Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Benfica – Sporting : Inadmissível

Ontem disputou-se mais um derby, Benfica – Sporting.
O jogo foi muito bom. O resultado foi o que foi. Poderia ter sido outro. Poderia ter havido mais golos. Mas foi assim que acabou e acabou muito bem. Tudo o que se passou dentro do campo foi futebol e foi muito interessante. Jogadores e treinadores de ambas as equipas estão de parabéns.
No fim do jogo, alguns seres menos humanos, resolveram estragar a festa e dar razão àqueles que entendem que as claques organizadas devem ser abolidas ou, em opção, tratadas como se de animais selvagens se se tratasse. E trata! O que aconteceu ontem foi aquilo a que eu chamo A Insustentável Estupidez do Ser. Uma claque organizada do Sporting queimou cadeiras e provocou um incêndio no estádio da Luz. É importante que se siga o exemplo inglês, que se acabe de uma vez por todas com todas as claques organizadas, que se identifiquem as pessoas, que sejam multadas, presas, impedidas de entrar de novo nos estádios. É o mínimo.
Todos sabem que sou do Benfica, mas no que respeita a claques organizadas não há inocentes. Ontem foi a estupidez e a selvajaria da claque do Sporting que reagiu sabem a quê? A umas redes que lhes colocaram à volta para impedir que arremessassem objetos para as pessoas nas bancadas abaixo deles. E alguém duvida, depois do que aconteceu ontem, que tais redes eram necessárias? Claro que iam arremessar objetos. Isqueiros, bolas de golfe, pedras, telemóveis e… as próprias cadeiras que selvaticamente arrancam a arremessam. … tudo o que tivessem à mão. E sabem como nasceu a ideia? A partir da última visita da claque do Porto à Luz em que as pessoas tiveram de fugir para não serem feridas. E acham que, quando as claques organizadas do Benfica vão ao Dragão ou a Alvalade não há nada disto? Claro que sim! O fenómeno é transversal! E este país, cujos estádios e forças de segurança são pagos pelos nossos impostos tolera tudo. Mas não pode continuar-se a tolerar mais. Fim, imediato, às claques organizadas de futebol. Sim ao futebol, ao espetáculo para as famílias, para os pais levarem os miúdos à festa. E, já agora, senhores dirigentes do futebol, para vós duas notas. 1) Ouvi dizer que o bilhete mais barato para ir à bola é de 22€. É um roubo e uma palhaçada. O futebol não é um desporto de massas e popular? Pois popularizem-se os bilhetes baixando o seu preço. 2) Quando abrirem a boca sejam inteligentes e educados e não inflamem nem acicatem os ânimos. A responsabilidade do que aconteceu ontem é, a meu ver, e em grande parte, do comportamento deplorável de dirigentes que se insultaram, que abdicaram da sua condição de dirigentes e se comportaram como gentalha da pior espécie.
Eu gosto de futebol. Já não vou aos estádios há muito tempo. E, qualquer dia, nem pela televisão!
Basta!


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20 Anos sem Freddie Mercury

Até parece que foi ontem, mas ontem foi o dia em que fez 2o anos que Freddie Mercury faleceu. Um ícone e uma inspiração para a minha geração, Freddie Mercury foi um exemplo de talento, criatividade, originalidade e pujança. Vinte anos depois, é como se sempre aqui tivesse estado. E esteve. Em música.

A sua última aparição pública oficial foi em 8 de outubro de 1988 com Monserrat Caballé na abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona.
A música que escolho para assinalar a data é uma das minhas preferidas e, parecendo fugir ao estilo de Mercury por ser mais tranquila, tem a marca da sua força, o timbre inconfundível da sua voz.
Freddie Mercury nasceu em Zanzibar, em 1946 e viria a falecer em 24 de novembro de 1991 depois de ter arrebatado o mundo com o seu talento.
Obrigado Freddie.


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ANÚNCIO – ROUBO DE VEÍCULO

Caros Leitores,

No passado dia 16 de novembro, uma colega de trabalho e leitora deste cantinho foi vítima de um assalto em CARJACKING tendo sido furtada a viatura que consta da foto e cujos dados estão abaixo.

Caso alguém veja a viatura, por favor, contatar Manuela Antunes para o número 917913928 ou remeta e-mail urgente mailsparaaminhairma@gmail.com

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Dados da Viatura:

Audi A3, TDI 2.0, 3 portas, preto

Matrícula: 37-23-XL


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"Com Amor," – Documento 66

Eh pá, tu lembras-te de MUITA coisa!!!

Ok. Quando disse preocupada e envergonhada, não era por mim, nem por ti, nem pelo que fizemos. Sei lá, acho que pensei nos meus filhos.
Imagina que isto queria dizer alguma coisa, e sinceramente acho que não quer, foi uma bebedeira e um desabafo emocional, sei lá… mas se quisesse, já viste o que os meus filhos iam pensar da mãe?…

Quanto ao resto, concordo ctgo, textura da pele incluída. Acho que foi divertido. E, a sério, precisamos conversar.

Bjs.
Laura.


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"Com Amor," – Documento 65

Oi Laura,

É giro que tenhas colocado “Rescaldo” no assunto. Rescaldo é o que fica depois de um fogo quente. Acho que foi isso o que aconteceu. Um fogo quente que não tinha por onde arder e de repente encontrou.

Fizeste bem em escrever. Se não o fizesses eu fá-lo-ia, por certo. Eu não sou muito de explicar e dissecar as coisas. Limito-me a vivê-las. Como tu pareces ter essa necessidade, cá vai a minha interpretação. Não estou zangada. Seria parva se estivesse. Espero que acredites que eu não planeei nada disto. Foste tu que me convidaste para os choquinhos fritos e quanto ao resto, fiquei tão surpreendida como tu. Mas não preocupada e muito menos envergonhada. Acho que somos adultas e responsáveis e isto terá o significado que quisermos dar-lhe. Todo ou nenhum. Num caso e noutro, a decisão é nossa, só nossa. E a nós cabe assumi-la ou resguardá-la se for caso disso.

Eu lembro-me dos choquinhos fritos e das garrafinhas de rosé, também me lembro das caipirinhas e lembro-me de uma noite divertida que acabou em minha casa a falarmos alto dos homens que são uns trastes, a beberricar vinho do Porto e a fumar uns cigarros. Lembro-me de me teres perguntado sobre aquela história das mulheres terem a pele mais suave e lembro-me de termos feito amor com quanto carinho conseguimos.

Acho que começámos a tentar ensinar uma à outra como é que os homens deviam beijar e onde e como deviam pôr as mãos, etc…

Também me lembro de teres saído com um sorriso nos lábios. Não parecias nada preocupada nem envergonhada.

Aliás, até estavas muito bem-humorada. Antes de saíres, quando te despedias, disseste algo como, Deixa lá, ao menos não corremos o risco de engravidar!

Laura, isto, ou não foi nada, ou foi alguma coisa. Nós é que decidimos. Precisamos conversar sobre isso. Mais nada.

Beijo

Madalena.


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"Com Amor," – Documento 64

Oi…

Pensei muito se havia de escrever-te ou dar um tempo. Somos amigas há tanto tempo que resolvi não deixar “azedar”.

Fui eu que sonhei, ou o senhor Mário da “Toca”colocou alucinogénios nos choquinhos fritos?

A sério, não sei como chegámos a tanto, mas lembro-me de me sentir muito feliz e depois e depois preocupada e depois envergonhada.

Está tudo bem ctgo?

Estás zangada?

Diz coisas.

Laura.

PS: pensei ligar-te, mas pareceu-me que a escrita mantinha uma certa “distância”…


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Humanizando as Tecnologias…

com um sorriso…


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"Com Amor," – Documento 63

Laurita,

Choquinhos na “Toca”? Aprovado! Passas por aqui? Passo por aí?

Os homens são uns trastes. Devias ter feito como eu. Nunca me casei porque nunca confiei na espécie. Estás tu a ver aquela minha amostra de namorado… com mais de quarenta anos e ainda não tem a certeza de querer assumir um compromisso. Então vai assumi-lo quando? Em vésperas do seu próprio funeral? Vive lá no cabo do mundo, visita-me de três em três meses, declara-se apaixonado, fazemos amor – nisso ele é bom – e vai-se de novo. E eu aqui, à espera.

Um dia destes viro-me para as gajas! Dizem que a pele é mais suave. Li numa revista na sala de espera do dentista!!!
Na “Toca”!

Bjs.
Madalena.


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"Com Amor," – Documento 62

Miga,

Vamos jantar juntas esta semana?

Temos umas conversinhas para pôr em dia!

Eu estou como o nosso Sporting, quando não há vitórias para comemorar, comemoram-se as derrotas dos lampiões.

Pois, já não deves lembrar-te, mas faz dois anos que me divorciei do Alberto.

Ele está bem, pelo que me vão dizendo os miúdos. Tem uma namorada. Amiga, diz ele. Faz-lhe bem. Sabes, nunca lhe quis mal.

O outro lá continua entregue ao trabalho e ao casamento moribundo. Está moribundo desde que o conheço e nunca mais morre! Esquece. Isso não é importante. Está-me a apetecer vadiar e tu és a companhia ideal… hihihi…

Falas pouco, ouves muito… Gosto desta liberdade de estar entregue só a mim, à minha vontade e ao meu critério. Isto é viciante. Os homens servem para muito pouco. Só para aquela coisinha… De resto, a malta safa-se bem sem eles.

Que me dizes a uns choquinhos fritos na “Toca”? Que se lixe a linha!

Bj.
Laura.


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"Com Amor," – Documento 61

Caro Senhor,

Permita-me registar a forma digna e honesta como abordou um assunto tão delicado. Não obstante eu considerar que a maneira como chegou à informação não se inscreve em tal dignidade nem, sobretudo, em tal honestidade, devo referir, por justiça, que, uma vez de posse da informação, comportou-se com uma estatura moral que invejo.

Não presuma conhecer tudo, muito menos as motivações, mas no essencial tem razão. As famílias estão primeiro.

O seu pedido será atendido. Prontamente. E estas mensagens cuja destruição aconselho serão mantidas no mais estrito sigilo.

Cumprimentos,

Rui Daniel.