Para já, uma notícia: está concluído o romance “De Negro Vestida”. A sua publicação terminará ainda em Abril.
Author Archives: mailsparaaminhairma
O Clã do Comboio – Lugar Cativo
Alerta de Roubo: Final Feliz!
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Esta madrugada, soubemos através do comentário ao post, que a seguir se transcreve, que a situação teve um final feliz.
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Importa dizer que ficamos muito satisfeitos pelo desfecho e que na altura não fizemos mais do que a nossa obrigação cívica: ser solidários.
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Um abraço grande à SC!
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“Meu amigo,
apareceu o meu carrinho esta madrugada no Bairro Padre Cruz, em Carnide, aparentemente ileso!!!
Está sob investigação policial e ainda não lhe posso tocar…
Muito obrigada por ter tornado possível (através do seu precioso blogue) uma divulgação muito mais vasta pelos seus fiéis seguidores!
Um grande bem-haja a todos os que me ajudaram!”
Curtas do Metro – Passa! Passa!

Passa! Passa!
Fim de dia. Chego a Santa Apolónia. Saio do Metro. Não vejo ninguém conhecido nem nada interessante. Quando me aproximo do controlador magnético para passar o meu cartão, quem é que está mesmo à minha frente nos seus característicos trajes negros? A Mulher Vampiro!
O cartão dela não quer abrir a porta. Coloco-me atrás dela, passo o meu cartão, a porta abre e eu digo:
– Passa! Passa!
Ela passou e eu logo atrás dela. Os dois duma vez. Já do outro lado, rimos a bom rir. Tinha sido o nosso pecado, a nossa pequena irreverência do quotidiano:
– Olhe lá, sabe que uma vez por mês é preciso pagar o passe?
– Engraçadinho!
jpv
Curtas do Metro – The F Word

The F Word
Cais do Sodré. Caminhamos para os controladores. Atrás de mim vêm duas vozes novas, bem dispostas e bem falantes, falando de compras e tratando-se por “amiga”. Passam-me. Vão com calções brancos de sarja, camisolas de cavas, uma castanha e outra verde-escuro. Usam sandálias. Têm um aspecto elegante e polido e, na minha avaliação, educado.
Ao passar pelo controlador, ultrapasso-as. Depois do controlador volto a ouvi-las atrás de mim. Estamos ao cimo das escadas. O Metro está lá em baixo e elas dizem:
– Corre, corre, ainda o apanhamos.
– Achas? Vamos lá!
Os alarmes de fecho de portas soam. É a partida. Para qualquer um de nós é impossível apanhá-lo e elas dizem uma a seguir à outra:
– F***-se!
– Que se F**a!
Moral da história: erros de avaliação!
jpv
Histórias do Autocarro 28 – Ajuda Externa

Ajuda Externa
Só a mim, meu Deus, só a mim. Lisboa tem centenas de milhares de habitantes e transeuntes, milhares de autocarros, mais milhares de outros veículos de transporte público, e as alemãs tinham de me calhar a mim!
Em época de FMI, de FEEF, de Ângela Merkl, de ajudas externas, de restrição e austeridade, entro no 28 e atrás de mim entram duas alemãs de meia idade, calças de ganga, t-shirt branca de cavas, suadas até dizer chega. Uma agarra-se e quase me cola o sovaco peludo ao nariz. A outra, vá-se lá saber porquê, não se agarrou. O 28 arranca. Não sei se o motorista sabia que tinham entrado alemãs, mas sei que o esticão foi… repenicado!
A que não se agarrou, desamparou-se e ia mesmo cair. Deitei-lhe a mão e segurei-a por um braço. A senhora reequilibrou-se, olhou-me um bocadinho envergonhada e disse:
– Dankeschön
– Bitte Schön
Ia ficar por ali, mas resolvi acrescentar em inglês de sotaque aprumado:
– It’s ok. This is probably the only way Portugal will help Germany in the next few years.
Fez um sorriso amarelinho, colou os olhinhos no chão e eu pensei em pensamento futebolês:
– Portugal 1, Alemanha 0.
jpv
Curtas do Metro – Tentativa de Assassinato por Esmagamento

Tentativa de Assassinato por Esmagamento
Manhã muito bem disposta. Conversa animada entre a saída do comboio e a entrada no Metro. Vou eu, o RB e a Mulher Vampiro*. De repente, quando nada o fazia prever, sem motivo aparente, a Mulher Vampiro atira-se violentamente para cima de um simpático e incauto passageiro que fica esmagado entre a figura negra e sólida da Mulher Vampiro e as costas do banco. Por momentos, pensei que ia mordê-lo no pescoço!
Ela reequilibrou-se como pôde e nós, como bons cavalheiros, pedimos desculpa ao senhor em nome dela. Fizemos ali um bocado de conversa a ver se ele percebia que ela não era má pessoa. enfim, teve um momento de excesso… ou de fraqueza! Viro-me para o RB e digo:
– Achas que foi de propósito?
– Não. Desequilibrou-se com o arranque do Metro.
– Ah, pois. És capaz de ter razão!
Demos um cartão do blogue ao passageiro que, quando saiu, levava um ar bem disposto. Ou isso, ou estava aliviado por se ver livre da fúria da Mulher Vampiro!
jpv
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*Para quem a não conhece aqui das Curtas do Metro, trata-se de uma personagem do Clã do Comboio. Para a conhecer melhor, clique aqui.
12 de Abril – O dia em que se quebraram barreiras!
O Clã do Comboio – Água Fria
Curtas do Metro – Nega

Nega
Em casa pediram:
– Se hoje viesses um bocadinho mais cedo, jantávamos todos juntos. O miúdo* está cá, mas logo à noite já vai embora.
– Está bem, vou tentar.
Tentar ir mais cedo é viajar no interregional das 17:18 para estar em casa por volta das 19:15.
Saí do trabalho, cheguei ao Cais do Sodré com tempo, segui para a Baixa/Chiado onde cheguei também com tempo. Só um breve trajecto até Santa Apolónia me separa do comboio e do tal jantar em família. Na estação de Baixa/Chiado, o painel electrónico de letras deslizantes avisa:
“A circulação está interrompida por motivo de avaria em comboio. Tentaremos retomar num período inferior a 15 minutos.”
Podem ter tentado, mas não conseguiram. Cheguei tarde. Foi uma nega do Metro de Lisboa!
jpv
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*A última vez que contei, o miúdo tinha 20 anos!




