Teve uma vida repleta e intensa. Não morreu novo, mas poderia ter vivido mais. O Poloni gostava, sobretudo, da companhia das pessoas. E amava o mar. Enfrentava ondas enormes, vinha de lá enrolado em água e cheio de areia, sacudia-se e voltava a investir. Nunca teve medo do mar. Adorava caçar caranguejos nas areias da praia de Chongoene. Rosnava a quem não lhe agradava e detestava ser encurralado em espaços exíguos. Enroscava-se na sua cama ao fundo do quarto e tudo estava bem desde que sentisse pessoas. Por vezes, a meio da noite, desatava a ladrar que nem um louco como se lhe tivesse sido confiada a missão de acordar todo o mundo adormecido. Era um bom guarda. Gostava de comer sem ser incomodado e roubava sempre um lugar no sofá ou mesmo um sofá inteiro. Onde quer que esteja, está no melhor dos locais e, por certo, anda a enfrentar ondas marinhas. Foi feliz e gerou felicidade à sua volta.
Naquele dia, Naquele fim de tarde De cores difusas, Encontrei Deus e perguntei: Que fazes aqui? A Potestade, Com olhar supremo e doce, Respondeu: Vim cuidar de ti. Como não acreditasse, Incrédulo e surpreso, Que a Divindade Viesse ver uma só faúlha De todo um fogo aceso, Repliquei com a voz trémula: De mim? E olhei em volta. E Deus, Como se soubesse tudo, Falou comigo Tal pai aconselhando o filho: Não haja surpresa nisso Que são insondáveis, Para os humanos, Os motivos do seu Criador. Em tua face Está um olhar. Nesse olhar Brilha uma lágrima. No brilho, Mostra-se uma emoção. Na emoção, Baila uma mulher. Nessa mulher, Vive uma morte. Dessa morte, Nasce uma revolução. Na revolta, Estende-se uma mão. Junto com a mão, Revela-se um braço. Ao cimo do braço, Está um peito Onde bate um coração. O coração prende a dor Que vim libertar. Mas, respondi, Não poderias ir direto Ao peito sofredor? Não, filho. Toda a chuva Tem um céu, Toda a luz Tem um sol, Toda a noite Tem um breu, Toda a dor Tem uma estrada A ser vencida, Passada a passada, Até que o pó do sofrimento Seja alimento E brilhe de novo um olhar. Só então, Teu Deus te virá libertar. E, como veio, Deus partiu. E quando saiu, A tarde já se fizera manhã.
Foi tempo de revisitar o PaulKruger Park, um dos maiores parques naturais do Mundo, na província de Mpumalanga, África do Sul. Além de quebrar ritmos loucos de trabalho, serviu para reencontrar-me com as aves, que tanto gosto, e com muitos mamíferos sendo que, para diversas espécies, é tempo de chegarem as crias.
Foi também tempo de revisitar Marloth Park, uma vila que tem portas para entrar e sair, onde as ruas são todas de terra batida, não há casas encostadas umas às outras e os animais selvagens circulam livremente pelas ruas em convivência com os animais humanos.
Algum descanso, alguns encontros, algumas aventuras e muitas fotos, cerca de 400, das quais selecionámos 39 para partilhar com os leitores de MPMI.
A maioria, 26, foi tirada com Canon M200, uma delícia, e as restantes com Samsung Note 10Plus, não está mal, mas não é uma câmara.
Todas as fotos têm a resolução reduzida para facilitar o upload e a gestão do espaço em servidor pelo que a qualidade não é a original.
A autoria das fotos é de Cláudia Videira e João Paulo Videira.
O Amor Próprio nasceu como uma página nas redes sociais e se transformou em um espaço acolhedor para quem busca reencontrar sua força, sua essência e seu valor.
O assunto básico é Arte/Fotografia e Psicologia. Eventualmente há indicações de livros e equipamentos interessantes lincados na Amazon, Shopee e SocialSoul.