Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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O Clã do Comboio – Antes Deprimida!

Por razões de trabalho, iniciei esta semana uma fase da minha vida em que todos os dias úteis faço duas viagens de 20min. de carro, duas viagens de 1,30h. de comboio e duas viagens de 25min. de autocarro. Ou seja, para ir e regressar são mais ou menos duas horas e um quarto para cada lado. E estou a adorar. Sobretudo o clã do comboio. Fica prometido que, se me lembrarem, farei um texto sobre o clã do comboio. Lá mais para a frente, quando o conhecer melhor.
Para já importa dizer que aquilo é um fervilhar de vida e conversas e cumplicidades e tiques e rituais… Por exemplo, sabem como se identifica tacitamente um membro do clã? É quando vem o revisor. Quem mostra o passe pertence ao clã, quem mostra um bilhete é uma ave de arribação!

Mas isto hoje tem outro motivo. É que o comboio é uma mina de conversas interessantes e até surpreendentes! Reparem nesta:
– Nunca mais tomo antidepressivos na minha vida. Nem que esteja para me atirar do comboio abaixo!
– Então porquê?
– Deprimem-me!
– Hã?! Estavas a dar-te tão bem com estes últimos.
– Pois mas deprimem-me e eu com a depressão ainda aguento mas o pior…
– Então?
– Inibem-me a libido.
– Aahh… Isso é normal…
– Pois, mas eu prefiro andar deprimida!


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Divindade

“A nossa divindade também passa pela aceitação dos nossos erros,
os que fizemos… os que fazemos … e os que o futuro nos reserva…”
VG


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De Negro Vestida – XLIII

 

De Negro Vestida – VII

As refeições são todas diferentes. Há as mais dignas para determinadas ocasiões e há as mais apropriadas para outras. Não há memória, por exemplo, de um pequeno-almoço à luz das velas. E nem é porque não possa esta refeição ser romântica, a prová-lo estão os anúncios publicitários a marcas de cereais que convertem este tempo do dia e esta refeição num diáfano, branco e transparente momento esquecendo a manteiga que sempre cai na toalha, o leite que sempre se derrama, a roupa que sempre se suja. Vem isto a propósito, não de um pequeno-almoço, mas de um jantar.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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Cumplicidade


“Os limites da minha acção são definidos pela tua felicidade!”
João Paulo


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Aliteração

Aliteração

Fácil.
Fugaz.
Furtivo.
Festivo.
Fulgurante.
Fantástico.
Fenomenal.
Frondoso.
Fabuloso.
Feliz.
Fé.
Maçã.

jpv


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Há dias assim…

…em que teimamos mudar o canal da tv com o telefone na mão!
MM


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Manifestação

Manifestação

Eu manifesto-me por ti
E por ti entoo palavras de ordem,
São gritos de afecto,
Unhas que arranham,
Palavras que mordem.
Eu grito bem alto que amo e quero
E há neste grito anónimo
Um travo de desespero.
É que o Criador não atende
Esta minha reivindicação
De juntar ao que me vai no peito
O toque da tua mão.
Subo e desço a rua
Empunhando esta bandeira,
Espero pela hora tua
À minha própria maneira.
E faço gestos de loucura,
Pisando a estrada dura
Da vida.
Dou passadas de orgulho,
De certeza e temor,
Enquanto faço a minha
Manifestação de amor.

jpv


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Ponto da Situação

Caros amigos,
algumas almas mais insatisfeitas têm perguntado pelo romance “De Negro Vestida”. Está bem, obrigado. Já há, pelo menos, mais sete capítulos escritos. Só não tenho tido tempo para os passar do manuscrito para o processador de texto. Enfim, este fim-de-semana tentarei colocar alguns. E, deixem-me esclarecer, tem momentos surpreendentes.

Até breve,
João Paulo.


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Parabéns, Mana

Querida Mana,
já escrevi textos sobre o dia do teu nascimento, já escrevi textos de felicitações e parabéns, já te disse e publiquei que eras uma pessoa insubstituível nas minhas emoções. Quase não falta nada. Mas falta ainda isto:

Poema à Mana

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Chegaste ao fim da tarde
E interrompeste-me as brincadeiras,
Espero que este coração guarde
Essa noite de trabalheiras.
Vieste adoçar-me a vida
E fazer deste mundo cruel
Um local melhor para se estar,
Uma aguarela mágica
De viver amparado,
De ser irmão,
De ter um referente
Para ter cuidado
Ou alguém para uma confissão.
Tu não és só tu.
És também o que nos dás,
És o milagre e a maravilha,
O melhor que Humanidade é capaz.
E eu vivo olhando para ti com orgulho
E amor,
Minha âncora de saber
Onde está a vida,
O Norte e o Sul,
A terra escura e o mar azul.
Não sei viver sem ti,
Ao perto e à distância
Porque tu fundeias os meus gestos
Na memória da nossa infância

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PARABÉNS MANA! E OBRIGADO!

Mano


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Tu lá, eu cá.

Tu lá, eu cá.

Tu lá,
onde meus braços não chegam.
Eu cá,
Onde teu toque se não sente.
Tu lá,
Onde meus dias se não passam.
Eu cá,
Onde tua voz se não ouve.
Tu lá,
Onde minhas carícias não chegam.
Eu cá,
Onde teu perfume me não tolda.
Tu lá,
Onde minha vida não está.
Eu cá,
Onde teu passo se não dá.

jpv