
Volto alegre
Daquelas alegrias
Que não sabemos
De onde vêm.
É uma alegria
fingida.
Quero dizer,
Não é bem fingida.
É como se fosse
verdadeira,
Mas facto não é,
Mas mentira também não.
É como se fosse uma coisa
Entre outra coisa
E espalha-se,
E agarra-se
Às duas coisas,
E parece uma só,
Nem mentira,
Nem verdade.
É inocente,
Mas também pode ser culpada.
É como aquelas pessoas
Que querem suicidar-se,
Mas acabam
Dando uma festa para os amigos.
Um suícida
Que encha o frigorífico
De tudo.
É uma alegria assim…
À espera…
jpv