Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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"Suspance"

Caros Leitores e Amigos,

Ou muito me engano ou está para breve o início da publicação do novo romance de 
Mails para a minha Irmã… Pode até ser que tenha um nome de mulher no título… ou não!

Gosto de emes, gosto mesmo muito de emes!


jpv


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Dia de Distinções!

A Leilinha, autora do blogue “Fragmentos Meus”, tirou o dia para ser simpática comigo.

MPMI agradece e retribui. Querida amiga, tudo de bom para si!


jpv


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Uma Carinhosa Distinção

Caros Leitores e Amigos, Leila dos Reis atribui-me um selo de reconhecimento e carinho entre blogueiros que eu agradeço publicamente aproveitando para aconselhar uma visita ao seu blogue, Coisas do meu Coração.


Boas Leituras!
PS: Obrigado, minha querida!

jpv


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A Publicidade Fantástica Volta a Atacar!

A publicidade fantástica volta a atacar, mas não está no seu melhor. Em primeiro lugar, o mestre escolheu um nome perigoso porque facilmente confundível com semântica escatológica, ou seja, em bom português, a diferença entre muctar e mictar é mínima!

Em segundo lugar, tem demasiados erros ortográficos. Em terceiro lugar, a morada não é invocativa, não é apelativa. Qualquer mestre que se prese mora na rua da igreja, na atravessa da adivinhação ou numa outra qualquer, desconhecida, mas expressiva. E, por fim, a grande questão, aquela que me fez desperdiçar uns minutos para mal alinhavar umas palavras sobre este papelinho que me deram em Santa Apolónia. Efetivamente, quem é que quer “afastar e apróximar a pessoa amada”? Se ela é amada… Eu bem sei que a concorrência de Muctar afasta e aproxima toda a gente, mas nunca se afasta a pessoa amada. Erro grave. Eu, por exemplo, nunca iria a uma consulta com Muctar e a razão é lógica. Podia lá ir por causa de uma aproximação e vir de lá com um afastamento… livra!

Enfim, já vimos melhor. Muctar quis poupar no papel e deu nisto. Não tem um graficozinho, tem um menu com poucas opções e uma lamentável confusão entre duas disciplinas de ordem diametralmente oposta: a aproximação de amados e o afastamento de amarrados! Imperdoável…
jpv


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Crónicas de Maledicência – Ainda o Tento na Língua

Crónicas de Maledicência – Ainda o Tento na Língua


Faz pouco tempo escrevi uma Crónica de Maledicência sobre erros ortográficos na TV, em direto, como sinal de falta de rigor e cuidado no trato da Língua Portuguesa.

Pouco tempo passado, deparo-me com um outro tipo de erro, menos frequente, mais grave. Desta vez na versão online de um jornal, o “Correio da Manhã”. Trata-se de um erro de impropriedade vocabular. Consiste  em usar uma palavra julgando que ela tem um significado quando, na verdade, tem outro. O erro é até comum, mas inadmissível quando se trata de órgão de comunicação social. Consiste na confusão entre sob e  sobre. Sob significa “debaixo de”. Sobre significa “por cima de”. Naturalmente que os significados se mantêm mesmo quando o contexto não é espacial.
O jornal refere que um determinado jogador de futebol está “sobre a alçada” de uma instituição, ou seja, debaixo da sua influência e competência de decisão, logo, a palavra que o jornal deveria ter utilizado seria “sob”. O título ficaria “Luisão sob alçada disciplinar da Federação”. E assim é que ficaria correto. Lamentável, portanto. A atitude do jogador e a escrita do jornalista!

Tenho dito!
jpv


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Colar Cartazes – Imaginação na Feira da Ladra

Há razões que me levam periodicamente a regressar à Feira da Ladra. É um ambiente irrepetível, tem pessoas pitorescas e únicas, há conversas fabulosas, compram-se livros interessantes e chávenas de café para colecionadores. E, quanto mais não fosse, estas seriam razões de sobra para continuar a voltar.

Na última vez, passada terça-feira, encontrei algo de tão curioso e imaginativo que resolvi divulgar. Um grupo de jovens resolveu abrir um
“Posto de Turismo Não Oficial” e construir uma série de cartazes e sinais com conselhos, indicações e informações tão duvidosas quanto engraçadas. Sorri. E como costumo partilhar aquilo que me deixa bem disposto, aqui fica para os amigos leitores. Atenção que o segundo cartaz é só para adultos… é que tem algum vernáculo…
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Cozinha para Homens – Feijoada à Transmontana

Cozinha para Homens – Feijoada à Transmontana

Não esqueçam os leitores e as leitoras de que esta rubrica se chama “Cozinha para Homens” o que equivale a dizer que MPMI não pretende concorrer com as senhoras, mas tão somente ajudar a desenrascar os machos da Diáspora Lusitana espalhados por esse mundo fora.


A presente receita pode ser muito útil a namorados, a maridos recentes e a divorciados. Os maridos acomodados tirarão menos partido, mas não faz mal nenhum lerem estas reflexões e preciosas instruções de confeção.


Toda a gente sabe que uma feijoada é uma feijoada e não dignifica nada saber fazer uma feijoada e a razão é simples, resume-se a atirar com carne de porco e enchidos para dentro de um tacho, juntar-lhe uma carrada de feijões, temperar, fazer um arroz branco e já está. Ora, isso, qualquer um é capaz. O difícil, logo, valorizador de quem for capaz, é fazer uma feijoada que fuja a essa normalidade. E a Feijoada à Transmontana é o melhor exemplo. Saber fazer uma Feijoada à Transmontana é equivalente a tocar uma partitura de Rachmaninoff, isto é, piano qualquer um toca, Rachmaninoff só os mais experientes e capazes. É distinto. Assim, se for o novo namorado dela, ela vai querer que seja aprovado pelo seu clã e para isso nada melhor do que provar que está apto a ajudá-la e a ser o futuro marido, nomeadamente cozinhando pratos típicos e de assinalável dificuldade. Se for o marido recente, é o prato ideal para provar à família dela que ela fez uma excelente escolha, você até sabe fazer Feijoada à Transmontana! Se for o caso de ser divorciado, há sempre aquele momento em que a sua Ex e a família dela vão querer saber se você se está a desenrascar sem ela. A forma de os calar a todos é fazer para eles ou para os seus filhos, e pedir-lhes que espalhem a notícia, a famosa e elaborada Feijoada à Transmontana.


Bem sei que isto pode parecer uma tarefa difícil, mas não temam companheiros, vai correr tudo bem… e, tomem boa nota do que vou dizer-vos, a receita que vou facultar-vos já foi testada e todos os comensais repetiram e deram vivas e elogios ao cozinheiro. Ora vamos lá…
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Feijoada à Transmontana para 8 pessoas

Ingredientes:

4 garrafas de vinho alentejano muito bom, 1 ramo de coentros, 4 bagas de piri-piri muito picante (o chamado sacaninha), 1 Kg de arroz vaporizado, 1 rolo de sacos do lixo pretos e opacos de 20 Kg de capacidade, 8 latas de 1 Kg de Feijoada à Transmontana pré-cozinhada (todos os supermercados têm, as da marca Continente são particularmente boas!).

Preparação:

Ponha a mesa para 8 pessoas, abra as quatro garrafas de vinho e coloque-as sobre a mesa para o vinho respirar, abra as 8 latas de Feijoada à Transmontana pré-cozinhada e verta o conteúdo num tacho grande, coloque em lume brando, deite três quartos dos coentros migados e as quatro bagas de piri -piri cortadas aos bocadinhos e mexa em movimentos lentos com uma colher de pau, coza duas canecas de arroz e tempere de sal a atirar para o insosso, coloque as latas vazias num dos sacos pretos opacos e guarde no porta-bagagens, tranque o carro. É fundamental que a reação ao preparado não seja desvirtuada pela visão das latas vazias. Uma vez bem aquecida, coloque a Feijoada à Transmontana em duas ou três travessas, ponha o resto dos coentros sobre a feijoada, ponha o arroz em duas taças de aspeto rústico, coloque tudo na mesa acompanhando com comentários muito sapientes sobre a preparação da feijoada que você leu na Internet na noite anterior. Sente-se e coma com satisfação dando o exemplo e dizendo esta frase: “A mim está-me a saber às mil maravilhas e a vocês?” Usufrua dos comentários elogiosos. Nota Final: nunca, nunca, mas mesmo nunca, em circunstância alguma, refira a ninguém, mesmo a ninguém, o segredo do seu sucesso. É que nunca se sabe o dia de amanhã.

Ainda não se tinha lembrado desta, pois não? Não tem quê!

jpv


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Cozinha para Homens – Caipirinha à Brasileira

Cozinha para Homens – Caipirinha à Brasileira

O título desta receita é de uma redundância inócua e desnecessária. Ou seja, caipirinha que é caipirinha, a verdadeira caipirinha, só pode ser brasileira, logo é absolutamente desnecessário colocar isso no título. Até aqui tudo parece correto, o problema é que temos sido invadidos, ultimamente, por variações mais ou menos originais de caipirinha que pretendem intitular-se com esse nome ou outros parecidos à pala de acrescentarem ou substituírem ingredientes. Ele é as caipiroscas, os caipirões, as caipirangas, uns com vodka, outros com brandy, outros com licores diversos incluindo de morango. Até já vi vender caipirinha em pó!!! Basicamente, qualquer mixórdia alcoólica que leve limas, pode ser uma caipirinha… tá errado, tá errado. Há que respeitar as idiossincrasias culturais, as especificidades regionais e, sobretudo há que não subverter.

Então é assim, e não é complicado: digam o que disserem as revistas e os tipos que aparecem na televisão, a Caipirinha à Brasileira só leva 4 ingredientes e só tem duas versões de preparação. Os ingredientes são cachaça, limas, açúcar amarelo e gelo. As formas de preparação apresentam-se de seguida. Mai nada!

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Caipirinha à Brasileira – Versão 1

Ingredientes:
Cachaça, limas, açúcar amarelo e gelo.

Preparação:
Compre 1 litro de cachaça, 1 Kg de limas, 1 Kg de açúcar amarelo e um saco de gelo caso o seu frigorífico não faça. Pegue num copo baixo e largo, esprema e esmague duas limas dentro do copo, pique o gelo e coloque até meio do copo, deite uma colher de sopa de açúcar amarelo por cima do gelo, regue tudo com cachaça até encher o copo, mexa vigorosamente, afinfe-lhe com duas palhinhas e ofereça à miúda mais gira da sala. Depois faça outra  para si e beba. Repita o processo até achar que fez a caipirinha perfeita. Quando isso acontecer, está na altura de parar de beber!

Caipirinha à Brasileira – Versão 2

Ingredientes:
Cachaça, limas, açúcar amarelo e gelo.

Preparação:
Compre 1 litro de cachaça, 1 Kg de limas, 1 Kg de açúcar amarelo e um saco de gelo caso o seu frigorífico não faça. Convide duas amigas brasileiras para beberem umas caipirinhas à noite em sua casa. Como elas são brasileiras, vão querer mostrar que sabem fazer a melhor caipirinha do mundo porque é um produto da terra delas. Aceite a generosidade delas e ofereça os ingredientes. Sente-se no sofá confortavelmente a ver um episódio do CSI. Quando elas chegarem com as caipirinhas prontas, desligue a TV e divirtam-se os três até estarem no estado de ninguém se lembrar de nada no dia seguinte.

A primeira versão é mais adequada para self-made-man com laivos de sensibilidade e tiques de igualdade de géneros.

A segunda é para espertalhões que a levam certa!

Em todo o caso, tudo o que fugir destes quatro ingredientes não é caipirinha. Do mesmo modo, se a nacionalidade das amigas não for brasileira também não é caipirinha.

Divirta-se! Hic…
jpv


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Colar Cartazes – A Sustentável Leveza da Ruralidade

Caros Leitores e Amigos,

Como já vão sabendo, de entre as muitas coisas que me atraem nesta vida, a publicidade e as feiras têm lugar de destaque. A publicidade porque cristaliza momentos de inspiração ou… pura parvoíce! Sendo que a parvoíce é algo bem interessante de se analisar. É, como se diz da composição de certos detergentes, um princípio ativo. As feiras porque são autênticos viveiros de ruralidade, de genuinidade e estão repletas de motivos de interesse.

Hoje, faço um post que toca as duas áreas. De resto, não é fenómeno virgem neste blogue. Não vou contar o meu dia. Limito-me a descrever o que fui encontrando…
A caminho da feira, costumamos fazer uma paragem numa localidade onde está aberto um barzinho às primeiras horas de luz. Toma-se um cafezinho e acorda-se para o dia. Hoje, reparei pela primeira vez que se pode lá encomendar bolos. Não estranhei que fossem de aniversário, baptizado ou casamento, já quanto aos últimos… não pude conter uma risada sonora e matinal!

Já em plena feira, reparei nesta inovação da tecnologia que já chegou aos preços em conta: a bela da peúga medicinal. E o que é que ela tem de medicinal? Ora, não é o que ela tem, mas o que ela não tem. A peúga é medicinal porque vem sem elástico! Isto é que é olho para o negócio. Menos matéria prima, mais dinheiro, desde que haja um cartaz a anunciar!

Ainda a propósito da peúga medicinal e para os leitores não julgarem que estou a “regar”, aqui fica o testemunho, meia dúzia, cinco euros e repare-se que o toclante até tem uma cruz a indicar que é medicinal. Mai nada!

Crise? Qual crise? No Portugal profundo só vive mal quem não sabe viver… e só anda descalço quem não sabe calçar. Senão vejamos, é lá que está a promoção do ano onde se pode comprar calçado desde os 10€ . E mais, o amigo cliente não leva dinheiro consigo? Não se acanhe por estar numa feira. Aqui também há serviço Multibanco!

Quando o estômago começou a dar horas, procurámos um local para repasto. E não é que avia um onde avia sandes… Ai, ai, ai… os preços não eram maus, mas nada batia…

… nada batia a campanha de verão onde na compra de um frango por 5 euros se oferecia uma T-Shirt! Uma vez que se adquiria um frango, podia dar-lhes para oferecer uma bebida, umas batatas, sei lá, uma saladinha… mas qual quê… ele vai de T-Shirt e mai nada!
E, por fim, mas não menos importante, depois de tantos anos de escavações e buscas à procura do Minotauro, eis que estava, ainda viva e fresca, numa feira portuguesa, com certeza, a Minotaura… E então se aquilo é um par a valer… Muuuuuu!
jpv