Sol
Glória ao sol
E aos horizontes que abre,
Às mentes que acaricia,
Aos corpos que aquece.
Gloria ao Sol
Por mais um dia
De esplendor
Que a Vida acontece!
jpv
Glória ao sol
E aos horizontes que abre,
Às mentes que acaricia,
Aos corpos que aquece.
Gloria ao Sol
Por mais um dia
De esplendor
Que a Vida acontece!
jpv

Entre o tudo e o nada,
Entre a noite e a alvorada,
Entre a morte escura
E a vida esperançada,
Entre a imobilidade
E o perpétuo movimento,
Entre a companhia
E o isolamento,
Há uma fronteira de água.
Só!
E é nessa linha
Difusa
Que se desenha
O perfil da musa
Que me veio resgatar.
É a indefinível
Fronteira
Do seu olhar.
jpv
Tenho medo, Rui. Meu homem Rui. Tenho medo e quero. Desejo.
Sim, é amor. É verdadeiro e é nosso. Pronto. Já to disse. E agora, Rui? Assumi. Lutei comigo, contra mim, venci as minhas próprias forças e assumi. E agora, Rui? O que muda? Dizias que as palavras são gestos também… Que gesto foi este? O que mudou com ele?
Há algo que nos aproxima, meu homem Rui, não sabemos fingir, não queremos expurgar o amor que nos invade porque não queremos fingir a vida. Mas há outras pessoas, Rui.
Sim, isto é um tudo, muito mais do que um nada! Mas sabemos nós lidar com este tudo? Como nos vês, Rui? Como nos vês? Não és uma mão cheia de coisa nenhuma, Rui, és uma plenitude. Consigo conversar contigo, perceber-te, perceber-me através de ti, sentir-me compreendida. Mas não me sinto segura, Rui! Nem é este medo por mim. Eu tomo conta de mim. É pelos outros, Rui. Mostras-me o Céu e o Inferno e não lhes resisto, nem a um, nem a outro. Uma mulher é um instrumento do Amor se é de Amor que falamos.
Vem até mim, Rui. Vem até mim e receber-te-ei em mim!
Com Amor,
Verónica.
Minha Querida Verónica,
O sofrimento está em todo o lado, não só junto ao amor. É evidente que o sofrimento é um dos matizes do amor, mas é por isso mesmo que o amor é tão precioso. Se estivesse facilmente ao alcance de qualquer um, sem esforço, sem provação, sem a perspectiva da desilusão, não seria tão extraordinariamente valioso. Não basta amar. Há que superar as exigências que o amor nos faz para conhecermos a sua plenitude e é essa plenitude tem o preço do que é preciso sofrer para alcançá-la.
O que sofrerias tu por mim, Verónica? Pelo nosso amor? Posso admitir que não contes com nada. Que eu seja para ti uma mão cheia de coisa nenhuma, mas há entre nós este inegável tudo, esta força de atracção, este poder magnético que me faz querer tomar-te nos braços e acariciar-te e amar-te e fazer-te sentir o centro do universo do meu amor, desnudar-te o corpo e a alma e possuir-te ambos. E isto, Verónica, seja o que for, não é um nada. Está mais próximo de um tudo absoluto do que de um nada. Se pudesse, minha querida, esvaziava o meu coração e não pensava mais em ti, mas é ao contrário. A mais ténue lembrança de ti, da tua voz, do teu olhar, enche-me de esperança e vida e isto não pode ser nada, Verónica.
Sabes, minha querida, nós podemos expurgar isto de nós, podemos decidir não percorrer este caminho, mas o que não podemos é negá-lo. Não podemos negar esta força e esta corrente. Não podemos fingir que esta atracção, misto de querer o corpo e querer a alma, esta admiração vertida também na química do sexo possível, não existe.
Existe. É verdadeira e é nossa!
Com Amor,
Rui.

Entre o Cais do Sodré e a Baixa/Chiado pouco depois das 18h.
Um casal em pé, lado a lado, encostado às costas de um banco do Metro. São ambos altos. Ele é um pouco obeso, calças de ganga, pólo encarnado, casaco de ganga, sapatos de vela castanhos. Ar abatido, barba por fazer, óculos redondos daqueles sem aro à volta da lente. Ela é um pouco obesa, chinelos de enfiar no dedo, calças leves, de linho verde, blusa preta colada às curvas cheiinhas da barriga e por cima um casaquinho do mesmo linho verde das calças.
O presente texto foi escrito por via das poucas, mas perturbantes palavras que trocaram um com o outro. Começou ela:
– Vais para casa?
– Não.
– Então?
– Oh, o que é que eu vou fazer para casa? Não está lá ninguém à minha espera! E tu?
– Também não.
– Então?
– A mesma coisa!
Fez-se um silêncio longo até que ela o quebrou:
– Olha lá…
– Sim…
– Porque é que a gente se divorciou?
– Sei lá!
O Metro parou. Tive de sair e não pude ouvir mais. Nem era preciso, a incógnita estava lançada.
jpv

“E não é que somos tão bem retratados!?!
Bem… Não pertenço ao “especimens preferido” mas é bom saber que reparam em nós.
Pena é não ouvirmos resposta aos nossos “Bom dia!”.
Também nos sabe bem ouvir um cumprimento de vez em quando.
Descobri este blogue hoje e deliciei-me com o que li.
Um bem haja para vós “Clã do comboio”.
Nós, os profissionais do mesmo, agradecemos a vossa boa disposição (mesmo que não pareça).
Não suportamos é pés nos bancos nem música aos berros.
Boas viagens de comboio.
😉 “
Encontramo-nos num desses interregionais do mundo?
A Rapariga das Palavras Claras”
Seu Guia de Inspirações e Reflexões Diárias
Ensaios e reflexões.
The world as I see it
We declare the world as our canvas
As featured in Olympus Passion Magazine and on The Art of Photography
Art Lesson Ideas, Plans, Free Resources, Project Plans, and Schemes of Work. An 'outstanding' art teacher in Greater Manchester. Teaching KS3 and KS4 art and design.
My best traveling tips for your unforgettable journey.
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"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."
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