Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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SOL

Sol

Glória ao sol
E aos horizontes que abre,
Às mentes que acaricia,
Aos corpos que aquece.
Gloria ao Sol
Por mais um dia
De esplendor
Que a Vida acontece!

jpv


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Olhar D’Água

Olhar D’Água

Entre o tudo e o nada,
Entre a noite e a alvorada,
Entre a morte escura
E a vida esperançada,
Entre a imobilidade
E o perpétuo movimento,
Entre a companhia
E o isolamento,
Há uma fronteira de água.
Só!
E é nessa linha
Difusa
Que se desenha
O perfil da musa
Que me veio resgatar.

É a indefinível
Fronteira
Do seu olhar.

jpv


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O Clã do Comboio – Facebook

Facebook
Na passada sexta-feira só consegui sair do trabalho às 21:15h. O comboio a apanhar era o regional das 21:48h. O problemas dos regionais é o tempo que demoram. Apanhando esse, só mesmo junto à meia noite conseguiria estar em casa.
O trabalho correu bem, mas foi muito intenso e exigente, daí a demora. Ora, o cansaço era tanto que nem conseguia dormir. Ao meu lado, uma moça alta e bonita, igualmente exausta, de tal forma que estendeu as pernas e colocou os pés em cima do banco da frente. Eu imitei-a. Foi o nosso pequeno pecado de descansar. Não deu para conversarmos, não havia disposição nem energia para tanto. À nossa frente, uma moça muito atlética, com um fato-de-treino preto de licra colado ao corpo magro e musculado, umas sapatilhas de corrida, o cabelo comprido, castanho, apanhado num rabo de cavalo. A criar uma nota de diferença tinha umas longas unhas pintadas de encarnado.
Foi então que me lembrei que o meu telemóvel tinha acesso à net. Lembrei-me de aceder ao Facebook e usá-lo para o que, efectivamente, foi criado. Escrevi “Estou aqui. Está aí alguém?” Normalmente só uso o Facebook para divulgar o blogue. Nunca tinha participado em jogos, nem nunca tinha usado o meu “estado” ou o meu “mural” para dizer onde estava ou que estava a fazer. Foi a primeira vez. E foi fantástico.
De imediato, uma série de amigos e a minha mana, que estavam online, começaram a conversar comigo, a fazer-me negaças com o que estavam a comer, a dizer umas quantas piadas e a terrível hora e quarenta que tinha pela frente passou-se quase sem dar por isso. Não sei se foi para isso que criaram o Facebook. Já li algures que sim. O certo é que ontem foi fantástico ter essa companhia. E foi igualmente fantástico perceber e sentir a solidariedade e a humanidade dos meus amigos. Foi uma espécie de “O Outro Clã do Comboio”, aquele que não vai na carruagem, mas nos ajuda a suportar esse tempo, para além do cansaço e da fome e do sono…
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"Com Amor," – Documento 23

Tenho medo, Rui. Meu homem Rui. Tenho medo e quero. Desejo.

Sim, é amor. É verdadeiro e é nosso. Pronto. Já to disse. E agora, Rui? Assumi. Lutei comigo, contra mim, venci as minhas próprias forças e assumi. E agora, Rui? O que muda? Dizias que as palavras são gestos também… Que gesto foi este? O que mudou com ele?

Há algo que nos aproxima, meu homem Rui, não sabemos fingir, não queremos expurgar o amor que nos invade porque não queremos fingir a vida. Mas há outras pessoas, Rui.

Sim, isto é um tudo, muito mais do que um nada! Mas sabemos nós lidar com este tudo? Como nos vês, Rui? Como nos vês? Não és uma mão cheia de coisa nenhuma, Rui, és uma plenitude. Consigo conversar contigo, perceber-te, perceber-me através de ti, sentir-me compreendida. Mas não me sinto segura, Rui! Nem é este medo por mim. Eu tomo conta de mim. É pelos outros, Rui. Mostras-me o Céu e o Inferno e não lhes resisto, nem a um, nem a outro. Uma mulher é um instrumento do Amor se é de Amor que falamos.

Vem até mim, Rui. Vem até mim e receber-te-ei em mim!

Com Amor,
Verónica.


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"Com Amor," – Documento 22

Minha Querida Verónica,

O sofrimento está em todo o lado, não só junto ao amor. É evidente que o sofrimento é um dos matizes do amor, mas é por isso mesmo que o amor é tão precioso. Se estivesse facilmente ao alcance de qualquer um, sem esforço, sem provação, sem a perspectiva da desilusão, não seria tão extraordinariamente valioso. Não basta amar. Há que superar as exigências que o amor nos faz para conhecermos a sua plenitude e é essa plenitude tem o preço do que é preciso sofrer para alcançá-la.

O que sofrerias tu por mim, Verónica? Pelo nosso amor? Posso admitir que não contes com nada. Que eu seja para ti uma mão cheia de coisa nenhuma, mas há entre nós este inegável tudo, esta força de atracção, este poder magnético que me faz querer tomar-te nos braços e acariciar-te e amar-te e fazer-te sentir o centro do universo do meu amor, desnudar-te o corpo e a alma e possuir-te ambos. E isto, Verónica, seja o que for, não é um nada. Está mais próximo de um tudo absoluto do que de um nada. Se pudesse, minha querida, esvaziava o meu coração e não pensava mais em ti, mas é ao contrário. A mais ténue lembrança de ti, da tua voz, do teu olhar, enche-me de esperança e vida e isto não pode ser nada, Verónica.

Sabes, minha querida, nós podemos expurgar isto de nós, podemos decidir não percorrer este caminho, mas o que não podemos é negá-lo. Não podemos negar esta força e esta corrente. Não podemos fingir que esta atracção, misto de querer o corpo e querer a alma, esta admiração vertida também na química do sexo possível, não existe.

Existe. É verdadeira e é nossa!

Com Amor,
Rui.


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Curtas do Metro – Incógnita

Incógnita

Entre o Cais do Sodré e a Baixa/Chiado pouco depois das 18h.
Um casal em pé, lado a lado, encostado às costas de um banco do Metro. São ambos altos. Ele é um pouco obeso, calças de ganga, pólo encarnado, casaco de ganga, sapatos de vela castanhos. Ar abatido, barba por fazer, óculos redondos daqueles sem aro à volta da lente. Ela é um pouco obesa, chinelos de enfiar no dedo, calças leves, de linho verde, blusa preta colada às curvas cheiinhas da barriga e por cima um casaquinho do mesmo linho verde das calças.

O presente texto foi escrito por via das poucas, mas perturbantes palavras que trocaram um com o outro. Começou ela:
– Vais para casa?
– Não.
– Então?
– Oh, o que é que eu vou fazer para casa? Não está lá ninguém à minha espera! E tu?
– Também não.
– Então?
– A mesma coisa!
Fez-se um silêncio longo até que ela o quebrou:
– Olha lá…
– Sim…
– Porque é que a gente se divorciou?
– Sei lá!

O Metro parou. Tive de sair e não pude ouvir mais. Nem era preciso, a incógnita estava lançada.

jpv


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O Clã do Comboio – O Picas Veio ao Blogue


O Picas Veio ao Blogue
Caros amigos, esta não é uma história do Clã do Comboio. Trata-se de um mero apontamento.

A determinada altura dedicámos uma história ao “Picas”, o senhor revisor.

Foi a história número 24 e chamou-se mesmo “O Picas”.

Acontece que um dia destes, o “Picas” veio ao blogue e deixou um cometário. Como está muito interessante e o post foi há tanto tempo que já não está facilmente visível, resolvi fazer este apontamento para que soubéssemos todos o que o “Picas” pensa do que nós pensamos dele!

Ou seja, os níveis de interacção do Clã do Comboio transbordam para outras e interessantes esferas. Agora também os nossos amigos “Picas” interagem connosco. Há coisas fantásticas não há?

Aqui fica o testemunho:

“E não é que somos tão bem retratados!?!
Bem… Não pertenço ao “especimens preferido” mas é bom saber que reparam em nós.
Pena é não ouvirmos resposta aos nossos “Bom dia!”.
Também nos sabe bem ouvir um cumprimento de vez em quando.
Descobri este blogue hoje e deliciei-me com o que li.
Um bem haja para vós “Clã do comboio”.
Nós, os profissionais do mesmo, agradecemos a vossa boa disposição (mesmo que não pareça).
Não suportamos é pés nos bancos nem música aos berros.
Boas viagens de comboio.
😉 “


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O Clã do Comboio – A Playlist da Rapariga do Riso Fácil

A Playlist da Rapariga do Riso Fácil

Esta é a terceira playlist de elementos do Clã que se publica.

Há, efectivamente, um contraste. Ela é, como já se viu, uma personagem leve, tem um movimentar ligeirinho, uma inegável boa disposição. Ora, o seu gosto para as roupas, por exemplo, acompanha estes traços de carácter. Veste elegante e ágil sem grandes complicações. O mesmo já não se pode dizer do seu gosto para a música! Batidas genuínas, outras pesadas, muitas metálicas e muito poucas ligeiras. Os Dire Straits são o prato mais soft do seu menu musical. Depois, é sempre a pesar. Já se percebeu que não só gosta de música, como gosta de dançar. Altas noitadas em discotecas da região! Eu não sei é como se dançam estas coisas. Algumas nem sei como se pronunciam, Manowar, Sratovarius, Hammerfall…

Normalmente, quando me dão uma playlist para divulgar, eu faço uma selecção, mas com ela não pode ser. Foi muito explícita na ORDEM que me deu:

—–– Põe lá tudo! Não te esqueças de nada! Sobretudo dos Megadeth!

E pronto, sem mais demora, aqui ficam os sons que poluem e divertem a mente da Rapariga do Riso Fácil:

Iron Maiden
Megadeth
Metallica
Manowar
Sratovarius
Hammerfall
Ozzy Osboune
Fait No More
Judas Priest
Led Zeppling
Van Halen
Deep Purple
DAD
Scorpions
Pink Floyd
Dire Straits
Queen
Supertramp
Marillion
Simple Minds
Cure
Cult
Sisters of Mercy
Peter Murphy
Police
Genesis
Pearl Jam
Linkin Park
Smashing Pumpkins
Pat Metheny
Gary Moore
Nightwish

Stratovarius – Black Diamond


Megadeth – Simphony of Destruction


Van Hallen – Jump


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O Clã do Comboio – Memórias de Infância

Memórias de Infância

Pois é, a vida tem destas coisas. Anda uma pessoa, o VM, descansadinha no comboio, pacatamente para lá e para cá, conhece uns quantos colegas de viagem, dá-lhes confiança, eles desencantam uma prima esquecida e, de repente, a nossa mais profunda e longínqua intimidade, os nossos mais obscuros segredos, aqueles que nos formaram o carácter, são publicamente expostos!

Ora vejamos. Já aqui se disse e aqui se repete que a Rapariga do Riso Fácil é prima do VM. Facto confirmado pelo próprio nos comentários ao post intitulado “As Teorias da ZC”. O que não esperávamos, mas acolhemos com agrado, é que a prima revelasse interessantes pormenores da infância do VM.

Reza a prima que, ainda em tenra idade, há séculos portanto (!), certo dia, o VM roubou uns bolos à sua própria mãe que os acabara de cozinhar, esgueirou-se rua abaixo e foi oferecê-los a umas senhoras, uma delas viria a ser a mãe da Rapariga do Riso Fácil, que estavam a trabalhar fazendo capachos para a azeitona. Por aqui se percebe muito do estranho comportamento do VM que é aquele misto de irreverência com bonomia. Efectivamente, vistas as coisas a frio, ele roubou a própria mãe! Traço negro de carácter, portanto. Mas comeu-os? Não! Dotado de uma generosidade à Robin dos Bosques, foi oferecê-los às pobres trabalhadoras. Ora, estes dois traços têm-se revelado no Clã do Comboio. Todos os dias o VM nos rouba o nosso matinal direito ao descanso e todas as manhãs nos presenteia com o seu sentido de humor espalhando à sua volta uma aura de bem-estar e boa disposição.

É evidente que nós podíamos viajar sem o VM, mas lá que não era a mesma coisa, não era mesmo! É um companheiro indispensável à regulação da nossa disposição e o único que voluntariamente se oferece para fechar a porta automática(!!!) da casa-de-banho, e tanto nos tortura com piadas que o não são, como nos presenteia com tiradas do mais fino recorte humorístico.

Evidentemente que, de hoje em diante, ninguém traz bolos na lancheira, mas todos trazemos uma sã e sincera vontade de reencontrar o VM e somos contagiados pela generosidade do seu humor e da sua disposição.


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O Clã do Comboio – A Rapariga das Palavras Claras

A Rapariga das Palavras Claras
Não pensei escrever este texto tão cedo. Tão depressa. Mas hoje recebi um mail que mudou tudo. Esse mail foi-me enviado pela Rapariga das Palavras Claras e é de uma sensibilidade tal que vim falar-vos dela quase como pretexto para o transcrever. Por isso, o coloco no fim deste texto. Porque é uma pérola cintilante da escrita. Posso enganar-me, mas esta miúda vai longe. Uma coisa de cada vez. Primeiro, vejamos como a conhecemos.

Era um fim de tarde. Era um interregional das 18:18 de Santa Apolónia para Tomar. Do Clã do Comboio juntaram-se a Mulher Vampiro, a Rapariga do Riso Fácil, o RB e o Escritor. A viagem foi animada. Conversas múltiplas e entusiasmadas, vozes plenas de amizade e partilha. Algo havia entre nós que nos levava absolutamente divertidos e envolvidos. O normal!

Ela entrou no Oriente. Magrinha, alta, cabelo curto e arredondado por cima dos ombros, a cabeça pequenina e redondinha onde gravitavam dois enormes e ansiosos olhos verdes a sorver a vida toda a volta. É daquelas pessoas que sorri com o corpo todo um sorriso que começa nos lábios finos, se estende ao franzir dos olhos e termina no encolher do peito para projectar os ombros como quem diz, “Que mais fazer senão sorrir à vida?”. Trazia roupas claras e umas meias de cor creme todas rendadas a fazerem lembrar uma rede de pescador muito mal tratada. Ela era fantástica, mas o gosto para as meias estava a precisar de revisão como veio a confirmar-se. Nunca vi ninguém que tão rapida e avidamente se tivesse juntado ao Clã. E não foi só curiosidade, foi avidez de vida! Quis saber se éramos amigos antes de viajarmos juntos ou se tínhamos ficado amigos no comboio e deixou-se fascinar por esta segunda hipótese ser a verdadeira. Via-se que queria pertencer:
– É pena só vos conhecer agora. É que estou a acabar o curso e vou deixar de viajar!
E conversou. E assumiu com alegria que era inútil tentar trabalhar ao pé de nós. Não porque a incomodássemos, mas porque em nós havia essa preciosidade chamada amizade, afabilidade, vida! Percebi de imediato que era uma pessoa de luz!
Hoje voltou a encontrar-nos. Ia só o Escritor e a Rapariga do Riso Fácil. Mesmo assim, partilhou connosco pormenores do curso, sorveu-nos as piadas e tentou contribuir. E contribuiu. Trazia um top preto e um casaquinho de malha, uma saia florida e umas meias pretas rendadas a fazerem lembrar uma rede de pescador muito mal tratadas. Gozámos com o mau gosto para as meias, mas percebeu que a tínhamos acolhido no nosso círculo de simpatia. Não se importou de dar uma ajuda para “A Teoria do Bom Homem” que a Rapariga do Riso Fácil e a Mulher Vampiro estão a tentar escrever. Não vou revelar mais nada, mas há um aspecto que ela considera requisito nos homens que não resisto a revelar: “Bom homem para quem tem mau gosto”. Está segura de si o suficiente para brincar com a sua própria imagem.

No primeiro encontro, assim que falou foi fácil baptizá-la. Todos concordámos que seria a Rapariga das Palavras Claras. E a razão era simples. Falava de forma assertiva e convicta e escolhia as palavras com acerto e propriedade.

Olá Rapariga das Palavras Claras, o Clã do Comboio sabe que te faltam dois exames e vem desejar-te boa sorte e bom trabalho. E o Clã vem dizer-te, pela mão do Escritor, que tens todas as razões para estares confiante, que o mundo fica em boas mãos quando, entre a sua juventude se encontram meninas-mulheres determinadas e seguras e com as palavras a reflectirem a clareza das ideias e a assertividade das atitudes. Volta sempre. Sabemos que voltarás pouco, mas sabemos também que em pouco tempo conquistaste um lugar no Clã. Um lugar e um nome!

Esta noite cheguei a casa, jantei, descansei um pouco e quando cheguei ao mail, tinha uma mensagem da Rapariga das Palavras Claras. Aqui fica como testemunho para que todos a conheçamos melhor:

“Não há como evitar que alguns dias pareçam não ter salvação possível, ou pelo menos que se afigurem absolutamente desencantados. Demasiadas tarefas por cumprir, tropeções em público, silêncios desconfortáveis, dúvidas há muito tempo pendentes ou apenas um alongado aborrecimento. Mas existem surpresas, existem sempre surpresas, que num instante ultrapassam qualquer sensação de tempo perdido e recordam a facilidade com que a maré se transforma e deixa aos pés do incauto viajante um presente para desembrulhar.
Se para nada mais do que isso, então cruzar-me convosco serviu para que me apercebesse do quanto estou a precisar de encontrar novas pessoas, pois confesso não me recordar da última casualidade em que tão rapidamente me senti ligada a perfeitos desconhecidos. A Mulher Vampiro, com certeza, não morde, o olhar é cúmplice como poucos, como se pouco existisse a distanciá-la ou distingui-la de cada um; o RB, na sua postura mais descontraída, não consegue disfarçar o traço da franqueza absoluta que lhe assenta sem qualquer esforço; a Rapariga do Sorriso Fácil num instante transparece o mais harmonioso optimismo, metade fé, metade confiança; e tu, o Escritor, que abates qualquer invólucro formal à primeira deixa, mostras que uma vida não chega, são precisas muitas, e que nada de bom se pode esgotar a não ser que o permitamos.

Encontramo-nos num desses interregionais do mundo?

A Rapariga das Palavras Claras”