
Could
I could sail
Your lips
Following the balance
Of your hips.
I could see
Through your eyes.
Live your truth
With no lies.
I could be a man
In your body of desire.
You could be my water
Killing my thirst
And consuming my fire.
jpv

I could sail
Your lips
Following the balance
Of your hips.
I could see
Through your eyes.
Live your truth
With no lies.
I could be a man
In your body of desire.
You could be my water
Killing my thirst
And consuming my fire.
jpv

Près de toi,
L’amour
C’est la seule loi.
Les yeux dans les yeux.
L’envie
De te donner
Tout ce que tu veux.
Les mains dans les mains.
Ton sourire
Pour le matin.
Un corps
Sur un corps tombé.
Un soir de conversation
Autour d’un thé.
Chaque chose à la fois,
Près de toi
L’amour
C’est la seule loi.
jpv

Três semanas fora do país. Não de um país qualquer. Fora de Portugal. Para os portugueses, partir e chegar têm cargas emocionais diferentes dos outros povos. E a razão é simples. Os portugueses nunca partem sozinhos. Levam consigo todo um povo, todo um orgulho e, paradoxalmente, toda uma humildade. E atrás deles vai sempre a nação. Se repararem, quando pessoas de outros países se encontram no estrangeiro, falam desse país em que estão de visita ou em trabalho. Os portugueses põem-se logo a falar de Portugal e, muito provavelmente, de comida. Acho mesmo que a frase portuguesa mais dita no estrangeiro é “Não há comida como a nossa.” Nisto, só há um povo que se nos aproxima: os brasileiros. Mas, esses, eu não tenho a certeza de que sejam outro povo.
Três semanas fora do país. Em férias. Com as malas no porão e as histórias na cabeça. Desde que partira que começara a imaginar como contá-las. Já sabia como fazê-lo na altura. Só lhe faltavam as histórias. Agora não lhe falta nada. Era um voo Istanbul-Lisboa com escala em Frankfurt. Estavam no ar há uma hora e picos. Ele dormitava. Ela dormia profundamente. Os cachopos rabiscavam cores num livro de pintar. E foi então que ela se deu. Começou por lembrar-se do bacalhau com natas que ela fazia lá em casa, depois lembrou-se do bacalhau cozido com batatas na noite da consoada, depois lembrou-se do bacalhau à lagareiro e, finalmente, veio-lhe à memória a roupa suja que é bacalhau com rodelas de ovo cozido, azeitonas e couves e, de repente, sentiu-se confortável, como se estivesse em casa para começar a almoçar e não a doze mil pés de altitude. Imaginou um branco de Pias e pensou de si para consigo:
– Por que raio não me sai o bacalhau da cabeça?
Resolveu despertar. Esticou o pescoço, levantou a cabeça, espetou o nariz no ar e cheirou. Inspirou profundamente duas vezes:
– Môr, môr… não vais acreditar, acho que vai alguém a comer bacalhau!
– Cala-te e dorme. É uma ilusão. A altitude baralha-nos os sentidos.
Não conseguiu acordar-lhe a curiosidade, mas também não desistiu de investigar. Estava na hora de ir à casa-de-banho. Percorreu o corredor devagarinho no sentido da cauda do avião. Na penúltima fila de bancos estava, no lugar junto ao corredor, um jovem com o portátil aberto. No lugar do meio lá estava ele. Mais de sessenta, enfiado numas calças de fazenda, uma camisola de lã e um casaco. À sua frente, uma caixa de gelado e dentro dela bacalhau com batatas e couves regadas com azeite. Nem experimentou outra língua:
– O senhor é português!
– A menos que você conheça outro povo que faça bacalhau com batatas…
– Espantoso!
– Espantosas são as porcarias que eles nos dão para comer no avião.
– De acordo! Mas… como é que conseguiu? Você tem bacalhau com batatas à frente e parece quente.
– Morno!
– Sim, mas…
– Vocês espantam-se com pouco. Cozinhei o bacalhau, púzio nesta caixa bem apertadinho, sem o azeite. Depois, pus a caixa num saco térmico e trouxe uns saquinhos de azeite que dão no Mec… aquela coisa dos hambúrgers…
– MacDonald’s…
– Isso.
– Sim, mas não é proibido comer aqui comida sem ser do avião?
– Sei lá. Há bocado passaram aí com a comida de plástico, eu disse, No, diet, e tirei a caixa…
– Fantástico!
– Amigo, vá por mim, onde há um português, pode haver bacalhau. É servido?
– Não, obrigado.
– Vá lá…
– Não, obrigado.
Nem foi à casa-de-banho. Voltou para o lugar fascinado. Um português a comer roupa suja num voo Istanbul-Lisboa. Quais seriam as probabilidades? E sentou-se tranquilo e tranquilo estava quando uma hospedeira se aproximou com uma caixa de gelado na mão:
– Sir, the gentleman back there asked to deliver you this box… as an offer.
jpv

É franzina
E pequena,
A Madalena.
E tem borboletas
No sorriso
E aventuras
No olhar.
Gosta de brincadeiras
Sem fim,
Uma bola para jogar,
E, claro,
O Faísca Mcqueen.
De repente,
Pára um momento
E vê-se a ternura
No olhar atento.
É uma flor
Cheia de vida
E Cor.
E agora
É uma finalista bonita
Que pediu com carinho,
Ao padrinho,
Para lhe assinar a fita.
É franzina
E pequena,
A Madalena.
jpv
Amigos e leitores,
fica registado que estou oficialmente velho.
Pois, eis os meus primeiros óculos de ver ao perto! Ai, ai, ai…
O Pingo Doce, recentemente estrela de televisão, rádio, jornais, Internet e tudo onde se pudesse ver, ouvir e ler, voltou a meter-se comigo. Desta vez, encontrei esta belezura de cartaz… Ou seja, a confiar no dito, o bacalhau é carninha, chichinha que anda a pastar na lezíria ribatejana antes de chegar ao Pingo mais Doce do país… Ah, pois é!
The world as I see it
We declare the world as our canvas
As featured in Olympus Passion Magazine and on The Art of Photography
Art Lesson Ideas, Plans, Free Resources, Project Plans, and Schemes of Work. An 'outstanding' art teacher in Greater Manchester. Teaching KS3 and KS4 art and design.
My best traveling tips for your unforgettable journey.
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"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."
Iluminando corações com a Palavra de Deus🙏
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