Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Não Quero!

Morre-se de abandono…
As mãos ao longo do corpo abandonadas.
Abandonado o olhar ao ponto longínquo da desistência.
Os argumentos e os contra-argumentos abandonados ao ouvido alheio.

Morre-se de abandono…
O desapego da ignara prepotência.
A desconfiança da religião e da ciência.
A vida escorre lenta e difusa como um sonho no sono.

Morre-se de desumanidade…
Não creio, já, em poetas e profetas.
Não creio na marcha dos líderes nem dos falsos exegetas.
Não creio no Homem nem na Humanidade. Abjuro a Pólis, a Urbe e a Cidade.

Assisto, consciente e incrédulo,
Como se, ao morrer, soubesse que ia de facto morrer,
Sem luz nem esperança, nem a salvação que todos alcança,
Só o pensamento falido e austero de uma alma em desespero,
Ao triunfo sonoro e ruidoso da ignorância e da inércia sobre o estudo e o esmero.

Em tudo sinto saudade de como foi.
Não quero querelas, já, que não valem a pena.
Não quero o Saber construído a pulso e suor de pensar para além do já pensado,
Na mesma cama que a jactante e falaciosa opinião. A mesma que rebola pelo chão vazio de uma ideia.

Fico.
Não parto, sequer.
A partida, é já uma corrida perdida.

jpv


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Click Moçambique (4)

Andar por Moçambique e… fotografar. Uma combinação inevitável, quase obrigatória e viciante. Aqui colocaremos os nossos cliques por terras e gentes de Moçambique.

A foto foi tirada junto à ponte da Macaneta e representa o velhinho batelão que tantas vezes atravessou tantos de nós para lá e para cá. Pessoas, bens, animais, automóveis, oito de cada a vez… tudo, tudo. Quem nunca esteve uma hora à espera dele? Quem nunca ficou preso no meio do rio com o batelão avariado ou sem combustível? E depois, lá aparecia alguém do nada e sem se saber como, com um pedaço de tubo, um arame, um jerricã com combustível… Tudo tão precário e tudo tão bom! Este batelão não devia apodrecer ali, o seu lugar é num museu. Um museu de histórias!

Fotografia feita com Samsung Note 10 sem filtros.

Foto de João Paulo Videira


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Click Moçambique (3)

Andar por Moçambique e… fotografar. Uma combinação inevitável, quase obrigatória e viciante. Aqui colocaremos os nossos cliques por terras e gentes de Moçambique.

A foto foi tirada na Marginal de Maputo, praia da Costa do Sol. Há uma geração nova de moçambicanos que, vencidas as dificuldades que o país atravessou nas últimas décadas, começa a ter tempo e condições para usufruir do seu país. A cidade moderniza-se, a educação evolui e, ainda com muitos desafios pela frente, começa a chegar o tempo de olhar o horizonte e… tirar uma selfie romântica.

Fotografia feita com Samsung Note 10 sem filtros em modo monocromático.

Foto de João Paulo Videira com resolução reduzida


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Click Moçambique (2)

Andar por Moçambique e… fotografar. Uma combinação inevitável, quase obrigatória e viciante. Aqui colocaremos os nossos cliques por terras e gentes de Moçambique.

A foto foi tirada na região de Chidenguele e reflete a importância do transporte de bens e pessoas em Moçambique sugerindo, também, uma reflexão acerca do cumprimento de normas de segurança. Normalmente, quando uma viatura viaja assim, com uma porta aberta, é porque leva passageiros na caixa.

Fotografia feita com Samsung Note 10 com um filtro automático para supressão de baços e excesso de luz.

Fotografia de João Paulo Videira


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Click Moçambique (1)

Andar por Moçambique e… fotografar. Uma combinação inevitável, quase obrigatória e viciante. Aqui colocaremos os nossos cliques por terras e gentes de Moçambique.

É uma foto urbana, tirada em Machava, uma localidade subúrbio de Maputo.

Reflete os contrastes africanos, a importância da indústria automóvel e, a fazer lembrar a cultura greco-romana, demonstra a relação entre a divindade e o comércio. Nota-se, ainda, algo muito moçambicano, os anúncios pintados manualmente. No caso da indústria automóvel, costumam pintar-se as peças das viaturas bem como as embalagens dos dos consumíveis.

Optámos por mostrar-vos a foto e um pormenor da mesma para facilitar a leitura.

Imagens captadas com Samsung Note 10. Foi utilizado um filtro automático para retirar efeitos de baço e excesso de luz.

Foto de João Paulo Videira


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Cores de Moçambique

Moçambique é um país único. Tem cores únicas, odores únicos, sons únicos e uma gente única.

É um país irrepetível. De aventuras, superações, realizações, primeiras e segundas oportunidades. É um país que salva vidas.

Eis algumas cores de Moçambique:


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VIVER O POSTAL

Por sortilégio da vida, com maior ou menor merecimento, consequência de escolhas conscientes ou ventura cósmica,  por vezes, é-nos dada a oportunidade rara de viver o postal.


A meu lado, uma mulher escultural, de formas tentadoras e envolventes, seminua, abandonada ao ócio e à preguiça próprios dos amantes antes ou depois de fazerem amor, já não sei a ordem, um quarto mergulhado na penumbra fresca do telhado em capim, as portas da varanda escancaradas ao sol, ao areal alvo e imenso, ao mar intensamente azul, delineado pela escuma branca, aqui, e pelo horizonte celeste, lá longe, uma toalha pendurada na corda antiga que delimita o alpendre, a conversa do oceano chega junto de nós, audível, ao ritmo da ondulação serena, e o abandono dos corpos e das mentes ao momento e à paisagem é tão inevitável quanto desejado. Um único pensamento me assalta. Tenho de saber que estou a viver isto, tenho de saber que estou aqui. Não posso ser triste nem ceifeira. Tenho de saber e guardar para mim que vivi o postal.


As imagens e as mensagens ilusórias que povoam o imaginário criado pelas publicidades, pelas televisões, pelas revistas e pelas internetes são, agora, a minha realidade, a vida que me cabe viver. E é tudo isto um milagre, uma impossibilidade para o menino que fui tornada vivência sensorial pelo homem que sou. E há em tudo isto um regozijo individual, mas também coletivo. Todos aqueles que me antecederam e não puderam viver o postal estão aqui comigo e vivem, por mim, o momento que agora guardo na alma.

Sinto uma glória presente e uma gratidão ancestral. Ser feliz não faz mal, mas é preciso reconhecer a felicidade e abraçá-la e, nesse abraço, torná-la real.


jpv


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Natal com Cores de África

Imagens captadas na província de Mpumalanga, RSA, em dezembro de 2022.
A resolução das imagens foi propositadamente reduzida para efeitos de rapidez da visualização.
Caso pretenda um original, basta solicitar por correio eletrónico para mailsparaaminhairma@gmail.com
Resolução Original: 6000×4000
Resolução no Blogue: 800×600
Caso precise de ajuda para identificar um animal ou perceber um comportamento, não hesite em solicitar por correio eletrónico. Terei muito gosto em esclarecer.

FELIZ NATAL A TODOS OS FAMILIARES, AMIGOS E LEITORES!

jpv


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FELIZ NATAL!

Mails para a minha Irmã deseja a todos os familiares, amigos e leitores, um Feliz Natal.

O Natal surge na Bíblia muitas vezes, em particular,  nos evangelhos e, mais especificamente, nos sinóticos.

Deixamos hoje, aqui, uma referência que nos agrada particularmente: Lucas 2:10-11.

Alegremo-nos, pois, com as boas novas, e estejamos unidos e solidários e sejamos capazes do melhor que há em nós. Amemo-nos uns aos outros e saibamos cultivar a paz, a harmonia e a tranquilidade.

Desfrutem deste tempo!

Lucas 2:10-11
Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo, pois estou aqui para lhes declarar boas novas de uma grande alegria que todo o povo terá. Pois hoje lhes nasceu na cidade de Davi um salvador, que é Cristo, o Senhor.

jpv


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Horizonte

Nas palavras ditas
E nas palavras por dizer,
Há memórias a correr,
Há emoções a ferver.
O toque da tua mão
No meu braço perdido,
Teu lábios quentes
Num beijo fugido.
Um riso cristalino
E duas palavras de provocação.
Não. Isto não é amor.
É uma violentíssima
E absurda paixão.
A bruma da manhã,
O sol lá no alto,
Os passarinhos a cantar
As vendedeiras na beira do asfalto,
As flores a florir,
Os rios a correr,
As ondas, no mar,
Em revolução.
Nada disto é vida,
Nada disto tem sentido,
Se não tiver na minha
A tua mão,
Se teu peito não bater por mim
Como o meu sofre por ti
Quando estás ausente.
A vida sem ti
Não é vida.
É um fluir inconsistente
Do tempo e dos dias.
Para que tudo tenha luz
E um propósito,
É preciso que o teu olhar
Acorde a minha existência.
E há nisto tão pouco de ciência
E tanto de amor.
Não sei já quem sou
Sem o teu sopro
Sem o teu desespero
E a tua insegurança.
Tudo em ti
É horizonte de esperança,
Realização.
Na ausência de ti
Nada fica,
É o fim.

jpv