Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Medida Meia

Medida Meia

Não há uma
Medida meia
Entre teu génio
E teu amor.
Por isso me tens preso
Nessa teia
De que fujo
E a que volto com fervor!

jpv


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Pedra

Pedra

Essa pedra,
Aí, a teu lado,
Marcando
O momento marcado.
Essa luz,
Aí, à tua volta,
Soltando
A alma solta.
Esse verde,
Aí, em teu redor,
Pintando
A paisagem de amor.
E tu,
Aí, inteira,
Incendiando
Meu coração na fogueira!

jpv


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O Caminho das Palavras

O Caminho das Palavras

Viste passar
A minha Escrita?
Aquela que dizias
Bonita?
Sabes por onde andam
Meus versos?
Perdidos no tempo
E no espaço dispersos?
Sabes porque embruteci?
A voz da Fénix
Emudeci…

Falta-me o sopro
Da musa
A ideia concisa
E a palavra profusa.
Falta-me
O rasgo e a precisão
Dessa luz imprecisa
A que chamas inspiração.

Morro.
Estou morto e caído.
E encontro
No verso perdido
O epitáfio do poeta.
E as palavras que restam
Não lhe erguem
A figura.
Desenham-se, imperfeitas,
E abrem-lhe a sepultura.
Vem tu fechá-la,
Ó musa das palavras ausentes,
Vem dizer-lhe
Um último adeus
Com rimas dolentes.
E cerra
Os olhos seus
Para sempre.

O sempre da escrita.
Enquanto, vivo e mudo,
O pobre poeta grita
Um grito vazio e absurdo.
E não percebe o destino
Nem a sorte
De ter vivido pelas palavras
E pelas palavras
Ter encontrado
A morte!

Viste passar
As minhas ideias?
Urdidas em belas frases
Como quem constrói teias?
Não!
Não poderias ter visto.
Essas ideias
São hoje um misto
De nada
E coisa nenhuma.
Habitam na branca
E indecisa escuma
Do meu ser.

Sequei, musa,
Sequei.
E já não sei
O caminho das palavras.

jpv


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Divulgar Boa Publicidade

(Clique na imagem para aumentar)

Não sei se é boa, mas é engenhosa… Só é pena o número não ser válido. Acho que é brasileiro. Para além do interesse de haver um hospital para panelas, há ainda a ilusão de ótica do anúncio… ora clique na imagem e leia tudinho com atenção!


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Humordaz

HUMORDAZ
———————-
Da Net


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Crónicas de Maledicência – O Preço da Miséria


Crónicas de Maledicência – O Preço da Miséria

Eu não acho que Portugal seja um país miserável. Longe, muito longe disso. Por vezes, contudo, é um país miserabilista. E há quem saiba, de quando em vez, aproveitar-se disso. Foi o que fez a cadeia de supermercados Pingo Doce no passado dia 1 de maio.

O país vive uma crise profunda que tem, naturalmente, consequências devastadoras nas vidas das pessoas, nos seus orçamentos, nos seus hábitos e na forma como adquirem os bens mais básicos e elementares para a sua subsistência. No dia primeiro de maio, com uma promoção de 50% de desconto para compras superiores a 100€, o Pingo Doce arrasou a concorrência, arrasou as próprias regras da concorrência, pode ter perdido dinheiro, ganhou clientes, teve os seus trabalhadores a laborar no dia do ano que lhes é dedicado, destruiu por completo o 1º de maio, não só porque desviou as pessoas da reflexão e da participação em eventos inerentes à data, mas também porque retirou às comemorações do dia toda a centralidade e impacto que deveriam ter tido no âmbito das notícias.

Tudo isto é muito sério e muito grave. Mas, o mais grave, é um delito moral que importa não deixar impune. O Pingo Doce explorou o clima de crise, as dificuldades e a miséria alheios para fazer negócio, para esvaziar prateleiras. Podem agora vir com as explicações que quiserem. Muitas delas plausíveis, como por exemplo, o espírito e a mentalidade que levou as pessoas a aderirem e a maltratarem-se por um saco de pão, um pacote de detergente, uma caixa de morangos. Na minha opinião, que não é mais do que isso, tratou-se de uma ação de marketing absolutamente execrável. Fosse isto um país sério e a sério e alguém responderia pelo crime no tribunal dos valores. Mas não é. Impunes ficarão os prevaricadores. Outra vez!

Tenho dito!
jpv


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Tenho Verdes

Tenho Verdes

Tenho verdes
A marejar nos olhos.
Matizes de luz
E de sombra,
Um mar de cor
E de brilho
Na manhã cristalina.
E há melros
Brincando com a inconsciência,
Folhas sussurrando
Segredos ao vento
Sem tecnologia nem ciência.
Só a verdade antiga
E natural,
Simples e brutal,
Séria e contundente,
Que é ter amanhecido,
Hoje,
O mesmo dia de sempre!

jpv


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Crónicas de Maledicência – Cada uma na sua avenida

Crónicas de Maledicência – Cada uma na sua avenida

Hoje é o dia 1º de maio. É, internacionalmente, o dia do trabalhador. Não é o dia de um continente, não é o dia de uma federação de países, não é o dia de um país, não é o dia de um partido e, por certo, não é o dia de uma central sindical. Este dia pertence a todos os trabalhadores do mundo. Ponto.

Hoje, acordei com a notícia de que as duas centrais sindicais portuguesas, CGTP e UGT, fariam duas manifestações. Cada uma na sua avenida, dizia o senhor da rádio. Fui confirmar e é verdade. Acho vergonhoso. Acho patético e acho de uma burrice confrangedora. Numa altura tão difícil, numa altura em que os trabalhadores de todo o mundo e os portugueses, em particular, enfrentam tempos difíceis, de grande agressividade social, as duas centrais sindicais portuguesas não são capazes de pôr as suas diferenças de lado e unirem-se quanto a um princípio comum básico: a defesa dos trabalhadores. As condições de trabalho degradam-se, os cortes salariais são um facto crescente, há despedimentos por todo o lado, o desemprego cresce, e as duas centrais sindicais nacionais não são capazes de unir os trabalhadores no dia dos trabalhadores. Lamentável. Pobre exemplo do país que somos e não deveríamos  querer ser.

Curiosamente, hoje, 1º de maio de 2012, pela primeira vez, uma grande superfície nacional, o Continente, está de portas abertas. Tradicionalmente, esta empresa fechava em dois dias do ano. O 1º de janeiro e o 1º de maio. Este ano, a superfície vai estar aberta no dia do trabalhador. O que é que isto tem a ver com os dois parágrafos anteriores? Tudo! Não admira que o Continente consiga abrir as portas no dia 1º de maio. As centrais sindicais estavam ocupadas a organizar as suas manifestações. Cada uma na sua avenida!

Tenho dito
jpv


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Divulgar o Dote da Princesa

O Município de Torres Novas continua a surpreender-nos com a sua capacidade organizativa e de realização.
Este ano, não terá uma feira medieval, mas uma feira quinhentista. De novo, ancorada em factos históricos. Haverá representações sobre o Dote da Princesa, o Baile da Princesa, workshops de costura da época, teatro e banquetes. Tudo em torno de uma feira que valerá a pena visitar.

Não tem, não sabe o que fazer no próximo fim-de-semana? Venha ver o Dote da Princesa!