Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Nem que fosse por este bocadinho

“Mas, um dia, percebemos que uma ordem maravilhosa e perfeita habitava em tudo… que duas pessoas não podem encontrar-se um dia antes, mas só quando estiverem maduras para esse encontro.”

Sándor Márai


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Sinal dos Tempos

O facto de indicar 333, no final do número, já pode ser motivo para muitas coincidências, mas o que não escapa mesmo é o 80 ficar no topo do conta quilómetros: é um clássico. Está cá em casa.


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Leituras: Sándor Márai

Lê-se pelo prazer de se ler…

jpv


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Olhá Bolinha…

Olhá Bolinha…

Quantos anos…


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Leituras: José Carlos de Vasconcelos

Poesia, muito boa, com ritmo e como disse alguém ao meu lado “Tem muitas aliterações…”, num claro, têm os elementos que compõem a literatura de que tu gostas… Estava certa…

jpv


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Faira Semá

Num dia quente, mas enublado, foi palco para que Faira Semá, com a sua simplicidade, nos oferecesse a sua poesia.

WANSATI – Deambulações nas Estações de Ser Mulher, é um livro a não perder, dada a sua escrita fácil, quase óbvia, tão simples que parece natural…

jpv


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A Vida é

A vida é

Um recomeço

E cada vez que recomeçamos

Não sabemos o que vamos encontrar.

As desilusões

Ou as surpresas

Que a tornam mágica.

jpv


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Vale a pena repensar…


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Só essa…

Esses símbolos
De dor,
De sacrifício,
De morte,
Têm de unir-se
Sob pena
De ninguém os reconhecer.
Os homens têm de unir-se
Os homens têm de falar
A sua linguagem de amar.
Só essa.

jpv


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SANGUE

Há cores
Amadeiradas
Que deixam o sangue para trás.
E fica
Marcado na pele
O símbolo do pecado.
Disciplinas de carne.
O sangue corre límpido.
A fé pura
Não a fé
Dos que dizem ter fé.
Pura.
Silenciosa.
A cruz
Quando o nome dela
Ainda se ouvia
No ar.
A cruz
Antes dos pecados todos
Antes de lhe terem prometido
O que não cumpriram.
A cruz
Antes ser cruz
Era só um madeiro.

Amanhã foi ontem.
E, a estrela de David,
Antes de ser sua,
Fora de outros, já.
Foi selo de Salomão.
Em uma perspetiva,
Ou noutra,
Jorrou-se o sangue
Da plebe
Em coisas divinas.
Que eu sou do meu amado
Pelo sangue,
E ou meu amado seja meu
Pelo sangue.

E os do quarto-crescente
Embalando a estrela
De cinco pontas.
Sangue.
Essa lua, virada ao céu,
Pois está cá em baixo.
Sangue.
E essa estrela
Que representa uma outra fé,
Ou a mesma,
Que ceifa a vida
Ou a dá.
Quantos já juraram
Por ela,
Quantos morreram
E quantos foram sacrificados,
Quantos?
Sangue.

A fé
Não define as práticas
Dos humanos.
Bebido já
O sangue,
Comidas as tâmaras,
Enrolado o pão ázimo,
É hora de empunhar as armas,
Já.

jpv