Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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De Negro Vestida – Primeiros Pontos de Venda

Caros leitores e amigos,

Embora ainda esteja a decorrer a fase de distribuição, o romance “De Negro Vestida” já está disponível em alguns pontos de venda online, sendo que, de acordo com as promoções, cartões e outros que tais, o preço pode variar.

Até ao momento pode encontrar-se nos locais listados abaixo a que pode aceder diretamente clicando nos nomes ou logótipos.


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Boas Leituras
jpv


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Lamento do Viajante Solitário

Lamento do Viajante Solitário

Já te sinto ao longe,
Ó sol redondo e grande e vermelho
Que nasce ao contrário
E se põe nas minhas costas.
Já te sinto sob os pés,
Ó terra de sangue
Que cheira a vida
E brota meninos descalços.
E amo as tuas cores
E as tuas gentes
E sinto tudo
O que sentes.
Já te pressinto a humidade
E o calor,
Já te vejo a bátega torrencial
De impiedosa chuva,
E já oiço as saudações
Dos vizinhos e dos amigos.
E já escuto o que o povo canta
O que o puto anónimo diz.
E sou feliz.
Por ti. Em ti. Contigo.
És minha essência
E minha verdade.
És meu chão,
Minha pátria de vencer,
Acolhimento e aconchego.

E choro.
Há outra terra.
Escura e fria.
Onde chove de noite
E neva de dia.
E há uma lareira ardente
Que se paga,
Uma porta que se tranca,
Uma janela que se fecha,
Um cão que baixa a cabeça
E chora por dentro.
E há um filho órfão de mim,
E uma família acenando
Um incerto e chorado adeus.
Há amigos que sorriem de dor
E querem atenuar os meus
Pecados.
Esses,
Cometidos estão.
E só se redimem de verão em verão.

Amo uma e outra
E não há nesse amor
Culpa nem perdão.
Mas há a distância.
Há a errância.
Há a solidão.
Há um estar sempre
Onde se não está,
Esse constante cá e lá
Que dói e fulmina
A intenção.
E cresce em mim a intraduzível saudade
Um peito que se enche
E esvazia,
Um não saber que querer
Querendo tudo,
Um poeta,
Um bardo no peito,
Um estar sempre sem jeito.
Uma viagem
E um viajante para ela,
Homem tisnado e forte
Que estende e iça a vela
E chora seu fado,
Lamento solitário…

jpv


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Lua-de-Mel com Eusébio

Lua-de-Mel com Eusébio

Como benfiquista e, sobretudo, como português, sinto tristeza pela morte do grande Eusébio. Jogador ímpar do meu Benfica e da nossa Seleção. Uma figura mítica cujos golos já vimos centenas de vezes em imagens de arquivo, mas revemos sempre com entusiasmo tal a energia e a magia desses momentos.

O homem e o jogador de futebol tem o valor que tem, um dos melhores de sempre, e haverá muito quem fale disso melhor do que eu porque o conheceu de perto, contactou e conviveu com ele. E é por isso que me escuso a essa função. Contarei, como quem rememora, porque acredito que os homens perduram na memória uns dos outros, um episódio em que percebi a dimensão internacional de Eusébio.

Foi em setembro de 1988. Há vinte e cinco anos. Casei-me, enfiei-me num comboio com a minha noiva e fomos correr essa Europa com um bilhete de Inter-Rail no bolso. Ir do Entroncamento a Istambul e vir, de comboio, era o desafio. E, com as dificuldades inerentes àquele tempo, conquistámos cumplicidade, vencemos contrariedades e realizámos o sonho de, pelo caminho, visitar Atenas.

Na altura não havia Internet. A televisão não dava as notícias do mundo segundos depois de elas terem sucedido, não havia cartões multibanco, não havia telemóveis. A moeda de troca não eram retângulos de plástico, era mesmo dinheiro, as notícias viajavam, sobretudo, pela rádio e pelos jornais. Portugal tinha dois canais de televisão. A RTP1 e a RTP2.

Estava algures no meio da Jugoslávia, é verdade, na altura, esse país ainda existia, num comboio internacional que havia sido transformado num regional que parava em todas as estações e apeadeiros. O comboio estava à pinha com famílias inteiras e, sobretudo, jovens militares fardados. Não sabíamos, em Portugal, mas na Jugoslávia havia começado a guerra e o ambiente era muito tenso. As famílias despediam-se dos jovens nas estações e havia abraços e choros. Ora, no meio deste ambiente, éramos um estranho e jovem casal de portugueses, apertado entre pessoas sentadas, em pé e deitadas pelas carruagens, falando em línguas que não percebíamos. A certa altura, alguém perguntou, misturando francês com inglês e russo, ou algo parecido com russo, de onde éramos. A resposta foi óbvia:
– Portugal.
– Ah, Portugal… Eusébio!

E pronto. Tantas e tão vastas referências tinha a nossa nação, tantos séculos de História a produzir feitos e figuras conhecidas, mas foi com Eusébio que identificaram Portugal em língua estranha, comboio apinhado, algures, num país prestes a deixar de existir!


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Onde Adquirir "De Negro Vestida"?

ONDE PODE ADQUIRIR “DE NEGRO VESTIDA”?

A compra do romance “De Negro Vestida” poderá fazer-se após a fase de distribuição. Essa fase vai durar cerca de 6 semanas, ou seja, por volta da SEGUNDA SEMANA DE FEVEREIRO, o livro estará disponível nos seguintes locais:

Portugal – online:

Site da Chiado Editora (http://www.chiadoeditora.com/);
Wook (http://www.wook.pt/);
Bertrand Online (http://www.bertrand.pt/)
Sitio do Livro (http://www.sitiodolivro.pt/)

Brasil online:

Livraria Saraiva (http://www.livrariasaraiva.com.br/)
Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/index.asp)

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Portugal Livrarias:

Livrarias do comércio tradicional e grandes grupos comerciais, FNAC, SONAE (Worten e Book It), ECI, Bertrand e Bulhosa que terão a obra disponível ao balcão ou sob encomenda.

Brasil Livrarias:
Livraria Saraiva e Livraria Cultura que terão a obra disponível ao balcão ou sob encomenda.

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Assim que souber os locais exatos, comunico a todos os amigos, familiares e leitores.


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3 de janeiro


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3 de janeiro

Se o meu pai fosse vivo, faria hoje 80 anos. Não é. Mas faz na mesma. Nos nossos corações.

Este ano não vou escrever nenhum poema, nenhum texto saudosista a realçar a falta que ele nos faz. Faz-nos a falta toda que é possível um ser humano fazer, sobretudo tratando-se de um homem que nos orientava e preenchia e os afetos.

Hoje, mostro uma foto. Nessa foto está toda a minha vida. A que houve antes de mim. A que haverá depois de mim.

Essa foto, para mim, é uma espécie de calendário cósmico, uma sinopse de toda a existência, pelo menos a que vale a pena! É o meu pai, orgulhoso por ter o neto ao pé. Olhando a televisão, segurando o miúdo com a pouca força que lhe restava. E é o meu filho, com a curiosidade no olhar, usufruindo da tranquilidade que o avô lhe passava. O meu pai não chamava o neto para o pé dele. Aliás, o meu pai não chamava ninguém para o pé dele, nem mesmo os animais, mas fazia com que nos sentíssemos bem ao pé dele quando lá estávamos e depois éramos nós que queríamos voltar para o seu pequeno universo de afetos. Até nisso, era diferente. E talvez por isso, havia uma pomba que o visitava todos os dias à janela da sala de jantar sem a ele a chamar. Por isso e pelos pedacinhos de pão. Os mesmos que faziam toda a gente, em particular, as minhas tias, quererem sentar-se ao lado dele à refeição. É que, antes de começar a comer, o meu pai, partia pedacinhos de pão e fazia uma fileirinha deles ao lado do prato…

Estava aqui a pensar, e tomei consciência de que morreu há quinze anos. Fez ontem quinze anos. E ficámos com esta cronologia estranha. Falecido a dois, nascido a três, sepultado a quatro. Há qualquer coisa de místico nesta sequência pois que ao longo dos últimos quinze anos o tenho tentado sepultar, mas persisto em vê-lo renascer. Em mim, na minha irmã, na minha mãe, na minha mulher, no meu filho, nos demais familiares, nos amigos… e vem sempre com a mesma tranquilidade, a mesma serenidade. Talvez seja isto que este homem era mais farol do que homem. Pois, farol seja, farol permaneça!

In Memoriam Jaime Neves Videira, 3/01/1394 – 2/01/1999

jpv


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Feliz 2014!

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Agradecimento Público

Caros Familiares, Amigos e Leitores,
A todos um profundo e sentido agradecimento pelo dia de ontem, 28 de dezembro de 2013. O dia em que apresentei publicamente o primeiro romance que publico, “De Negro Vestida”.
Foi um dia de emoções fortes. Tantas e tão inesperadas amizades me visitaram, revisitaram, apoiaram… foi a tarde dos abraços! Tantos e tão longos, demorados, reconhecidos e reconfortantes abraços.
Tenho 46 anos, vivo, portanto, a minha quinta década e tive comigo, ontem, amigos de todas as décadas da minha vida! Absolutamente fabuloso!
Amigos da Gabela, a terra que me viu nascer. Alguns deles eu não via há 40 anos!
Amigos dos meus tempos de liceu, do saudoso Liceu D. Duarte, em Coimbra.
Amigos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, dos meus tempos de capa e batina.
Amigos de Coimbra.
Amigos do tempo em que vivi no Entroncamento e onde semeei tantas amizades.
Muitos amigos de Torres Novas, terra que me acolheu e de que gosto tanto!
Amigos e colegas da minha escola, a Secundária de Alcanena a cujos colegas devo muito do meu crescimento como homem e professor.
Amigos do tempo do velhinho DES, Departamento do Ensino Secundário, onde trabalhámos tanto e trocámos tantas ideias e fizemos nascer tantos projetos.
Amigos do IEFP de Santarém e também do Porto com quem tanto se sonhou e realizou.
Amigos e colegas do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa que abracei com comoção e saudade.
Amigos e colegas da DGRHE/DGAE cuja capacidade de trabalho sempre admirei e sempre souberam aliar a uma postura cúmplice, cooperante e afetuosa.
Amigos do Clã do Comboio, esses incansáveis e simpáticos companheiros de viagem dos tempos em que trabalhei em Lisboa na DGRHE/DGAE
Amigos e colegas da escola onde trabalho atualmente, a Escola Portuguesa de Moçambique!
Ex-alunos que ficaram amigos para sempre. Sementes de saber e amizade que ontem floriram em sorrisos e abraços.
Amigos que nunca tinha visto pessoalmente, mas que seguem o que escrevo no Blogue do Costume, Mails para a minha Irmã, e vieram saudar-me e adquirir “De Negro Vestida”.
Amigos da minha terra em Portugal, a Zibreira!
A minha doce afilhada, de quem gosto tanto!
Amigos, familiares, leitores… todos juntos à volta de um texto que foi pretexto para muitos abraços. Espero que venha a ser um livro com um percurso interessante, que o público se interesse por ele e o leia e divulgue, mas, mesmo que não seja, só pelos abraços que despertou, já valeu a pena!
E ainda, amigos da Chiado Editora e da Book It de Torres Novas que tornaram o evento possível.
Muito Obrigado a todos! Do fundo do coração!

João Paulo Videira

Nota: em breve deixarei informação sobre locais online e físicos para aquisição do livro.


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De Negro Vestida – Aproxima-se a Hora do Lançamento…


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Caros Familiares, Amigos e leitores, 

Está quase na hora do lançamento de “De Negro Vestida”

A todos os que me têm apoiado, encorajado e ajudado neta aventura de começar uma vida nova, aquela que sempre sonhei, a da escrita publicada, o meu muito sentido agradecimento. 

Só posso prometer continuar a escrever. Até amanhã! 

jpv


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Votos Natalícios de MPMI


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7 comentários

De Negro Vestida Chegou a Maputo


Caros amigos e leitores,

De forma antecipada em relação ao esperado, “De Negro Vestida” chegou hoje a Maputo.

Foi um momento de realização, mas foi, sobretudo, um momento de comoção.

Agradeço publicamente a generosidade da Escola Portuguesa de Moçambique pelo seu transporte, na pessoa da sua Diretora, e estendo o agradecimento a todos os que trataram do processo burocrático!

A obra chegou, finalmente, às mãos do seu autor.

Agradeço, também, à Chiado Editora pela remissão dos volumes.

Agora, avançamos para o lançamento no próximo dia 28 de dezembro de 2013, na livraria Book it, em Torres Novas, pelas 16:30h, no edifício do Centro Comercial Modelo.

Depois, ainda tentaremos uma sessão em Lisboa no início de janeiro e para o final do mês, a sessão de lançamento nesta deliciosa África, neste acolhedor Moçambique!

Árvore: check! (muiiitas!)
Filho: check! (liiiindo e muito amado!)
Livro: check! (De ficção e em papel é o primeiro!)

Pai Natal, apesar da lista estar completa, se possível, não queria morrer já. É que estou a redigir outro romance e já tenho mais dois na gaveta! Ah pois…
jpv


Clique para aumentar. Se quiser, claro. Não é uma ordem! Hehehe…