Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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"Com Amor," – Documento 60

Caro Senhor,

Chamo-me Alberto Honorato e conheço-o vagamente do ambiente profissional onde já nos cruzámos algumas, poucas, vezes.

Tomo a liberdade de contactá-lo por haver entre nós um conflito de interesses. Não é um assunto de índole profissional mas sim pessoal e até familiar. Irei directo ao assunto pois não me parecem proveitosos quaisquer rodeios nesta matéria. Eu sou marido, como sabe, de Laura Duarte com quem o senhor mantém uma relação afectuosa há mais de dois anos. Por favor, nem se dê ao trabalho de contestar isto. O problema precisa ser resolvido e ignorá-lo não ajudará. A Laura tem, como eu tenho, um computador portátil. O meu precisou ser arranjado pelo que um dia destes pedi à Laura para consultar o meu e-mail no computador dela ao que ela acedeu, naturalmente. Acontece que a Laura deve ter fechado a janela do Gmail sem encerrar a sessão e quando eu abri a janela, a caixa de correio da minha mulher ficou na minha frente. Normalmente, eu fecharia a sessão dela e abriria a minha. Não sou, nunca fui, uma pessoa invasiva. Contudo, não pude deixar de reparar, nem de estranhar, que todas as mensagens na caixa de correio da minha mulher tivessem um único remetente: Rui Daniel Sousa. Depois de quase três horas de leitura furtiva, pela qual não posso deixar de sentir-me culpado, fiquei a saber que mantém há pouco mais de dois anos uma relação intensa e íntima com a minha mulher.

Senhor Rui,

O meu papel não é censurá-lo. Todos teremos as nossas responsabilidades no curso dos acontecimentos e eu próprio não me arrojo a hipocrisia do direito a proclamar-me um homem sem falhas. Mas é precisamente essa perspectiva, a individual e individualista, que, penso, urge evitar. Não pensemos em mim, em si, na minha mulher ou na sua. Pensemos no que representamos juntos: família. E pensemos que vale sempre a pena lutar pelas nossas famílias.

Peço-lhe que não revele este e-mail a ninguém. Além de desnecessário, obrigar-me-ia a revelar que li as mensagens a partir do e-mail dela e isso, como calcula, não ajudaria. Peço-lhe que se afaste reconhecendo-me o direito a lutar pela união da minha família. Só isso!

Espero seja possível. O resto, são aspectos acessórios e circunstanciais que não interessa debater.

Cumprimentos,
Alberto Honorato.


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"Com Amor," – Documento 59

Digo-lhe que sim!

Pode almoçar comigo na próxima quinta-feira? Íamos ali à “Churrasqueira do Januário”, o frango é bom e tem uma sala lá em cima que é confortável e menos concorrida.

Podíamos conversar.

Laura.


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"Com Amor," – Documento 58

Olá Laura,

Este mail não é uma resposta… Pretende somente ser um bálsamo para a alma e um tranquilizante para o coração. Não farei juízos de valor. Não sou ninguém para os fazer. Apenas tentarei dar-lhe a minha visão da situação. Se puder ajudar, tanto melhor. Não seria capaz de ficar indiferente. Afinal de contas, vivemos situações muito semelhantes na sua essência ainda que com contornos forçosamente diferentes.

Acho curiosa a forma como se refere ao seu marido, com respeito e até amor, mas sem chama nem emoção. É curioso porque sou capaz de imaginar a minha mulher a acusar-me das mesmas falhas, das mesmas rotinas.

Eu encontrei na Verónica a mulher que dava sentido a uma outra existência do Rui Daniel. Acontece que para a despertar para mim, tive de a despertar para os homens, primeiro. Depois fui vítima da minha cobardia e do meu comodismo e o destino fez o resto. Por cobardia e comodismo, pensando sempre nos outros e nunca em mim, não me divorciei, não fui à procura de viver o sonho e a Verónica acabou por encontrar uma pessoa que a preenche. Trágico, no mínimo. O que posso dizer-lhe é que não há culpados nem inocentes. Não acredito que o seu marido não lhe queira bem ou à sua família, não acredito que a Laura não lhes queira bem, ou a minha mulher a nós, ou eu… o que acontece é que as pessoas crescem e mudam e, por vezes, mudam e crescem em direcções opostas e passam a querer coisas diferentes da vida. Nesse momento, ou se tem um grande sentido de família, ou não se vai conseguir preservá-la. Em todo o caso, terão de fazer-se cedências, seja qual for a opção.

Não se sinta mal consigo própria. Não há razão para isso. É normal as pessoas mudarem. Pense em tudo o que já deu e em tudo o que já lhe deram e pense em si. No que realmente quer.

Enfim, esta conversa, que começou por acaso, está a ficar interessante. Tão interessante que merecia uma conversa frente a frente com uma bebida pelo meio. Que me diz?

Rui.


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Parabéns, Madalena!

Gosta de jogar à bola, gosta de carros e, em particular, do Faísca McQueen, põe umas joelheiras ou umas luvas e um carapuço com a mesma velocidade com que os tira, anda de trotineta, corre, salta e brinca com o irmão e os primos com uma tendência terrível para ser ela a mandar nas brincadeiras. A vida corre-lhe nas veias e não tem tempo para dormir, quer sempre ficar mais um bocadinho, mas de manhã levanta-se cedo e preparada para sorver cada minuto. Até a voz transparece reguilice, mas, ao mesmo tempo, é meiguinha e fofinha como só ela sabe ser. É a afilhada mais linda do seu padrinho. Uma inspiração. Um sopro de vida. Parabéns, Madalena! 5 anos já é muito!!!
jpv


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Motorcycle Chronicles – If You Don’t Ride My Bike…

If You Don’t Ride My Bike…

Antes de mais, é preciso conhecer Nathan. Sejamos precisos. Concisos. Breves.

Nathaniel Day, nome de nascença, tem um corpo onde habitam dois sopros. O sopro do quotidiano e sopro da trepidação da sua moto. O primeiro dá-lhe energia para as coisas comuns. Acordar, trabalhar, pagar contas, conhecer algumas pessoas, cumprir obrigações, usar transportes públicos, andar de carro pela cidade, almoçar, jantar, limpar a casa, conhecer uma mulher… O segundo é bem mais simples. É o sopro da libertação, do desvario, é ele que lhe permite ser igual a si próprio e… imagine-se, amar, naquilo a que chamaremos amor verdadeiro ou, mantendo o verbo, verdadeiramente amar!

Nathan é contabilista. Vive entre dossiês e tabelas do Excel. Aplica leis comerciais, faz contas intrincadas de deve e haver e gere uma carteira de clientes a noventa dias… enfim, deveria ser a noventa dias. Usa um fato simples e uma gravata de que se liberta à sexta-feira. Uma bênção, essa ideia da casual friday. Recebe os clientes, mostra-lhes a situação financeira das suas empresas, dá conselhos de gestão, indica-lhes onde têm de investir e como e onde têm de cortar. É, pode dizer-se, um homem de papéis. Nathan é um homem organizado e meticuloso e, por isso mesmo, chegou a uma boa posição na empresa e veio a ganhar bem. Muito bem. Tem sido um solitário por opção. Tem relações pontuais e breves. A única que tem durado é com a Harley que comprou há uns anos e trata com o mesmo desvelo e carinho com que trataria uma namorada. E porquê? Fácil de perceber. É o seu instrumento de libertação. É o seu segredo. O seu escape, a sua verdade, a sua essência. Diríamos que a moto é o seu sofá da vida. É ela que o faz sentir confortável consigo e com o Universo. É o valer a pena de todas as opções e das dificuldades todas. É a fonte de todos os regozijos.

Assim que chega sexta-feira à tarde e Nathan entra em casa, descalça os sapatos, tira o fato, veste-se de gangas e cabedais, calça as botas, enverga a personalidade condizente, sai para rolar e vai viver. Regressará quando a vida quiser. Por vezes, passa todo o fim-de-semana fora. Dorme pela rua, nas montanhas, à beira de um rio, junto ao mar, numa pensão de beira de estrada, num hotel de auto-estrada, num bar, num jardim. Outras vezes volta a casa mas perde-se em voltas e passeios com os amigos durante os dias que correm em libertação. Este homem gosta de si. Conhece os parâmetros da sua vida e sente-se confortável neles. Não precisa de outros. Nunca reparou que era solitário. Até hoje!

No fim-de-semana rolou com os companheiros e notou que, à medida que o tempo vai passando, eles começam a trazer mulheres encavalitadas nas motos, agarradas a eles. São as suas companheiras. Era dos poucos que não tinha pendura. Está tão acostumado consigo mesmo, tem estes rituais e estes ritmos de vida tão interiorizados que ainda se não havia lembrado de uma mulher que fosse mais do que uma relação casual. Fosse uma companheira. Um porto de abrigo. Um compromisso.

Hoje lembrou-se disto tudo e a culpa foi de Crystal!

É uma moça franzina, que usa sempre uma saia azul escura, travada por baixo do joelho, meias grossas de lã e uma camisinha verde-água encimada por um lenço com motivos equestres. Tem os olhos largos e redondos, verdes de intensidade e húmidos de curiosidade. Fala num tom de voz tímido e cuidadoso como se o que dissesse pudesse sempre magoar alguém e ela tentasse perceber isso enquanto falava. Crystal, todos os dias traz os processos novos a Nathaniel Day, todos os dias lhe leva os ofícios para despachar em correio e todos os dias lhe resolve problemas de expediente. Hoje, não fez mais do que o costume, entrou e disse, Bom Dia Dr. Nathaniel, aqui tem os processos que deram entrada ontem, algo para fazer sair?

Ele olhou-a e quase simultaneamente imaginou a sua figura franzina enfiada em gangas e cabedais, com botas e encavalitada numa moto com os braços à volta do seu tronco.

– Quer jantar comigo hoje?

Depois do jantar, um passeio pelo parque com um gelado a adoçar o olhar dos lábios, depois um cinema e a mão na mão, e outro jantar, uma saída com amigos e o fogo do sexo a arder na cama incendiada pelo desejo. Um dia ela disse-lhe, com os olhos assustados pelo impacto que poderia causar a afirmação, Gosto de jogos de submissão…

Ele olhou-a entre o curioso e o surpreendido e respondeu com a naturalidade que conseguiu, Também eu…

E o desejo cresceu e a intimidade das coisas que mais ninguém sabia foi criando laços… Nathan, contudo, optou por uma estratégia arriscada em relação à Harley. Não lhe contar. Esperar por perceber se ela seria, de facto, especial, conhecê-la bem e só então permitir-lhe a entrada nesse universo paralelo de roupas alternativas de ventos velozes a cortar a face, de noites ao relento do prazer. Seria um prémio para ela, a revelação da liberdade.

E continuaram a encontrar-se. Por vezes, à noite liam juntos, viam televisão e de quando vez um deles passava a noite em casa do outro. Começaram a oferecer-se fotos, pulseirinhas, pequenos presentes relacionados com o trabalho. Um caderno, uma caneta, um corta-papel, um marcador de páginas. E a Harley na garagem à espera da consumação…

Crystal vivia encantada com a ideia do seu rapaz de fatinho bege clarinho, camisa branca e uma gravata simples em tom verde-água como a blusa dela. Um dia perguntou a Nathan se gostaria de conhecer os pais dela. Ele foi. Sentiu-se bem recebido e confortável durante todo esse dia e foi esse o sinal de que precisava: apresentar-lhe-ia a Harley e fariam um fim-de-semana perfeito junto ao mar. Dormiriam numa pensãozinha barata e acolhedora que ele conhecia mas passariam grande parte da noite embrulhados em sacos-cama junto ao mar com o fogo crepitando e desenhando sombras no areal noturno.

Combinaram encontrar-se sexta-feira ao final da tarde, depois do trabalho, em casa dele. Nathan saiu mais cedo e foi preparar a Harley com todas as coisas que foi juntando ao longo dessa semana. Pasta dos dentes, repelente, fósforos, uma lanterna, guardanapos, os sacos-cama, uma faca de mato e outros utensílios que sempre fazem jeito nestas ocasiões. Quando Crystal chegou, ele abriu-lhe a porta, beijou-a longamente e disse-lhe, Tenho uma surpresa para ti. Vais conhecer hoje o verdadeiro Nathaniel Day. Não o conheço já? Respondeu ela. Sim conheces, mas falta-te esta última faceta, a última fronteira entre o contabilista e a essência do homem. Levou-a para a garagem, na cave, por uma escada interior, e quando chegaram ao pé da Harley, Nathan disse-lhe com carinho e, ao mesmo tempo, entusiasmo: Não te vou contar quem sou, vais vivê-lo comigo, vou libertar-te de tudo o que possa tolher-te o espírito e o corpo, não há nada mais fantástico do que rolar numa Harley, com o vento no cabelo, a imaginação na mente e a vida toda pela frente. Crystal ficou surpreendida, quase chocada, já estranhara as vestimentas dele quando chegou, pensou num qualquer jogo, mas não imaginara uma faceta tão diferente, não estava a conseguir processar a informação, Nathan quereria que ela fosse com ele naquilo? E aquela coisa podia com os dois? E, no meio deste turbilhão de dúvidas, articulou:

– Nathan, nós não vamos nessa coisa, pois não?

Os céus presentearam o Universo com uma noite clara, o fogo arde alto, aqui ao pé, um grupo de homens e mulheres faz um círculo imperfeito à roda da fogueira, mais ao longe, há vozes entusiasmadas de homens pelas dunas procurando madeira para alimentar o calor, as sombras bailam no areal que o mar castiga continuamente com estrondo e poder, alguns levam garrafas de cerveja à boca, há casais enroscados dentro dos seus sacos-cama, outros enrolam um cigarro demorado e paciente e depois inspiram a primeira passa como se fosse a última das suas vidas, há conversas sobre nada e sobre tudo, sobre as motos, os acessórios, os episódios de viagem, um livro que se leu, um filme que se viu. Entre eles, desenhando um círculo infinito na areia com um pequeno pau que ali estava, Nathan olha o chão, sozinho, e pensa, If you don’t ride my bike…

jpv


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O Clã do Comboio – Une Valse a Deux Temps

Une Valse a Deux Temps

A Senhora da Revista de Culinária Fez anos. Naturalmente, o Clã não podia ignorar a data. Um de nós estava de parabéns. Tratava-se dessa figura simpática cujo olhar oscila entre a ternura e a malandrice e que faz já parte do nosso imaginário e do nosso conceito de amizade. Acresce, ainda, que a Senhora da Revista de Culinária transporta consigo uma pausa, uma tranquilidade e uma humanidade indisfarçáveis.

Umas sms, o traçar de um plano básico e pela manhã, quando entrámos no interregional das 7:18 havia bolo, velas e uma garrafa de Favaios. Enquanto não chegávamos a Santarém, que é onde ela entra, entretivemo-nos a espetar as velas e uns bonequinhos de enfeitar no bolo. Nem é preciso referir que dois dos bonequinhos teimavam tombar um para cima do outro. Entretanto o Escritor e o Rapaz do Fato Cinzento foram provocando a Rapariga com Brinco de Pérola que lá se foi defendendo das tentativas sucessivas para a fazer corar. Ela, como é generosa, distribuiu caneladas avulsas.

Quando chegámos a Santarém, nem esperámos que a Senhora da Revista de Culinária se sentasse. Fomos logo cantando os parabéns. Ela apagou a vela e recebeu um presente. Nada mais, nada menos do que… uma revista de culinária que exibiu com orgulho. Fizeram-se fotografias diversas, onde quase todos ficámos mal, exceto o VM na sua esbelta figura. Por falar em VM, ele foi o responsável pelo facto da festa de anos da Senhora da Revista de Culinária ter sido a dois tempos. O Escritor enviou-lhe uma sms aí a meio da manhã, eram 6:30, a pedir que levasse copos porque bolo e Favaios já havia. Vai o tipo não só não trouxe os copos como ainda se queixou da hora a que recebeu a sms… Como o Favaios podia estragar-se, estes vinhos finos são muto sensíveis, ficou logo agendada para o dia seguinte a parte dois da festa de anos. E assim foi. No segundo dia, o generoso VM lá trouxe os copos, a aniversariante trouxe uns biscoitinhos de ovo e o Clã foi-se divertindo e beberricando moscatel Favaios às… pois, pois, às 7:45 da manhã! Mas é que nem o corte nos subsídios nos abala a boa disposição. No primeiro dia de anos da Senhora da Revista de Culinária, a Rapariga do Riso Fácil, que está de férias, telefonou e falou com alguns de nós e claro com a aniversariante. Mas foi o Escritor quem recebeu as melhores prendas. No primeiro dia, a Senhora da Revista de Culinária, sempre muito querida, sentou-se no colo dele e no segundo deu-lhe um abracinho que parecia não ter fim. É claro que os outros disfarçaram mal a inveja, mas o que é que se há-de fazer, quem tem charme, tem charme…

Contaram-se anedotas diversas e dirimiram-se questões de língua inglesa que são irrepetíveis dado o seu teor muito naughty. Neste particular, o Rapaz do Fato Cinzento esteve muito ativo e conseguiu explicar a correta pronuncia de “can’t” que deve soar a “quénte” e não a “cante”. Não cheguei a perceber porquê, mas ele sabe tudo. Parece que gosta muito de línguas… coisas. Assim, de repente, entre os dois tempos desta valsa que foi o seu aniversário, a Senhora da Revista de Culinária teve a alegria e a companhia do Escritor, da Senhora da Provecta Idade, do Rapaz do Fato Cinzento, do VM, do JJ, do RB que está quase a acabar um livro que começou a ler há uns dez anos, da Rapariga com Brinco de Pérola e de uma personagem que já há muito tempo nos acompanha mas ainda não foi aqui referida por se tratar de alguém discreto: o careca!

O Clã começa a evidenciar uma característica interessante que é alguma constância que emerge da inconstância que resulta da diversidade da vida dos seus elementos. E essa constância anda provocando, cada vez mais, gestos de companheirismo. Desta vez, o único motivo que nos moveu foi fazer com que a Senhora da Revista de Culinária se sentisse bem e sentisse que o seu dia era especial também para nós. E a razão não é outra senão reconhecermos nela uma simpática companheira de ir para o trabalho todos os dias. O motivo pode parecer pequeno, mas para nós é o suficiente e o mais importante de todos. E, como alguém disse, “Parabéns, escorpioa meiguinha!”… Eu sei, VM, podia ser escorpiona, mas depois lá vinha outra vez a história das rimas e este Blogue pode não parecer, mas é um local decente!

jpv


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Momento Musical… Perfeito

A prova de que Portugueses e Espanhóis juntos também fazem coisas bonitas… sublimes!
Se esta música não te fizer sentir nada… então, estás morto!
Rodrigo Leão/Daniel Melingo


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Comentários Felizes

Como os leitores deste cantinho sabem, aqui não se fazem muitos comentários aos textos. Contudo, recebem-se imensos e-mails e as estatísticas mostram que cada vez somos mais visitados e lidos. Quando um texto tem três ou quatro comentários já é um facto assinalável.
O texto de que vos venho falar chama-se “Um Ano a Contar Histórias do Clã do Comboio” e a razão por que vos venho falar dele não é somente porque teve 4 comentários, mas antes de mais, pela sensibilidade e pela simpatia dos mesmos. Acho que são comentários felizes e por isso recomendo a sua leitura.
Podem aceder-se mais rapidamente clicando no título do texto ou aqui.
Bem hajam.
jpv