso, ou estava aliviado por se ver livre da fúria da Mulher Vampiro!

jpv

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*Para quem a não conhece aqui das Curtas do Metro, trata-se de uma personagem do Clã do Comboio. Para a conhecer melhor, clique aqui.


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12 de Abril – O dia em que se quebraram barreiras!

Amigos, 12 de Abril foi dia de quebrar barreiras neste cantinho. Mails para a minha Irmã superou a barreira das 20000 (vinte mil) visitas num total de mais de 45000 (quarenta e cinco mil) visualizações, mas não nos ficámos por aí. Foi também o dia em que pela primeira vez se superou a barreira das 300 (trezentas) visualizações no mesmo dia. Como recompensa, uma vez que, ao que parece, as pessoas vêm cá para ler, publicaram-se histórias diversas o que se repetirá hoje uma vez que está na calha para o fim do dia a publicação de uma Curta do Metro e de uma História do Autocarro 28. Ambas muito curiosas.

Aos leitores, um muito obrigado pela presença assídua.

jpv

Contador, ontem, às 12:30h

Resumo do dia 12 de Abril com 304 visualizações