Para todos os gostos!
E a música? Já repararam na música? Ai não? Então porquê?
Quem me conhece sabe que eu, à semelhança de mais uns quantos portugueses, gosto muito de futebol. Quem não me conhece ficou agora a saber. Quem me conhece sabe também que gosto de pensar e escrever o que por si só não atesta a qualidade do pensamento e muito menos da escrita. Joga a meu favor a prática. E, por fim, quem me conhece sabe que eu gosto de ver a nossa selecção jogar bem e ganhar. Como é sabido de todos e já não só dos que me conhecem, hoje não vi uma coisa nem outra. E, garanto-vos, uma delas me bastaria, independentemente de qual fosse.
Despertar – II
Voltou. Mas não foi já.
Não alteremos a ordem dos acontecimentos que é esse um abuso dos contadores de estórias. Um abuso e uma prepotência. Trazer os leitores perdidos procurando o fio à meada narrativa. Contemo-la onde ia. Quando a mulher se levantou para ir à casa-de-banho. Nessa altura estava o leitor curioso por saber se ela falaria com o homem de fato azul-escuro.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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Despertar – I
A verdade é que não nos conhecemos. Enfim, sabemos quem somos, como nos chamamos, que roupas gostamos de vestir e que comida preferimos comer mas, de tempos a tempos, surpreendemo-nos a nós próprios com um pensamento, uma frase, um gesto. Esta ignorância de nós, cristalizamo-la com expressões simples e vulgares do dia-a-dia que dizem pouco, parecem dizer pouco, mas que emanam esse inconfundível perfume de desconhecimento em relação àquilo de que somos capazes. E é por isso que estando, por vezes, a falar, os lábios e a língua e o céu da boca articulam sons que são palavras e podem elas dizer verdades que não esperávamos.
– Onde é que eu estava com a cabeça?
– Nem parece coisa minha!
– Como é que fui capaz?
– Nem acredito no que fiz!
E outras tantas e tantas mais ainda andam bailando nos lábios e no ar dizendo-nos que não nos conhecemos. Que não percebemos a origem de certos pensamentos em nós. De onde vêm sentimentos inesperados. Comportamentos inusitados. Palavras desabituadas.
A mulher de que vos contarei agora está vivendo um desses momentos.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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Dito isto, vamos ao que interessa. Exceptuando alguns discursos e textos mais lúcidos, o que de mais interessante e esclarecedor (!!!) tenho encontrado sobre o assunto são textos humorísticos. O humor parece estar eivado de verdade e lucidez. É por isso que vos deixo um clip interessante, bem disposto, crítico, sarcástico, que só tenho pena não seja português. E a razão é simples. A nossa Língua tem uma riqueza semântica inultrapassável… e presta-se ao humor.
Caros leitores,
[Sobre este assunto leia também isto, isto e isto. Já agora, fica mais informado do que com os meus arrazoados. Este blogue chega a ser uma instituição de serviço público sens fins lucrativos!]
E, se lhe apetecer, ouça isto:
Solidão – VII
Há entre nós, os humanos, independentemente da condição, da raça, do género, da cultura, da religião, da idade, da posição social, da estrutura financeira e do carácter, diversos impulsionadores de pensamento e acção. E há um, aquele que agora desperta em Maria de Lurdes, pouco valorizado, subestimado mesmo, mas que, em nossa opinião – que o leitor poderá aprovar ou rejeitar – é o mais importante de todos. Não escondendo a importância do dinheiro, não é dele que falamos. Reconhecendo o valor da educação, não é a ela que nos referimos. Nem à alimentação, nem ao sexo, nem à religião, nem à segurança, nem à solidariedade, nem à investigação, nem à saúde, nem à família, nem a nada que tenha um motivo. O móbil principal da acção humana é o saber a pouco. A insatisfação.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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The world as I see it
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As featured in Olympus Passion Magazine and on The Art of Photography
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